Mulheres de 18 a 24 anos são os que têm mais medo do desemprego em Fortaleza

PESQUISA APONTA

Mulheres de 18 a 24 anos são os que têm mais medo do desemprego em Fortaleza

A pesquisa ouviu 900 pessoas residentes na Grande Fortaleza. As mulheres apresentaram um Índice de Medo de Desemprego maior do que o dos homens

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

6 de novembro de 2018 às 07:00

Há 1 semana
Mulheres em busca de emprego

A pesquisa mediu a sensação de medo de ficar desempregado da população fortalezense (Foto: Arquivo/Marcello Casal jr/Agência Brasil)

As mulheres de 18 a 24 anos são os que mais têm receio de ficar desempregadas em Fortaleza. É o que aponta o Índice de Medo do Desemprego da População, divulgado no último mês de outubro pela Fecomércio do Ceará.

De acordo com a pesquisa, a preocupação é ainda maior com as jovens com apenas o Ensino Médio completo e com renda familiar de até cinco salários mínimos.

Para especialistas, essa parcela da população encontra mais desafios em decorrência de uma cultura machista que perpassa para o mercado do trabalho.

A pesquisa entrevistou 900 pessoas residentes na Região Metropolitana de Fortaleza. O resultado foi o seguinte: as mulheres apresentaram índice de 13,2 pontos maior do que o dos homens em relação ao receio de ficarem desempregadas.

Em termos de escolaridades, pessoas com apenas ensino médio têm mais medo do que os que têm ensino fundamental ou superior. São 143,5 pontos contra 133,2  e 124, respectivamente.

A idade também é um fator a ser levado em conta. Os cearenses de 18 a 24 anos são os mais receosos. O índice é de 165,7 pontos, sendo 30 pontos maior do que as outras faixas etárias.

A renda familiar também influência. Os de menor renda são os mais apreensivos com o desemprego na cidade. Quem tem até cinco salários mínimos por renda familiar mensal apresentou um nível de 141,6 pontos, enquanto os que têm de 5 a 10 e acima de 10 salários mínimos apresentaram 127,7 e 55,3, respectivamente.

De acordo com o economista ecológico Aécio Alves, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o sentimento de medo é generalizado e típico da sociedade moderna. Para ele, a sensação deve-se à importância do emprego para a sobrevivência no meio social. “Você precisa do dinheiro para garantir a sua existência biológica e social. O medo existe porque há essa pressão”, ressalta.

Entretanto, o receio é ainda maior para as mulheres. Aécio frisa que a cultura machista enraizada ainda na sociedade dificulta o acesso da mulher no mercado. De acordo com o economista, elas têm jornadas triplas, são consideradas menos inteligentes por alguns e ainda têm a sua competência questionada. “Uma cultura que se enraizou e o sistema econômico se aproveita dessa situação”, afirma.

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Mulheres de 18 a 24 anos são os que têm mais medo do desemprego em Fortaleza

A pesquisa ouviu 900 pessoas residentes na Grande Fortaleza. As mulheres apresentaram um Índice de Medo de Desemprego maior do que o dos homens

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

6 de novembro de 2018 às 07:00

Há 1 semana
Mulheres em busca de emprego

A pesquisa mediu a sensação de medo de ficar desempregado da população fortalezense (Foto: Arquivo/Marcello Casal jr/Agência Brasil)

As mulheres de 18 a 24 anos são os que mais têm receio de ficar desempregadas em Fortaleza. É o que aponta o Índice de Medo do Desemprego da População, divulgado no último mês de outubro pela Fecomércio do Ceará.

De acordo com a pesquisa, a preocupação é ainda maior com as jovens com apenas o Ensino Médio completo e com renda familiar de até cinco salários mínimos.

Para especialistas, essa parcela da população encontra mais desafios em decorrência de uma cultura machista que perpassa para o mercado do trabalho.

A pesquisa entrevistou 900 pessoas residentes na Região Metropolitana de Fortaleza. O resultado foi o seguinte: as mulheres apresentaram índice de 13,2 pontos maior do que o dos homens em relação ao receio de ficarem desempregadas.

Em termos de escolaridades, pessoas com apenas ensino médio têm mais medo do que os que têm ensino fundamental ou superior. São 143,5 pontos contra 133,2  e 124, respectivamente.

A idade também é um fator a ser levado em conta. Os cearenses de 18 a 24 anos são os mais receosos. O índice é de 165,7 pontos, sendo 30 pontos maior do que as outras faixas etárias.

A renda familiar também influência. Os de menor renda são os mais apreensivos com o desemprego na cidade. Quem tem até cinco salários mínimos por renda familiar mensal apresentou um nível de 141,6 pontos, enquanto os que têm de 5 a 10 e acima de 10 salários mínimos apresentaram 127,7 e 55,3, respectivamente.

De acordo com o economista ecológico Aécio Alves, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o sentimento de medo é generalizado e típico da sociedade moderna. Para ele, a sensação deve-se à importância do emprego para a sobrevivência no meio social. “Você precisa do dinheiro para garantir a sua existência biológica e social. O medo existe porque há essa pressão”, ressalta.

Entretanto, o receio é ainda maior para as mulheres. Aécio frisa que a cultura machista enraizada ainda na sociedade dificulta o acesso da mulher no mercado. De acordo com o economista, elas têm jornadas triplas, são consideradas menos inteligentes por alguns e ainda têm a sua competência questionada. “Uma cultura que se enraizou e o sistema econômico se aproveita dessa situação”, afirma.