Pontos de lixo são transformados em obras de arte urbana em Fortaleza

INTERVENÇÃO

Pontos de lixo são transformados em obras de arte urbana em Fortaleza

As primeiras intervenções começaram neste mês de dezembro, nos bairros Meireles, Montese e Álvaro Weyne

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

3 de dezembro de 2017 às 07:00

Há 2 semanas
 O processo envolve diálogos com moradores e comerciantes locais (FOTO: Mario Sabino/ ShotUp)

<br /> O processo envolve diálogos com moradores e comerciantes locais (FOTO: Mario Sabino/ ShotUp)

Entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018, nove artistas locais transformarão 33 espaços degradados da cidade em obras para a população. Essa é a proposta do projeto Urbano Arte.

Gustavo Wanderley, curador do projeto, explica que a iniciativa se aproxima da arte pública e da arte urbana.

Com o Urbano Arte nós queremos transformar diversos territórios da cidade em uma experiência de apreciação da arte contemporânea. Consideramos o lugar da intervenção, uma estratégia complexa de aproximação da arte no lugar da urbe, que relaciona história, pessoas, afetos, memórias… Trata-se de uma contraposição portanto entre espaço e lugar”, comenta.

O projeto é patrocinado pelo Grupo Marquise, Ecofor Ambiental e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. As primeiras intervenções começaram neste mês de dezembro, nos bairros Meireles, Montese e Álvaro Weyne. Nos pontos, serão construídas hortas, caramanchão, além da instalação de canteiro com mudas e pinturas.

Pinturas, estêncil e paisagismo fazem parte das técnicas escolhidas pelos artistas Bruna Beserra, Alexsandra Ribeiro (Dinha) e Ceci Shiki, à frente das transformações iniciais. O processo de transformação envolve diálogos com os moradores e comerciantes locais e estudantes, a fim de entender o contexto das paisagens escolhidas.

Em outubro, os artistas participaram, durante uma semana, de oficina com Fernando Limberger, artista plástico gaúcho reconhecido por seus projetos em paisagismo, intervenções em espaços públicos e privados, além de projetos de jardins residenciais e comerciais. 

A programação da oficina incluiu uma trilha no Parque do Cocó, a fim de proporcionar aos artistas participantes do Urbano Arte conhecimentos sobre vegetação, plantio e possibilidades de utilização.

Sob orientação de Limberger, uma intervenção conjunta abrangendo diversas linguagens foi realizada pelos nove integrantes do projeto no bairro Jacarecanga (Av. Sargento Hermínio com Lavras da Mangabeira), encerrando a programação da oficina.

As primeiras intervenções tiveram início na sexta-feira (1º), com a limpeza realizada pela equipe da Ecofor Ambiental nos pontos escolhidos no Meireles, Álvaro Weyne e Montese.

Meireles
Artista: Bruna Beserra
Local: Rua Padre Climério, 321
Construção de horta em espiral de 2m de diâmetro, com plantas medicinais e temperos, além de preenchimento de muro com trepadeira e pintura em forma orgânica. O desenho se estenderá pelo chão do terreno. Também serão instalados banquinhos de madeira para que os moradores desfrutem do ambiente.

Álvaro Weyne – Flores de Álvaro Weyne
Artista: Alexsandra Ribeiro (Dinha)
Local: Avenida Francisco Sá, 4.700
Instalação de canteiro com mudas, manilhas porosas e seixos; pintura do muro com formas geométricas que remetem à africanidade.

Montese – Os caminhos de Pirocaia
Artista: Ceci Shiki
Local: Rua Cabral, 897
Construção de caramanchão com pedaços de madeira, lembrando o formato de uma escada horizontal. Instalação de vigas de madeira que servirão de guia para trepadeiras. Pintura de ondas de água e instalação de canteiros no muro.Travessia, riacho, fluxo, caminhos, águas são palavras que norteiam a construção da artista.

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INTERVENÇÃO

Pontos de lixo são transformados em obras de arte urbana em Fortaleza

As primeiras intervenções começaram neste mês de dezembro, nos bairros Meireles, Montese e Álvaro Weyne

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

3 de dezembro de 2017 às 07:00

Há 2 semanas
 O processo envolve diálogos com moradores e comerciantes locais (FOTO: Mario Sabino/ ShotUp)

<br /> O processo envolve diálogos com moradores e comerciantes locais (FOTO: Mario Sabino/ ShotUp)

Entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018, nove artistas locais transformarão 33 espaços degradados da cidade em obras para a população. Essa é a proposta do projeto Urbano Arte.

Gustavo Wanderley, curador do projeto, explica que a iniciativa se aproxima da arte pública e da arte urbana.

Com o Urbano Arte nós queremos transformar diversos territórios da cidade em uma experiência de apreciação da arte contemporânea. Consideramos o lugar da intervenção, uma estratégia complexa de aproximação da arte no lugar da urbe, que relaciona história, pessoas, afetos, memórias… Trata-se de uma contraposição portanto entre espaço e lugar”, comenta.

O projeto é patrocinado pelo Grupo Marquise, Ecofor Ambiental e Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. As primeiras intervenções começaram neste mês de dezembro, nos bairros Meireles, Montese e Álvaro Weyne. Nos pontos, serão construídas hortas, caramanchão, além da instalação de canteiro com mudas e pinturas.

Pinturas, estêncil e paisagismo fazem parte das técnicas escolhidas pelos artistas Bruna Beserra, Alexsandra Ribeiro (Dinha) e Ceci Shiki, à frente das transformações iniciais. O processo de transformação envolve diálogos com os moradores e comerciantes locais e estudantes, a fim de entender o contexto das paisagens escolhidas.

Em outubro, os artistas participaram, durante uma semana, de oficina com Fernando Limberger, artista plástico gaúcho reconhecido por seus projetos em paisagismo, intervenções em espaços públicos e privados, além de projetos de jardins residenciais e comerciais. 

A programação da oficina incluiu uma trilha no Parque do Cocó, a fim de proporcionar aos artistas participantes do Urbano Arte conhecimentos sobre vegetação, plantio e possibilidades de utilização.

Sob orientação de Limberger, uma intervenção conjunta abrangendo diversas linguagens foi realizada pelos nove integrantes do projeto no bairro Jacarecanga (Av. Sargento Hermínio com Lavras da Mangabeira), encerrando a programação da oficina.

As primeiras intervenções tiveram início na sexta-feira (1º), com a limpeza realizada pela equipe da Ecofor Ambiental nos pontos escolhidos no Meireles, Álvaro Weyne e Montese.

Meireles
Artista: Bruna Beserra
Local: Rua Padre Climério, 321
Construção de horta em espiral de 2m de diâmetro, com plantas medicinais e temperos, além de preenchimento de muro com trepadeira e pintura em forma orgânica. O desenho se estenderá pelo chão do terreno. Também serão instalados banquinhos de madeira para que os moradores desfrutem do ambiente.

Álvaro Weyne – Flores de Álvaro Weyne
Artista: Alexsandra Ribeiro (Dinha)
Local: Avenida Francisco Sá, 4.700
Instalação de canteiro com mudas, manilhas porosas e seixos; pintura do muro com formas geométricas que remetem à africanidade.

Montese – Os caminhos de Pirocaia
Artista: Ceci Shiki
Local: Rua Cabral, 897
Construção de caramanchão com pedaços de madeira, lembrando o formato de uma escada horizontal. Instalação de vigas de madeira que servirão de guia para trepadeiras. Pintura de ondas de água e instalação de canteiros no muro.Travessia, riacho, fluxo, caminhos, águas são palavras que norteiam a construção da artista.