Tá acabando o #AgostoDasTretas: relembre as 8 polêmicas do mês 8
RETROSPECTIVA DE AGOSTO

Tá acabando o #AgostoDasTretas: relembre as 8 polêmicas do mês 8

Trânsito, abusos de autoridade, questões ambientais, machismo, xenofobia estiveram em foco, causando acalorados debates nas redes sociais

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

31 de agosto de 2017 às 19:03

Há 3 semanas

Esta quinta-feira (31) marca o fim do mês que ganhou a fama de ser de desgosto. Nas redes sociais, também viraram comuns as reclamações com relação à duração do mês. Neste ano, agosto, porém, pode ser considerado como mês das tretas, pelo menos no Ceará, tamanho o número de polêmicas e controvérsias.

O Tribuna do Ceará, então, resolveu fazer uma pequena retrospectiva dos embates que o mês promoveu. Teve de tudo: de polêmica no trânsito a acusações de machismo e xenofobia, passando por questões ambientais e supostos abusos de autoridades.

Confira:

Restrição de comercialização de bebidas alcoólicas era uma das propostas do Governo do Estado para os rolezinhos (FOTO: Reprodução/Governo do Estado)

01 de agosto — “Rolezinhos” precisam de regulamentação estatal?

O mês começou com uma polêmica na esfera cultural. Em meio a acusações de promoção de poluição sonora e abuso de drogas, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude resolveu propor uma regulamentação dos “rolezinhos” e saraus em espaços públicos. A série de determinações aos quais os eventos deveriam obedecer gerou revolta nos organizadores e frequentadores do evento, que viram a proposição como “censura” e “criminalização”. A pasta, então, recuou e invalidou a proposta.

 

AMC mudou a orientação em alguns dias, causando confusão em muitos motoristas (FOTO: Divulgação)

15 de agosto — Afinal, pode ou não avançar o sinal vermelho na madrugada?

A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) foi outro órgão público a recuar de um posicionamento. Em 12 de agosto, a autarquia declarava que, mesmo após meia-noite, continuava proibido ultrapassar o sinal vermelho. Três dias depois, a AMC mudou a orientação. Desde que não passasse dos 30 km/h, os veículos poderiam avançar o sinal. Em meio a isso, motoristas ficaram muito confusos.

 

Liminar permitia serviço irrestrito de motoristas que atendiam pelo Uber (FOTO: Divulgação)

21 de agosto — Uber tem ou não que ser liberado?

A polêmica já se arrasta por anos, é verdade, mas agosto viu alguns importantes capítulos da batalha judicial pela liberação do atendimento via Uber. Uma liminar foi expedida pela Justiça impedindo a coibição do serviço irregular, provocando protesto de taxistas. O sindicato da categoria, no entanto, dias depois, mudou o que até então era dogma e passou a advogar pela regulamentação do Uber. Estes motoristas, porém, não engoliram as condições propostas pelo Sinditaxi e teceram críticas. Enquanto isso, a Prefeitura segue na Justiça buscando derrubar a decisão judicial.

 

praia-dos-crushs-limpeza

Campanha conclamou mutirão para limpeza do novo point da cidade (FOTO: Reprodução Facebook)

24 de agosto — Praia dos Crush ou Praia dos Sujos?

A “Praia dos Crush”, na Praia de Iracema, conquistou a juventude fortalezense, que passou a adotar o espaço como um dos grandes points de lazer da capital. Com os novos frequentadores, porém, veio o lixo. Tamanha sujeira na praia levou um grupo a organizar um mutirão de limpeza, que deve ocorrer em 3 de setembro. O evento resgatou a discussão sobre utilização do espaço público e degradação urbana.

 

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Segundo denúncia, os familiares eram mantidos presos dentro da própria casa (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

25 de agosto — Exagero em ação por cárcere privado?

Uma ação da Defensoria Pública jogou luzes em uma situação em que estaria caracterizado cárcere privado dos seis filhos e a esposa de um empresário, o suposto autor do crime. Os jovens, que têm idade entre 4 e 19 anos, não frequentavam escola ou médicos nem tinham convivência com amigos. Já na Polícia Civil, porém, não foram vistos indícios para manter o chefe da família preso. O empresário argumentava que recebia ameaças de morte e buscava apenas proteger a família, não chegando a agredir nenhum dos filhos ou a esposa. Ele teria transtornos mentais. As investigações continuam e os filhos estão em abrigos públicos ou na casa de familiares. O Ministério Público Estadual (MP-CE) resolveu abrir inquérito civil público para apurar possíveis abusos na ação.

