Motoristas de Uber adotam placas de identificação para entrar em áreas de risco em Fortaleza

MEDIDA PREVENTIVA

Motoristas de Uber adotam placas de identificação para entrar em áreas de risco em Fortaleza

Letreiros luminosos são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55. Motoristas relatam que só assim conseguem entrar em zonas do tráfico

Por Gabriel Borges em Cotidiano

12 de Janeiro de 2018 às 09:35

Há 6 meses

Placa é usada como medida de segurança (FOTO: Reprodução WhatsApp)

Motoristas da Uber passaram a adotar placas de identificação para conseguir acessar áreas consideradas de risco em Fortaleza. O uso foi iniciado após ameaças de facções a motoristas, que muitas vezes – segundo relatam – são impossibilitados de entrar em certas áreas dominadas por facções criminosas.

“Muitos motoristas dizem que ajuda. Não é uma garantia, mas acaba servindo como uma forma de identificação”, conta o motorista Marcos Aires ao Tribuna do Ceará.

“Às vezes, os caras (bandidos) nos param e pedem para ver o aplicativo no celular. Em lugares como a Babilônia, Ancuri, Bom Jardim, Vila Velha isso acontece muito”, completa.

Segundo os motoristas, as plaquinhas são vendidas por outros prestadores de serviço da Uber e também podem ser conseguidas por meio de sites. A ferramenta custa entre R$ 25 e R$ 40. No site Mercado Livre, a placa de Uber sai por R$ 54,90.

Mesmo com as plaquinhas, outras “medidas de segurança” são compartilhadas em grupos de WhatsApp entre os motoristas. “Apesar da identificação, a gente sempre passa nos grupos o procedimento que devemos seguir. Sempre que for entrar em zonas perigosas devemos usar luz baixa, os vidros do carro não podem ficar levantados e não pode esquecer de ligar a luz interna do veículo”, conta Marcos.

Já o motorista João Filho prefere não fazer uso da ferramenta. “Eu optei por não utilizar. Na minha opinião, é discutível se é mais seguro ou não. Pra mim, vira insegurança. Acho que os bandidos vão se aproveitar dessa visibilidade. O bom da Uber é justamente que ninguém sabe o seu carro, só a pessoa que solicitou”.

Relato

Em um post no Facebook, Raquel Geller conta como um motorista conseguiu entrar em uma comunidade graças a sua plaquinha de identificação. Segundo Raquel, o motorista teve que se identificar para dois homens armados, no bairro Ancuri. O relato também mostra que os criminosos aprovaram a atitude do motorista.

O post também revela a dificuldade dos moradores em utilizar o aplicativo nos bairros mais perigosos. A moradora do Ancuri conta que solicitou muitos carros, mas nenhum aceitou a corrida.

“Moço, ainda bem que o senhor conseguiu chegar! Foi o quinto carro que eu pedi, todos os outros desistiram. Minha irmã é cadeirante e está passando muito mal, precisamos ir pra uma UPA”, revela.

A situação se repete por vários bairros da Capital. “Da Jacarecanga até a ponte da Barra do Ceará não pode andar de vidro levantado. Eles metem bala sem nem perguntar. Infelizmente isso já aconteceu com outros colegas da gente”, conta um dos motoristas.

Placas são utilizadas por causa da insegurança
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Placas são utilizadas por causa da insegurança

Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Motoristas de Uber adotam placas de identificação para entrar em áreas de risco em Fortaleza

Letreiros luminosos são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55. Motoristas relatam que só assim conseguem entrar em zonas do tráfico

Por Gabriel Borges em Cotidiano

12 de Janeiro de 2018 às 09:35

Há 6 meses

Placa é usada como medida de segurança (FOTO: Reprodução WhatsApp)

Motoristas da Uber passaram a adotar placas de identificação para conseguir acessar áreas consideradas de risco em Fortaleza. O uso foi iniciado após ameaças de facções a motoristas, que muitas vezes – segundo relatam – são impossibilitados de entrar em certas áreas dominadas por facções criminosas.

“Muitos motoristas dizem que ajuda. Não é uma garantia, mas acaba servindo como uma forma de identificação”, conta o motorista Marcos Aires ao Tribuna do Ceará.

“Às vezes, os caras (bandidos) nos param e pedem para ver o aplicativo no celular. Em lugares como a Babilônia, Ancuri, Bom Jardim, Vila Velha isso acontece muito”, completa.

Segundo os motoristas, as plaquinhas são vendidas por outros prestadores de serviço da Uber e também podem ser conseguidas por meio de sites. A ferramenta custa entre R$ 25 e R$ 40. No site Mercado Livre, a placa de Uber sai por R$ 54,90.

Mesmo com as plaquinhas, outras “medidas de segurança” são compartilhadas em grupos de WhatsApp entre os motoristas. “Apesar da identificação, a gente sempre passa nos grupos o procedimento que devemos seguir. Sempre que for entrar em zonas perigosas devemos usar luz baixa, os vidros do carro não podem ficar levantados e não pode esquecer de ligar a luz interna do veículo”, conta Marcos.

Já o motorista João Filho prefere não fazer uso da ferramenta. “Eu optei por não utilizar. Na minha opinião, é discutível se é mais seguro ou não. Pra mim, vira insegurança. Acho que os bandidos vão se aproveitar dessa visibilidade. O bom da Uber é justamente que ninguém sabe o seu carro, só a pessoa que solicitou”.

Relato

Em um post no Facebook, Raquel Geller conta como um motorista conseguiu entrar em uma comunidade graças a sua plaquinha de identificação. Segundo Raquel, o motorista teve que se identificar para dois homens armados, no bairro Ancuri. O relato também mostra que os criminosos aprovaram a atitude do motorista.

O post também revela a dificuldade dos moradores em utilizar o aplicativo nos bairros mais perigosos. A moradora do Ancuri conta que solicitou muitos carros, mas nenhum aceitou a corrida.

“Moço, ainda bem que o senhor conseguiu chegar! Foi o quinto carro que eu pedi, todos os outros desistiram. Minha irmã é cadeirante e está passando muito mal, precisamos ir pra uma UPA”, revela.

A situação se repete por vários bairros da Capital. “Da Jacarecanga até a ponte da Barra do Ceará não pode andar de vidro levantado. Eles metem bala sem nem perguntar. Infelizmente isso já aconteceu com outros colegas da gente”, conta um dos motoristas.

Placas são utilizadas por causa da insegurança
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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

Placas são utilizadas por causa da insegurança
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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)

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Letreiros são vendidos por preços entre R$ 25 e R$ 55 (FOTO: Reprodução WhatsApp)