Praia de Iracema recebe protesto contra decisão de juiz que libera terapia de "cura gay"

MOBILIZAÇÃO NA INTERNET

Praia de Iracema recebe protesto contra decisão de juiz que libera terapia de “cura gay”

Cerca de 2 mil pessoas já confirmaram presença na manifestação e outras 6 mil têm interesse no evento

Por Daniel Rocha em Cotidiano

20 de setembro de 2017 às 13:10

Há 3 meses

O evento visa manifestar sobre a decisão do juiz do Distrito Federal que permite aos psicólogos a realização de atendimentos de reorientação sexual (FOTO: Reprodução/Facebook)

Um grupo de manifestantes está organizando um protesto em Fortaleza contra a decisão do juiz do Distrito Federal Waldermar Cláudio de Carvalho, que permitiu aos psicólogos ofertar aos seus pacientes terapias de reversão sexual (chamada de “cura gay” por religiosos conservadores) sem sofrer qualquer tipo de censura.

O ato está marcado na Praia de Iracema neste sábado (23). Até o momento, cerca de 2 mil pessoas confirmaram presença na manifestação e outras 6 mil têm interesse no evento.

Nós não precisamos de cura, até porque não somos doentes. Amar uma pessoa do mesmo sexo não é uma doença. É só uma forma de expressar o que sentimos, assim como qualquer outro ser humano. Então, não temos que aceitar isso. Quem precisa de cura são essas pessoas hipócritas que não aceitam ver a nossa felicidade“, diz o anúncio do evento.

A organização afirma que a concentração dos manifestantes vai ocorrer em frente à estátua de Iracema, a partir das 14h30min. Logo depois, irão seguir caminhando em direção à Praia dos Crush. Os organizadores incentivam os manifestantes a levar cartazes com mensagens de apoio ao grupo LGBTT e também contra decisão do juiz.

Entenda a polêmica

Na última sexta-feira (15), o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho liberou uma liminar que permite aos psicólogos que oferecessem terapias de reversão sexual. A medida atendeu ao pedido da psicóloga Rozangela Alves Justino, que foi censurada por ofertar o tratamento aos seus pacientes.

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) havia proibido o exercício de psicólogos que propõem um serviço para curar a homossexualidade. Em contrapartida, segundo os apoiadores da prática, a norma do CFP censura a liberdade científica.

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Praia de Iracema recebe protesto contra decisão de juiz que libera terapia de “cura gay”

Cerca de 2 mil pessoas já confirmaram presença na manifestação e outras 6 mil têm interesse no evento

Por Daniel Rocha em Cotidiano

20 de setembro de 2017 às 13:10

Há 3 meses

O evento visa manifestar sobre a decisão do juiz do Distrito Federal que permite aos psicólogos a realização de atendimentos de reorientação sexual (FOTO: Reprodução/Facebook)

Um grupo de manifestantes está organizando um protesto em Fortaleza contra a decisão do juiz do Distrito Federal Waldermar Cláudio de Carvalho, que permitiu aos psicólogos ofertar aos seus pacientes terapias de reversão sexual (chamada de “cura gay” por religiosos conservadores) sem sofrer qualquer tipo de censura.

O ato está marcado na Praia de Iracema neste sábado (23). Até o momento, cerca de 2 mil pessoas confirmaram presença na manifestação e outras 6 mil têm interesse no evento.

Nós não precisamos de cura, até porque não somos doentes. Amar uma pessoa do mesmo sexo não é uma doença. É só uma forma de expressar o que sentimos, assim como qualquer outro ser humano. Então, não temos que aceitar isso. Quem precisa de cura são essas pessoas hipócritas que não aceitam ver a nossa felicidade“, diz o anúncio do evento.

A organização afirma que a concentração dos manifestantes vai ocorrer em frente à estátua de Iracema, a partir das 14h30min. Logo depois, irão seguir caminhando em direção à Praia dos Crush. Os organizadores incentivam os manifestantes a levar cartazes com mensagens de apoio ao grupo LGBTT e também contra decisão do juiz.

Entenda a polêmica

Na última sexta-feira (15), o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho liberou uma liminar que permite aos psicólogos que oferecessem terapias de reversão sexual. A medida atendeu ao pedido da psicóloga Rozangela Alves Justino, que foi censurada por ofertar o tratamento aos seus pacientes.

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) havia proibido o exercício de psicólogos que propõem um serviço para curar a homossexualidade. Em contrapartida, segundo os apoiadores da prática, a norma do CFP censura a liberdade científica.