Projeto oferece assessoria jurídica gratuita a mulheres vítimas de violência doméstica

TAMOJUNTAS

Projeto oferece assessoria jurídica gratuita a mulheres vítimas de violência doméstica

O projeto TamoJuntas está presente em 30 cidades do País e oferece às mulheres atendimentos com advogadas, psicólogas, assistentes sociais e pedagogas

Por Daniel Rocha em Cotidiano

8 de Maio de 2018 às 07:15

Há 7 meses
Mulheres atendidas do projeto TamoJuntas

O projeto realiza mutirões para divulgar o serviço multidisciplinar para vítimas de violência doméstica (Foto: TamoJuntas)

De um publicação na página do Fecabook em 2016 para uma rede de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Foi assim que surgiu o projeto TamoJuntas, em Salvador. A princípio, a ideia é oferecer gratuita assessoria jurídica a mulheres de baixa renda. Hoje, conta com um serviço multidisciplinar, que vai desde atendimento jurídico a acompanhamento psicológico.

“Nós não cobramos nada para nenhuma assistida. Prestamos apoio jurídico, psicológico, social. Somos voluntárias mulheres para ajudar mulheres que sofrem algum caso de violência doméstica”, explica Lara Saneto, representante do projeto em Fortaleza.

Ao todo, são 70 voluntárias, distribuídas em 30 cidades do País. Em Fortaleza, por exemplo, o projeto conta com 15 advogadas.

Tudo teve início com a publicação da presidente e advogada Laina Crisóstomo em seu Facebook. Laila havia feito uma publicação garantindo que iria atender uma mulher de baixa renda gratuitamente por mês, por meio do serviço de advocacia prevista no Estatuto da OAB. Em pouco tempo, outras advogadas aderiram à ideia.

“Teve uma repercussão grande. Foram mais de 6 mil curtidas. Ela (Laina) começou a ganhar apoio de outras advogadas de outros estados e que também ofereceram serviços gratuitos”, comenta.

As principais causas são referentes a agressões físicas e, nesses casos, as voluntárias procuram dar assistência psicológica para depois abrir uma ação judicial. “Até ela querer fazer alguma coisa, é necessário ajuda psicológica. Só depois entramos na área jurídica com medida protetiva, por exemplo”, afirma.

As mulheres atendidas são de classe média baixa

O projeto está presente em 30 cidades do País (Foto: TamoJuntas)

Em Fortaleza não há voluntárias da área da psicologia, mas outras profissionais do projeto de outras cidades prestam o apoio por meio de ligações e também por videoconferência. Nada é cobrado. Entretanto, para serem contempladas pelos serviços, as mulheres passam por uma triagem para saber as condições socioeconômicas. “Ela (a vítima) precisa comprovar que não tem condições financeiras para custear os honorários de um advogado”, ressalta.

Além de casos de violência física, o grupo também atende outras causas judiciais, como divulgação de imagens íntimas nas redes sociais por companheiros. “Há vários exemplos dessa natureza no Rio de Janeiro. Na área da família, há casos de pensões alimentícias”, cita.

Para solicitar o serviço, Lara orienta as mulheres a entrar em contato com o projeto por meio das redes sociais. Lá, as mensagens são analisadas e distribuídas pelas voluntárias conforme a localização da vítima.

Entretanto, apesar dessa disponibilidade, poucas mulheres de Fortaleza têm conhecimento do serviço. Para reverter essa situação, as voluntárias realizam mutirões na cidade para divulgar o TamoJuntas. “Creio que a tendência é aumentar. A gente fez um mutirão no ano passado, mas não compareceu muita gente. Sabemos que muitas mulheres não querem se expor por medo”, comenta.

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O projeto TamoJuntas está presente em 30 cidades do País e oferece às mulheres atendimentos com advogadas, psicólogas, assistentes sociais e pedagogas

Por Daniel Rocha em Cotidiano

8 de Maio de 2018 às 07:15

Há 7 meses
Mulheres atendidas do projeto TamoJuntas

O projeto realiza mutirões para divulgar o serviço multidisciplinar para vítimas de violência doméstica (Foto: TamoJuntas)

De um publicação na página do Fecabook em 2016 para uma rede de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Foi assim que surgiu o projeto TamoJuntas, em Salvador. A princípio, a ideia é oferecer gratuita assessoria jurídica a mulheres de baixa renda. Hoje, conta com um serviço multidisciplinar, que vai desde atendimento jurídico a acompanhamento psicológico.

“Nós não cobramos nada para nenhuma assistida. Prestamos apoio jurídico, psicológico, social. Somos voluntárias mulheres para ajudar mulheres que sofrem algum caso de violência doméstica”, explica Lara Saneto, representante do projeto em Fortaleza.

Ao todo, são 70 voluntárias, distribuídas em 30 cidades do País. Em Fortaleza, por exemplo, o projeto conta com 15 advogadas.

Tudo teve início com a publicação da presidente e advogada Laina Crisóstomo em seu Facebook. Laila havia feito uma publicação garantindo que iria atender uma mulher de baixa renda gratuitamente por mês, por meio do serviço de advocacia prevista no Estatuto da OAB. Em pouco tempo, outras advogadas aderiram à ideia.

“Teve uma repercussão grande. Foram mais de 6 mil curtidas. Ela (Laina) começou a ganhar apoio de outras advogadas de outros estados e que também ofereceram serviços gratuitos”, comenta.

As principais causas são referentes a agressões físicas e, nesses casos, as voluntárias procuram dar assistência psicológica para depois abrir uma ação judicial. “Até ela querer fazer alguma coisa, é necessário ajuda psicológica. Só depois entramos na área jurídica com medida protetiva, por exemplo”, afirma.

As mulheres atendidas são de classe média baixa

O projeto está presente em 30 cidades do País (Foto: TamoJuntas)

Em Fortaleza não há voluntárias da área da psicologia, mas outras profissionais do projeto de outras cidades prestam o apoio por meio de ligações e também por videoconferência. Nada é cobrado. Entretanto, para serem contempladas pelos serviços, as mulheres passam por uma triagem para saber as condições socioeconômicas. “Ela (a vítima) precisa comprovar que não tem condições financeiras para custear os honorários de um advogado”, ressalta.

Além de casos de violência física, o grupo também atende outras causas judiciais, como divulgação de imagens íntimas nas redes sociais por companheiros. “Há vários exemplos dessa natureza no Rio de Janeiro. Na área da família, há casos de pensões alimentícias”, cita.

Para solicitar o serviço, Lara orienta as mulheres a entrar em contato com o projeto por meio das redes sociais. Lá, as mensagens são analisadas e distribuídas pelas voluntárias conforme a localização da vítima.

Entretanto, apesar dessa disponibilidade, poucas mulheres de Fortaleza têm conhecimento do serviço. Para reverter essa situação, as voluntárias realizam mutirões na cidade para divulgar o TamoJuntas. “Creio que a tendência é aumentar. A gente fez um mutirão no ano passado, mas não compareceu muita gente. Sabemos que muitas mulheres não querem se expor por medo”, comenta.