Para especialistas, investimento em transporte férreo e fluvial diminuiria dependência de caminhoneiros

ALTERNATIVAS

Para especialistas, investimento em transporte férreo e fluvial diminuiria dependência de caminhoneiros

Com a paralisação dos caminhoneiros, diversos serviços como abastecimento de postos, entrega de alimentos e transportes foram prejudicados.

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

30 de Maio de 2018 às 07:15

Há 4 meses
Filas gasolinas

Filas se formaram nos postos de gasolina (FOTO: Gabriel Borges)

O drama da crise de abastecimento de combustíveis no Brasil já dura mais de uma semana. Isso se deve pela paralisação dos caminhoneiros que chegou ao décimo dia. De acordo com um levantamento do IBGE, 60% de toda a produção do país chega ao destino por caminhão. Faltam produtos nas prateleiras, o Exército escolta caminhões, o país parou… é o que se vê nas manchetes. A Tribuna Band News FM tenta explicar as circunstâncias.

Para o economista Paulo Kim, faltou aos governos brasileiros investimentos em outras formas de transporte, como ferrovias e transporte fluvial, pelos rios.

“O Brasil, por conveniência, não deu ênfase nem ao transporte ferroviário e nem ao marítimo. Cravamos sempre em construir estrada e expandir o transporte rodoviário. Isso é um aspecto que tem que se considerar”, explicou o economista.

A ferrovia Transnordestina seria uma das alternativas para reduzir a dependência dos caminhões. Com o primeiro trecho iniciado em 2006, e primeiro prazo de entrega para 2010, a ferrovia tem pouco mais de 50% de obras concluídas e já custou mais de R$ 6 bilhões.

O projeto pretende ligar os portos do Pecém, no Ceará, e de Suape, em Pernambuco. Além de passar por Maranhão e Piauí. No Ceará, os trilhos devem passar por 28 municípios. Para o consultor em energia Bruno Iughetti, a ferrovia pode representar um marco nos transportes para o Nordeste.

“Seria, com certeza, excelente alternativa. Uma vez que ela interliga os principais polos de distribuição de combustíveis, Pecém e Suape. O que precisa é que realmente o Governo intervenha para que essa obra chegue ao seu final e passe a ser mais uma alternativa viável de transporte pelo modal rodoviário”, disse o consultor.

No Ceará, entre estradas federais e estaduais, são mais de 3.600 km de rodovias, segundo dados de 2017 da Confederação Nacional de Transporte. Bruno Iughetti lembra que é possível diversificar as formas de transportes para evitar situações como a que o país vive agora.

“Marítimo e ferroviário são setores que podem ser melhor explorados e que asseguram, no caso de uma crise, o abastecimento do país de maneira satisfatória. No que toca mais ao abastecimento de aeronaves, precisamos construir as redes de oleodutos que saem dos pontos de distribuição ou das refinarias para os principais aeroportos e diminuir a dependência exagerada que nós temos sobre o transporte rodoviário”, explicou Iughetti.

O efeito cascata causado pela paralisação dos caminhoneiros chega a casa de todos. Sem transportar cargas e os combustíveis para os postos na cidade, os produtos do dia a dia não chegam às prateleiras. Assim, a escassez bate à porta mesmo havendo produto nas indústrias e fazendas.

A greve dos caminhoneiros já dura mais de uma semana e continua mesmo com o anúncio do presidente Michel Temer de que vai atender às reivindicações da categoria, com a redução de 46 centavos no preço do litro do Diesel.

Confira a reportagem de Tiago Lima para a Tribuna Band News FM:

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Para especialistas, investimento em transporte férreo e fluvial diminuiria dependência de caminhoneiros

Com a paralisação dos caminhoneiros, diversos serviços como abastecimento de postos, entrega de alimentos e transportes foram prejudicados.

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

30 de Maio de 2018 às 07:15

Há 4 meses
Filas gasolinas

Filas se formaram nos postos de gasolina (FOTO: Gabriel Borges)

O drama da crise de abastecimento de combustíveis no Brasil já dura mais de uma semana. Isso se deve pela paralisação dos caminhoneiros que chegou ao décimo dia. De acordo com um levantamento do IBGE, 60% de toda a produção do país chega ao destino por caminhão. Faltam produtos nas prateleiras, o Exército escolta caminhões, o país parou… é o que se vê nas manchetes. A Tribuna Band News FM tenta explicar as circunstâncias.

Para o economista Paulo Kim, faltou aos governos brasileiros investimentos em outras formas de transporte, como ferrovias e transporte fluvial, pelos rios.

“O Brasil, por conveniência, não deu ênfase nem ao transporte ferroviário e nem ao marítimo. Cravamos sempre em construir estrada e expandir o transporte rodoviário. Isso é um aspecto que tem que se considerar”, explicou o economista.

A ferrovia Transnordestina seria uma das alternativas para reduzir a dependência dos caminhões. Com o primeiro trecho iniciado em 2006, e primeiro prazo de entrega para 2010, a ferrovia tem pouco mais de 50% de obras concluídas e já custou mais de R$ 6 bilhões.

O projeto pretende ligar os portos do Pecém, no Ceará, e de Suape, em Pernambuco. Além de passar por Maranhão e Piauí. No Ceará, os trilhos devem passar por 28 municípios. Para o consultor em energia Bruno Iughetti, a ferrovia pode representar um marco nos transportes para o Nordeste.

“Seria, com certeza, excelente alternativa. Uma vez que ela interliga os principais polos de distribuição de combustíveis, Pecém e Suape. O que precisa é que realmente o Governo intervenha para que essa obra chegue ao seu final e passe a ser mais uma alternativa viável de transporte pelo modal rodoviário”, disse o consultor.

No Ceará, entre estradas federais e estaduais, são mais de 3.600 km de rodovias, segundo dados de 2017 da Confederação Nacional de Transporte. Bruno Iughetti lembra que é possível diversificar as formas de transportes para evitar situações como a que o país vive agora.

“Marítimo e ferroviário são setores que podem ser melhor explorados e que asseguram, no caso de uma crise, o abastecimento do país de maneira satisfatória. No que toca mais ao abastecimento de aeronaves, precisamos construir as redes de oleodutos que saem dos pontos de distribuição ou das refinarias para os principais aeroportos e diminuir a dependência exagerada que nós temos sobre o transporte rodoviário”, explicou Iughetti.

O efeito cascata causado pela paralisação dos caminhoneiros chega a casa de todos. Sem transportar cargas e os combustíveis para os postos na cidade, os produtos do dia a dia não chegam às prateleiras. Assim, a escassez bate à porta mesmo havendo produto nas indústrias e fazendas.

A greve dos caminhoneiros já dura mais de uma semana e continua mesmo com o anúncio do presidente Michel Temer de que vai atender às reivindicações da categoria, com a redução de 46 centavos no preço do litro do Diesel.

Confira a reportagem de Tiago Lima para a Tribuna Band News FM: