Por falta de alimentos, supermercados podem fechar neste fim de semana

SITUAÇÃO CRÍTICA

Por falta de alimentos, supermercados podem fechar neste fim de semana

De acordo com a diretora, a preocupação entre os empresários de supermercado é grande, pois a distribuição dos produtos está parada

Por Lyvia Rocha em Cotidiano

24 de Maio de 2018 às 17:21

Há 4 meses
Alguns alimentos podem acabar no final de semana (FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Alguns alimentos podem acabar no final de semana (FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A greve dos caminhoneiros que segue nesta quinta-feira (24) em várias cidades do Brasil pode afetar vários setores; um deles é o de alimentos.

Alguns supermercados já estão com o estoque no limite e podem até fechar as portas no final de semana, caso a paralisação não termine até esta sexta-feira (25). A situação é crítica não só em Fortaleza, mas também em várias cidades do Ceará.

A diretora comercial de uma rede de supermercados de Fortaleza, Gláddys Albuquerque, explica que produtos essenciais na dieta diária dos brasileiros, carne e leite, estão em pouca quantidade. “Nós já estamos sentindo isso com esses alimentos perecíveis. As verduras, frutas, carnes, leite pasteurizado são os produtos que estão com baixo estoque e com os preços elevados. A procura é grande desses alimentos diariamente, mas eles estão em pouca quantidade”, explica.

De acordo com a diretora, a preocupação entre os empresários de supermercado é grande, pois a distribuição dos produtos está parada. Na maioria dos estabelecimentos, só há estoque até o final de semana, mas isso dependerá da procura do consumidor. “Os supermercados, normalmente, têm um grande estoque, mas essa paralisação afetou isso, e alguns só têm esses alimentos perecíveis até, no máximo, domingo”, disse.

O ideal seria a paralisação acabar esta sexta-feira, segundo a diretora comercial. “Se a greve acabasse amanhã e os produtos chegassem até o Centro de Distribuição, daria para abastecer as lojas no final de semana, algo que não acontece normalmente. Segunda-feira amanheceríamos com todos os produtos que estão quase em falta”, ressalta a diretora. “Apesar do prejuízo, entendo o movimento”, acrescenta.

O presidente do SindiCarnes, Francisco Everton, também confirma a posição da diretora do supermercado. Segundo Francisco, a carne também está com o grande risco de faltar no final de semana. “A situação é preocupante, e a previsão é de ter carne no máximo até segunda-feira (28). Porém, a procura pode aumentar e acabar até domingo”, revela.

Paralisação eleva preço de frutas e hortaliças em até 221%

As Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) recebem 50 mil toneladas de frutas e hortaliças por mês. Fonte de abastecimento da mesa do cearense, o fornecimento desses alimentos ficou prejudicado com as paralisações dos caminhoneiros, já que o transporte terrestre é o único meio de fazer esses produtos ao Ceará.

A batata doce chegou a subir 221%. A uva e o maracujá também tiveram aumento considerável, 77,78% e 37,50% respectivamente. O Ceará produz 45% desses alimentos. Os outros 54% dependem de outros estados do país, como Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo.

Ainda de acordo com a Ceasa, muitos caminhões com frutas e verduras estão em barreiras a 500 km, 1.000 km de distância. O analista de mercado diz que a situação não deve ser normalizada com rapidez.

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SITUAÇÃO CRÍTICA

Por falta de alimentos, supermercados podem fechar neste fim de semana

De acordo com a diretora, a preocupação entre os empresários de supermercado é grande, pois a distribuição dos produtos está parada

Por Lyvia Rocha em Cotidiano

24 de Maio de 2018 às 17:21

Há 4 meses
Alguns alimentos podem acabar no final de semana (FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Alguns alimentos podem acabar no final de semana (FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A greve dos caminhoneiros que segue nesta quinta-feira (24) em várias cidades do Brasil pode afetar vários setores; um deles é o de alimentos.

Alguns supermercados já estão com o estoque no limite e podem até fechar as portas no final de semana, caso a paralisação não termine até esta sexta-feira (25). A situação é crítica não só em Fortaleza, mas também em várias cidades do Ceará.

A diretora comercial de uma rede de supermercados de Fortaleza, Gláddys Albuquerque, explica que produtos essenciais na dieta diária dos brasileiros, carne e leite, estão em pouca quantidade. “Nós já estamos sentindo isso com esses alimentos perecíveis. As verduras, frutas, carnes, leite pasteurizado são os produtos que estão com baixo estoque e com os preços elevados. A procura é grande desses alimentos diariamente, mas eles estão em pouca quantidade”, explica.

De acordo com a diretora, a preocupação entre os empresários de supermercado é grande, pois a distribuição dos produtos está parada. Na maioria dos estabelecimentos, só há estoque até o final de semana, mas isso dependerá da procura do consumidor. “Os supermercados, normalmente, têm um grande estoque, mas essa paralisação afetou isso, e alguns só têm esses alimentos perecíveis até, no máximo, domingo”, disse.

O ideal seria a paralisação acabar esta sexta-feira, segundo a diretora comercial. “Se a greve acabasse amanhã e os produtos chegassem até o Centro de Distribuição, daria para abastecer as lojas no final de semana, algo que não acontece normalmente. Segunda-feira amanheceríamos com todos os produtos que estão quase em falta”, ressalta a diretora. “Apesar do prejuízo, entendo o movimento”, acrescenta.

O presidente do SindiCarnes, Francisco Everton, também confirma a posição da diretora do supermercado. Segundo Francisco, a carne também está com o grande risco de faltar no final de semana. “A situação é preocupante, e a previsão é de ter carne no máximo até segunda-feira (28). Porém, a procura pode aumentar e acabar até domingo”, revela.

Paralisação eleva preço de frutas e hortaliças em até 221%

As Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) recebem 50 mil toneladas de frutas e hortaliças por mês. Fonte de abastecimento da mesa do cearense, o fornecimento desses alimentos ficou prejudicado com as paralisações dos caminhoneiros, já que o transporte terrestre é o único meio de fazer esses produtos ao Ceará.

A batata doce chegou a subir 221%. A uva e o maracujá também tiveram aumento considerável, 77,78% e 37,50% respectivamente. O Ceará produz 45% desses alimentos. Os outros 54% dependem de outros estados do país, como Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo.

Ainda de acordo com a Ceasa, muitos caminhões com frutas e verduras estão em barreiras a 500 km, 1.000 km de distância. O analista de mercado diz que a situação não deve ser normalizada com rapidez.