 

Câmera oculta registrou a abordagem na qual jovem teria oferecido suborno (FOTO: Reprodução)

29 de agosto — Suborno Induzido?

Um jovem de 23 anos ficou três dias detidos pela suspeita de tentar subornar guardas municipais que haviam flagrado a situação irregular de sua moto. A polêmica ganhou corpo com o vídeo gravado por um dos guardas municipais que realizou a abordagem. Um dos guardas pergunta “o que o jovem poderia fazer por eles”. Ele então oferece 100 reais, sendo detido pelos agentes. “Eu não entendi como uma sugestão, entendi como uma saída”, disse Antônio Anderson Leôncio, ao ser liberado. Os quatro guardas foram afastados preventivamente.

 

Empresa afirma que buscava combater estereótipos regionais (FOTO: Reprodução)

30 de agosto — Propaganda reforça ou combate estereótipo de que nordestino não gosta de trabalhar?

Uma montadora de carros resolveu fazer uma campanha publicitária sob o mote de desconstruir preconceitos regionais. O resultado não agradou a todos. Na propaganda referente ao Nordeste, o personagem zombava dos nordestinos, pois estes não gostariam de trabalhar. Mostrava como exemplo disso um centro comercial com lojas fechadas. A lição viria de um amigo, que apontava que os estabelecimentos estavam fechados por ser domingo. “É domingo? Pode crer, mano, é domingo…”, diz, então, o personagem. Para muitos, a mensagem não desconstruía o preconceito. A empresa tirou os vídeos do ar em menos de 24 horas, embora continuasse a defender que o objetivo da campanha era “questionar rótulos”.

 

Polêmica surgiu nas redes sociais

31 de agosto — Cavalheirismo ou Machismo, à mesa?

Um restaurante de Fortaleza mantém o costume de não oferecer cardápios com preços a mulheres que estão com seus companheiros. Uma postagem no Facebook de uma advogada levantou a discussão: não seria isso uma forma de reforçar o estereótipo de mulher financeiramente dependente? O próprio estabelecimento se posicionou e, em nota, defendeu que a medida apenas fazia parte da atmosfera de romantismo do local. Os comentários de dividiram apaixonadamente na defesa do “cavalheirismo” ou do apontamento de “machismo”.

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RETROSPECTIVA DE AGOSTO

Tá acabando o #AgostoDasTretas: relembre as 8 polêmicas do mês 8

Trânsito, abusos de autoridade, questões ambientais, machismo, xenofobia estiveram em foco, causando acalorados debates nas redes sociais

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

31 de agosto de 2017 às 19:03

Há 3 semanas

Esta quinta-feira (31) marca o fim do mês que ganhou a fama de ser de desgosto. Nas redes sociais, também viraram comuns as reclamações com relação à duração do mês. Neste ano, agosto, porém, pode ser considerado como mês das tretas, pelo menos no Ceará, tamanho o número de polêmicas e controvérsias.

O Tribuna do Ceará, então, resolveu fazer uma pequena retrospectiva dos embates que o mês promoveu. Teve de tudo: de polêmica no trânsito a acusações de machismo e xenofobia, passando por questões ambientais e supostos abusos de autoridades.

Confira:

Restrição de comercialização de bebidas alcoólicas era uma das propostas do Governo do Estado para os rolezinhos (FOTO: Reprodução/Governo do Estado)

01 de agosto — “Rolezinhos” precisam de regulamentação estatal?

O mês começou com uma polêmica na esfera cultural. Em meio a acusações de promoção de poluição sonora e abuso de drogas, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude resolveu propor uma regulamentação dos “rolezinhos” e saraus em espaços públicos. A série de determinações aos quais os eventos deveriam obedecer gerou revolta nos organizadores e frequentadores do evento, que viram a proposição como “censura” e “criminalização”. A pasta, então, recuou e invalidou a proposta.

 

AMC mudou a orientação em alguns dias, causando confusão em muitos motoristas (FOTO: Divulgação)

15 de agosto — Afinal, pode ou não avançar o sinal vermelho na madrugada?

A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) foi outro órgão público a recuar de um posicionamento. Em 12 de agosto, a autarquia declarava que, mesmo após meia-noite, continuava proibido ultrapassar o sinal vermelho. Três dias depois, a AMC mudou a orientação. Desde que não passasse dos 30 km/h, os veículos poderiam avançar o sinal. Em meio a isso, motoristas ficaram muito confusos.

