Papangus fazem "Malhação do Judas" e divertem moradores de Fortaleza
SÁBADO DE ALELUIA

Papangus fazem “Malhação do Judas” e divertem moradores de Fortaleza

Brincantes fantasiados percorrerão os bairros Farias Brito e Monte Castelo. Haverá a leitura do testamento do Judas e o ‘enforcamento’ do boneco

Por Roberta Tavares em Cotidiano

15 de abril de 2017 às 06:30

Há 2 meses
A história dos papangus remonta ao início do século passado (FOTO: Divulgação)

A história dos papangus remonta ao início do século passado (FOTO: Divulgação)

Um cortejo de Papangus, brincantes fantasiados que se divertem assustando as pessoas, percorrerá neste Sábado de Aleluia (15) as principais ruas dos bairros Monte Castelo e Farias Brito, em Fortaleza, divertindo a comunidade com suas brincadeiras e fantasias irreverentes.

O evento faz parte do projeto IV Papangus do Brito – Malhando o Judas e sairá a partir das 17 horas, da sede da Cia. Teatral Acontece (Rua João Tomé, 640, Monte Castelo). No mesmo dia, às 10h, na sede do grupo, será realizada uma oficina de máscaras e composição de figurinos para o cortejo.

“Os papangus sairão em trajes molambentos, com chicotes e chocalhos, levando e açoitando aquele que traiu Jesus com um beijo, Judas Iscariotes. Eles pedirão prendas aos comerciantes e populares. Ao final do cortejo, realizaremos brincadeiras com o público para ver quem leva a cesta com as prendas recolhidas no percurso”, explica o produtor do projeto, Felício da Silva.

A malhação do Judas segue até um calçadão localizado no cruzamento da Avenida Duque de Caxias com Rua José Jatahy. “Por volta das 19h, realizaremos a leitura do ‘testamento do Judas’, a distribuição dos seus pertences e, em seguida, faremos o ‘enforcamento’. Nosso objetivo é manter essa cultura popular típica do ciclo pascal, com um cortejo de 20 brincantes pelos bairros Farias Brito e Monte Castelo”, conta o produtor. 

Origem da brincadeira

A história dos papangus remonta ao início do século passado. Por volta de 1905, as primeiras máscaras eram confeccionadas com papel usado para embrulhar charque (carne-seca), e as fantasias eram enfeitadas com folhas de bananeiras e cajueiros.

A partir da década de 50, os mascarados que batiam às portas dos moradores passaram a receber deles cuias de angu, comida típica do Nordeste feita à base de farinha de milho. A partir daí, a população passou a chamá-los de papangus. O alimento e a fome dos foliões, que se aproveitavam das máscaras para comer angu mais de uma vez em um mesmo lugar, deu origem ao nome dos mascarados.

Serviço:
IV Papangus do Brito – Malhando o Judas

Dia 15/04 (Sábado de Aleluia)
10h – Oficina de Confecção de Máscaras e composição de figurinos.
17h – Saída do Cortejo de Papangus (Cia. Teatral Acontece – Rua João Tomé, 640, Monte Castelo)
19h – Leitura do Testamento e Enforcamento do Judas (Calçadão situado no cruzamento da Avenida Duque de Caxias com Rua José Jatahy)

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SÁBADO DE ALELUIA

Papangus fazem “Malhação do Judas” e divertem moradores de Fortaleza

Brincantes fantasiados percorrerão os bairros Farias Brito e Monte Castelo. Haverá a leitura do testamento do Judas e o ‘enforcamento’ do boneco

Por Roberta Tavares em Cotidiano

15 de abril de 2017 às 06:30

Há 2 meses
A história dos papangus remonta ao início do século passado (FOTO: Divulgação)

A história dos papangus remonta ao início do século passado (FOTO: Divulgação)

Um cortejo de Papangus, brincantes fantasiados que se divertem assustando as pessoas, percorrerá neste Sábado de Aleluia (15) as principais ruas dos bairros Monte Castelo e Farias Brito, em Fortaleza, divertindo a comunidade com suas brincadeiras e fantasias irreverentes.

O evento faz parte do projeto IV Papangus do Brito – Malhando o Judas e sairá a partir das 17 horas, da sede da Cia. Teatral Acontece (Rua João Tomé, 640, Monte Castelo). No mesmo dia, às 10h, na sede do grupo, será realizada uma oficina de máscaras e composição de figurinos para o cortejo.

“Os papangus sairão em trajes molambentos, com chicotes e chocalhos, levando e açoitando aquele que traiu Jesus com um beijo, Judas Iscariotes. Eles pedirão prendas aos comerciantes e populares. Ao final do cortejo, realizaremos brincadeiras com o público para ver quem leva a cesta com as prendas recolhidas no percurso”, explica o produtor do projeto, Felício da Silva.

A malhação do Judas segue até um calçadão localizado no cruzamento da Avenida Duque de Caxias com Rua José Jatahy. “Por volta das 19h, realizaremos a leitura do ‘testamento do Judas’, a distribuição dos seus pertences e, em seguida, faremos o ‘enforcamento’. Nosso objetivo é manter essa cultura popular típica do ciclo pascal, com um cortejo de 20 brincantes pelos bairros Farias Brito e Monte Castelo”, conta o produtor. 

Origem da brincadeira

A história dos papangus remonta ao início do século passado. Por volta de 1905, as primeiras máscaras eram confeccionadas com papel usado para embrulhar charque (carne-seca), e as fantasias eram enfeitadas com folhas de bananeiras e cajueiros.

A partir da década de 50, os mascarados que batiam às portas dos moradores passaram a receber deles cuias de angu, comida típica do Nordeste feita à base de farinha de milho. A partir daí, a população passou a chamá-los de papangus. O alimento e a fome dos foliões, que se aproveitavam das máscaras para comer angu mais de uma vez em um mesmo lugar, deu origem ao nome dos mascarados.

Serviço:
IV Papangus do Brito – Malhando o Judas

Dia 15/04 (Sábado de Aleluia)
10h – Oficina de Confecção de Máscaras e composição de figurinos.
17h – Saída do Cortejo de Papangus (Cia. Teatral Acontece – Rua João Tomé, 640, Monte Castelo)
19h – Leitura do Testamento e Enforcamento do Judas (Calçadão situado no cruzamento da Avenida Duque de Caxias com Rua José Jatahy)