Porteiro acusado de furto ao comprar presente para filhos será indenizado por loja de Fortaleza

INDENIZAÇÃO DE R$ 10 MIL

Porteiro acusado de furto ao comprar presente para filhos será indenizado por loja de Fortaleza

O caso aconteceu em 2014, quando ele se dirigiu até uma loja de Fortaleza junto com seus dois filhos, para comprar presente do Dia das Crianças

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

22 de outubro de 2018 às 09:09

Há 3 semanas
Martelo em referência a Pai acusado de furto ao comprar presente para filhos deve ser indenizado em R$30 mil por loja de Fortaleza

O caso aconteceu em outubro de 2014 (FOTO: Divulgação)

O juiz José Coutinho Tomaz Filho, titular da 10ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, condenou as Lojas Americanas a pagar indenização por danos morais de R$ 10 mil para um pai e dois filhos, que foram acusados de furto indevidamente. A decisão foi publicada no Diário da Justiça no dia 11 de outubro.

Consta nos autos que, no dia 13 de outubro de 2014, o porteiro, junto com seu dois filhos, se dirigiu a uma das lojas da empresa em Fortaleza para comprar presente em comemoração ao Dia das Crianças.

Segundo o pai das crianças, eles foram vítimas de uma acusação caluniosa de furto, por parte de um funcionário, passando por situação vexatória e humilhante na frente dos demais clientes do local. Ele alega ainda que chegaram a ser agredidos, tendo um dos filhos sofrido escoriações no antebraço.

As vítimas se dirigiram ao 34º Distrito Policial, onde fizeram boletim de ocorrência e realizaram exames de corpo delito. Além disso, o caso foi divulgado na imprensa local, referindo-se ao episódio como “Pai Agredido”.

Diante dos fatos, o pai entrou com ação na Justiça, representando também os filhos, requerendo indenização por danos morais. A empresa foi citada, porém não apresentou contestação e foi julgada à revelia.

Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que pelo teor da repercussão na mídia “é possível constatar a veracidade da ocorrência do fato, abordagem excessiva e a acusação de furto realizado por preposto da ré, pois a matéria narra a ocorrência, bem como expõe vídeos e fotografias em que protagonizam os autores”.

Também destacou que, “igualmente, pelo resultado do exame de corpo de delito, realizado no dia seguinte ao do episódio, é possível constatar que os autores sofreram lesões causadas por instrumento contundente, o que coaduna com a tese de ter havido abordagem violenta empregada pelos prepostos da ré. Assim, a indenização é devida”.

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INDENIZAÇÃO DE R$ 10 MIL

Porteiro acusado de furto ao comprar presente para filhos será indenizado por loja de Fortaleza

O caso aconteceu em 2014, quando ele se dirigiu até uma loja de Fortaleza junto com seus dois filhos, para comprar presente do Dia das Crianças

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

22 de outubro de 2018 às 09:09

Há 3 semanas
Martelo em referência a Pai acusado de furto ao comprar presente para filhos deve ser indenizado em R$30 mil por loja de Fortaleza

O caso aconteceu em outubro de 2014 (FOTO: Divulgação)

O juiz José Coutinho Tomaz Filho, titular da 10ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, condenou as Lojas Americanas a pagar indenização por danos morais de R$ 10 mil para um pai e dois filhos, que foram acusados de furto indevidamente. A decisão foi publicada no Diário da Justiça no dia 11 de outubro.

Consta nos autos que, no dia 13 de outubro de 2014, o porteiro, junto com seu dois filhos, se dirigiu a uma das lojas da empresa em Fortaleza para comprar presente em comemoração ao Dia das Crianças.

Segundo o pai das crianças, eles foram vítimas de uma acusação caluniosa de furto, por parte de um funcionário, passando por situação vexatória e humilhante na frente dos demais clientes do local. Ele alega ainda que chegaram a ser agredidos, tendo um dos filhos sofrido escoriações no antebraço.

As vítimas se dirigiram ao 34º Distrito Policial, onde fizeram boletim de ocorrência e realizaram exames de corpo delito. Além disso, o caso foi divulgado na imprensa local, referindo-se ao episódio como “Pai Agredido”.

Diante dos fatos, o pai entrou com ação na Justiça, representando também os filhos, requerendo indenização por danos morais. A empresa foi citada, porém não apresentou contestação e foi julgada à revelia.

Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que pelo teor da repercussão na mídia “é possível constatar a veracidade da ocorrência do fato, abordagem excessiva e a acusação de furto realizado por preposto da ré, pois a matéria narra a ocorrência, bem como expõe vídeos e fotografias em que protagonizam os autores”.

Também destacou que, “igualmente, pelo resultado do exame de corpo de delito, realizado no dia seguinte ao do episódio, é possível constatar que os autores sofreram lesões causadas por instrumento contundente, o que coaduna com a tese de ter havido abordagem violenta empregada pelos prepostos da ré. Assim, a indenização é devida”.