 

Liminar permitia serviço irrestrito de motoristas que atendiam pelo Uber (FOTO: Divulgação)

21 de agosto — Uber tem ou não que ser liberado?

A polêmica já se arrasta por anos, é verdade, mas agosto viu alguns importantes capítulos da batalha judicial pela liberação do atendimento via Uber. Uma liminar foi expedida pela Justiça impedindo a coibição do serviço irregular, provocando protesto de taxistas. O sindicato da categoria, no entanto, dias depois, mudou o que até então era dogma e passou a advogar pela regulamentação do Uber. Estes motoristas, porém, não engoliram as condições propostas pelo Sinditaxi e teceram críticas. Enquanto isso, a Prefeitura segue na Justiça buscando derrubar a decisão judicial.

 

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Campanha conclamou mutirão para limpeza do novo point da cidade (FOTO: Reprodução Facebook)

24 de agosto — Praia dos Crush ou Praia dos Sujos?

A “Praia dos Crush”, na Praia de Iracema, conquistou a juventude fortalezense, que passou a adotar o espaço como um dos grandes points de lazer da capital. Com os novos frequentadores, porém, veio o lixo. Tamanha sujeira na praia levou um grupo a organizar um mutirão de limpeza, que deve ocorrer em 3 de setembro. O evento resgatou a discussão sobre utilização do espaço público e degradação urbana.

 

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Segundo denúncia, os familiares eram mantidos presos dentro da própria casa (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

25 de agosto — Exagero em ação por cárcere privado?

Uma ação da Defensoria Pública jogou luzes em uma situação em que estaria caracterizado cárcere privado dos seis filhos e a esposa de um empresário, o suposto autor do crime. Os jovens, que têm idade entre 4 e 19 anos, não frequentavam escola ou médicos nem tinham convivência com amigos. Já na Polícia Civil, porém, não foram vistos indícios para manter o chefe da família preso. O empresário argumentava que recebia ameaças de morte e buscava apenas proteger a família, não chegando a agredir nenhum dos filhos ou a esposa. Ele teria transtornos mentais. As investigações continuam e os filhos estão em abrigos públicos ou na casa de familiares. O Ministério Público Estadual (MP-CE) resolveu abrir inquérito civil público para apurar possíveis abusos na ação.

 

Câmera oculta registrou a abordagem na qual jovem teria oferecido suborno (FOTO: Reprodução)

29 de agosto — Suborno Induzido?

Um jovem de 23 anos ficou três dias detidos pela suspeita de tentar subornar guardas municipais que haviam flagrado a situação irregular de sua moto. A polêmica ganhou corpo com o vídeo gravado por um dos guardas municipais que realizou a abordagem. Um dos guardas pergunta “o que o jovem poderia fazer por eles”. Ele então oferece 100 reais, sendo detido pelos agentes. “Eu não entendi como uma sugestão, entendi como uma saída”, disse Antônio Anderson Leôncio, ao ser liberado. Os quatro guardas foram afastados preventivamente.

 

Empresa afirma que buscava combater estereótipos regionais (FOTO: Reprodução)

30 de agosto — Propaganda reforça ou combate estereótipo de que nordestino não gosta de trabalhar?

Uma montadora de carros resolveu fazer uma campanha publicitária sob o mote de desconstruir preconceitos regionais. O resultado não agradou a todos. Na propaganda referente ao Nordeste, o personagem zombava dos nordestinos, pois estes não gostariam de trabalhar. Mostrava como exemplo disso um centro comercial com lojas fechadas. A lição viria de um amigo, que apontava que os estabelecimentos estavam fechados por ser domingo. “É domingo? Pode crer, mano, é domingo…”, diz, então, o personagem. Para muitos, a mensagem não desconstruía o preconceito. A empresa tirou os vídeos do ar em menos de 24 horas, embora continuasse a defender que o objetivo da campanha era “questionar rótulos”.

 

Polêmica surgiu nas redes sociais

31 de agosto — Cavalheirismo ou Machismo, à mesa?

Um restaurante de Fortaleza mantém o costume de não oferecer cardápios com preços a mulheres que estão com seus companheiros. Uma postagem no Facebook de uma advogada levantou a discussão: não seria isso uma forma de reforçar o estereótipo de mulher financeiramente dependente? O próprio estabelecimento se posicionou e, em nota, defendeu que a medida apenas fazia parte da atmosfera de romantismo do local. Os comentários de dividiram apaixonadamente na defesa do “cavalheirismo” ou do apontamento de “machismo”.