Universitária denuncia cobrança abusiva de flanelinha em ponto turístico de Fortaleza


Universitária denuncia cobrança abusiva de flanelinha em ponto turístico de Fortaleza

Após pagar R$ 10 antecipado para deixar carro na rua, a jovem foi surpreendida por outro vigilante, cobrando o mesmo serviço; prática ocorre há cinco anos

Por Roberta Tavares em Cotidiano

9 de Março de 2015 às 12:39

Há 3 anos
Estudante foi abordada por flanelinha, para pagar por estacionamento em via pública (FOTO: Arquivo pessoal)

Estudante foi abordada por flanelinha, para pagar por estacionamento em via pública (FOTO: Arquivo pessoal)

É bem comum se deparar com flanelinhas no entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um dos pontos turísticos de Fortaleza. Uma estudante universitária, de 27 anos, – que pediu para não ser identificada – denunciou a atuação dos guardadores de carro na região.

Segundo disse ao Tribuna do Ceará, após estacionar o automóvel na Rua Dragão do Mar, na Praia de Iracema, foi abordada por um flanelinha, que a obrigou a pagar R$ 10 antecipado, apenas para garantir que o carro permanecesse como chegou ao local. “Eu e meu noivo estávamos saindo do carro, quando um rapaz disse que tinha pagar antecipado. A gente pagou por medo, porque não sabíamos como o carro ia estar quando voltássemos. Podiam arranhar, furar o pneu, arrombar. Paguei na mesma hora”.

O caso ocorreu no sábado (7), por volta das 22h, no local de concentração das boates. Logo após desembolsar o valor necessário para deixar o veículo estacionado em uma via pública, a jovem recebeu um comprovante para evitar o pagamento em duplicidade. Mesmo assim, ao voltar ao carro, foi surpreendida por outro vigilante, cobrando novamente pelo serviço. “Vieram cobrar de novo. O primeiro não estava mais lá, já era outra pessoa. Dessa vez, não pagamos não”, comenta.

A universitária contou ainda que o crime ocorre há cerca de cinco anos, sem nenhuma fiscalização, mas não é prática de todos os flanelinhas. “Na época, paguei uns R$ 5. Outro dia que fomos, recentemente, não tivemos que pagar nada. Um flanelinha veio para perto e não pediu nada. É tanto que meu noivo perguntou logo se tinha que pagar antecipado, porque esse tipo de coisa já é conhecido”, relata.

O caso foi publicado no perfil do Facebook da estudante. Outra jovem comentou o post informando que a cobrança é comum em Fortaleza, independente da região. “Estava era barato; porque, em dia de festa na Praia do Futuro, é R$ 20, quase um assalto”. Próximo ao Dragão do Mar, além dos estacionamentos em via pública, há os estabelecimentos privados – que apresentam segurança interna com monitoramento. O funcionamento começa à tarde e termina por volta das 5h.

Policiamento

De acordo com o coronel Francisco Souto, do Comando de Policiamento da Capital (CPP), a cobrança em espaço público é contrária à Lei e, por isso, os motoristas devem comparecer à delegacia para comunicar o crime. “Como a profissão de flanelinha não está regulamentada, eles não podem exigir o pagamento. Paga porque quer”, afirma.

Segundo disse, o caso é crime de extorsão e deve ser denunciado à polícia, já que o policiamento e a fiscalização só poderão existir se os frequentadores formalizarem a prática por meio de Boletim de Ocorrência.

A orientação é identificar o local e o indivíduo, ligar para 190 e acionar a polícia, ou se dirigir à delegacia mais próxima. Caso não queira permanecer no local, a pessoa deve filmar ou fotografar, para auxiliar a identificação do indivíduo pela polícia. “Próximo ao Dragão do Mar temos em torno de seis policiais, que só poderão agir após denúncia”, conclui.

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Universitária denuncia cobrança abusiva de flanelinha em ponto turístico de Fortaleza

Após pagar R$ 10 antecipado para deixar carro na rua, a jovem foi surpreendida por outro vigilante, cobrando o mesmo serviço; prática ocorre há cinco anos

Por Roberta Tavares em Cotidiano

9 de Março de 2015 às 12:39

Há 3 anos
Estudante foi abordada por flanelinha, para pagar por estacionamento em via pública (FOTO: Arquivo pessoal)

Estudante foi abordada por flanelinha, para pagar por estacionamento em via pública (FOTO: Arquivo pessoal)

É bem comum se deparar com flanelinhas no entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um dos pontos turísticos de Fortaleza. Uma estudante universitária, de 27 anos, – que pediu para não ser identificada – denunciou a atuação dos guardadores de carro na região.

Segundo disse ao Tribuna do Ceará, após estacionar o automóvel na Rua Dragão do Mar, na Praia de Iracema, foi abordada por um flanelinha, que a obrigou a pagar R$ 10 antecipado, apenas para garantir que o carro permanecesse como chegou ao local. “Eu e meu noivo estávamos saindo do carro, quando um rapaz disse que tinha pagar antecipado. A gente pagou por medo, porque não sabíamos como o carro ia estar quando voltássemos. Podiam arranhar, furar o pneu, arrombar. Paguei na mesma hora”.

O caso ocorreu no sábado (7), por volta das 22h, no local de concentração das boates. Logo após desembolsar o valor necessário para deixar o veículo estacionado em uma via pública, a jovem recebeu um comprovante para evitar o pagamento em duplicidade. Mesmo assim, ao voltar ao carro, foi surpreendida por outro vigilante, cobrando novamente pelo serviço. “Vieram cobrar de novo. O primeiro não estava mais lá, já era outra pessoa. Dessa vez, não pagamos não”, comenta.

A universitária contou ainda que o crime ocorre há cerca de cinco anos, sem nenhuma fiscalização, mas não é prática de todos os flanelinhas. “Na época, paguei uns R$ 5. Outro dia que fomos, recentemente, não tivemos que pagar nada. Um flanelinha veio para perto e não pediu nada. É tanto que meu noivo perguntou logo se tinha que pagar antecipado, porque esse tipo de coisa já é conhecido”, relata.

O caso foi publicado no perfil do Facebook da estudante. Outra jovem comentou o post informando que a cobrança é comum em Fortaleza, independente da região. “Estava era barato; porque, em dia de festa na Praia do Futuro, é R$ 20, quase um assalto”. Próximo ao Dragão do Mar, além dos estacionamentos em via pública, há os estabelecimentos privados – que apresentam segurança interna com monitoramento. O funcionamento começa à tarde e termina por volta das 5h.

Policiamento

De acordo com o coronel Francisco Souto, do Comando de Policiamento da Capital (CPP), a cobrança em espaço público é contrária à Lei e, por isso, os motoristas devem comparecer à delegacia para comunicar o crime. “Como a profissão de flanelinha não está regulamentada, eles não podem exigir o pagamento. Paga porque quer”, afirma.

Segundo disse, o caso é crime de extorsão e deve ser denunciado à polícia, já que o policiamento e a fiscalização só poderão existir se os frequentadores formalizarem a prática por meio de Boletim de Ocorrência.

A orientação é identificar o local e o indivíduo, ligar para 190 e acionar a polícia, ou se dirigir à delegacia mais próxima. Caso não queira permanecer no local, a pessoa deve filmar ou fotografar, para auxiliar a identificação do indivíduo pela polícia. “Próximo ao Dragão do Mar temos em torno de seis policiais, que só poderão agir após denúncia”, conclui.