O que leva alguém a matar outro numa discussão no trânsito? Tempo é de falta de empatia

INTOLERÂNCIA

O que leva alguém a matar outro numa discussão no trânsito? Tempo é de falta de empatia

Para do Laboratório de Estudos de Violência (LEV) da UFC, o número alto de homicídios se deve, muitas vezes, a conflitos interpessoais

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

21 de setembro de 2018 às 07:15

Há 4 semanas
carro

Motorista de aplicativo é morto após discussão de trânsito. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Uma briga de trânsito terminou em morte, na Avenida Filomeno Gomes, em Fortaleza, na última quarta-feira (20). O caso traz à tona a intolerância que vive a sociedade e o questionamento: “Para onde estamos caminhando?”

De acordo com o dicionário, empatia significa a habilidade de se imaginar no lugar do outro. É compreender os sentimentos, os desejos, as ideias e as ações de outra pessoa. É ainda a capacidade de interpretar padrões não verbais de comunicação. A empatia é um exercício diário. Para o psicólogo Fernando Fernandes, é essencial pensar na inclusão.

“Os nossos valores são valores nos quais caminharemos juntos para a aceitação quanto aquilo que é diferente de mim. O outro pode pensar diferente de mim, o outro pode tomar outro caminho e mesmo assim dialogarmos e caminharmos juntos. Isso é tolerância. Intolerância é uma posição na qual o diferente é inaceitável e aí nós não temos possibilidade de uma comunidade unida”, disse o psicólogo.

Para o psicólogo, esse cuidado começa dentro de casa.

“Quando a gente escuta um parente fazendo uma determinada brincadeira que pode excluir alguém, e aquele é um momento em que temos a oportunidade de nos posicionarmos e fazermos um esclarecimento de que aquela não é uma brincadeira ideal porque essas coisas afetam. E quando a gente deixam esses momentos de reflexão passarem, eles acabam se tornando de uma piada, uma ação de violência, de exclusão do outro”.

Para o professor Luiz Fábio, do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do Laboratório de Estudos de Violência (LEV), o número alto de homicídios se deve, muitas vezes, a conflitos interpessoais.

“São situações que acontecem em que determinadas pessoas, ao perder a cabeça, fazem uso de armas de fogo, de armas brancas, ou até mesmo pelas próprias mãos, acabam cometendo um assassinato. São situações que muitas vezes a gente não tem explicações para ela. São pessoas que a gente não espera, em ações aparentemente banais, por descontrole cometem um assassinato”, explicou.

Aquele ditado popular que diz “o seu direito termina onde começa o do outro” pode fazer toda a diferença se a gente conseguir colocar em prática.

Confira na reportagem de Daniella de Lavor, para a Tribuna Band News FM.

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O que leva alguém a matar outro numa discussão no trânsito? Tempo é de falta de empatia

Para do Laboratório de Estudos de Violência (LEV) da UFC, o número alto de homicídios se deve, muitas vezes, a conflitos interpessoais

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

21 de setembro de 2018 às 07:15

Há 4 semanas
carro

Motorista de aplicativo é morto após discussão de trânsito. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Uma briga de trânsito terminou em morte, na Avenida Filomeno Gomes, em Fortaleza, na última quarta-feira (20). O caso traz à tona a intolerância que vive a sociedade e o questionamento: “Para onde estamos caminhando?”

De acordo com o dicionário, empatia significa a habilidade de se imaginar no lugar do outro. É compreender os sentimentos, os desejos, as ideias e as ações de outra pessoa. É ainda a capacidade de interpretar padrões não verbais de comunicação. A empatia é um exercício diário. Para o psicólogo Fernando Fernandes, é essencial pensar na inclusão.

“Os nossos valores são valores nos quais caminharemos juntos para a aceitação quanto aquilo que é diferente de mim. O outro pode pensar diferente de mim, o outro pode tomar outro caminho e mesmo assim dialogarmos e caminharmos juntos. Isso é tolerância. Intolerância é uma posição na qual o diferente é inaceitável e aí nós não temos possibilidade de uma comunidade unida”, disse o psicólogo.

Para o psicólogo, esse cuidado começa dentro de casa.

“Quando a gente escuta um parente fazendo uma determinada brincadeira que pode excluir alguém, e aquele é um momento em que temos a oportunidade de nos posicionarmos e fazermos um esclarecimento de que aquela não é uma brincadeira ideal porque essas coisas afetam. E quando a gente deixam esses momentos de reflexão passarem, eles acabam se tornando de uma piada, uma ação de violência, de exclusão do outro”.

Para o professor Luiz Fábio, do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do Laboratório de Estudos de Violência (LEV), o número alto de homicídios se deve, muitas vezes, a conflitos interpessoais.

“São situações que acontecem em que determinadas pessoas, ao perder a cabeça, fazem uso de armas de fogo, de armas brancas, ou até mesmo pelas próprias mãos, acabam cometendo um assassinato. São situações que muitas vezes a gente não tem explicações para ela. São pessoas que a gente não espera, em ações aparentemente banais, por descontrole cometem um assassinato”, explicou.

Aquele ditado popular que diz “o seu direito termina onde começa o do outro” pode fazer toda a diferença se a gente conseguir colocar em prática.

Confira na reportagem de Daniella de Lavor, para a Tribuna Band News FM.