Morre aos 70 anos o cantor cearense Belchior

LUTO

Morre aos 70 anos o cantor cearense Belchior

A informação foi confirmada pela família e o Governo do Estado do Ceará já decretou luto de 3 dias

Por Lyvia Rocha em Cotidiano

30 de abril de 2017 às 11:48

Há 2 anos
O cantor morreu no Rio Grande do Sul (FOTO: Divulgação)

O cantor morreu no Rio Grande do Sul (FOTO: Divulgação)

Morreu neste domingo (30), o cantor e compositor cearense Belchior, em Santa Cruz do Sul. A informação foi confirmada pela família. O corpo do artista ainda deve chegar neste domingo no Ceará e o sepultamento irá acontecer em Sobral.

O Governo do Estado do Ceará já declarou luto oficial de 3 dias. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Nas redes sociais, o governador Camilo Santana lamentou a morte do artista. “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior” disse em nota o governador Camilo Santana. “O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil”, diz a nota.

Vida e obra

Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu em Sobral, no Ceará, no dia 26 de outubro de 1946, em uma numerosa família em que já havia tradição musical.

O artista cresceu rodeado pela vivência musical dentro de casa e ouvindo rádio dos vizinhos.Mudou-se para Fortaleza em 1962 para estudar Filosofia e Humanidades, e na capital cearense deu início a sua carreira artística, trabalhando como produtor de um programa musical na TV Ceará, Canal 2.

Belchior se mudou para o Rio de Janeiro em 1971 e venceu o IV Festival Universitário da MPB com a canção “Na Hora do Almoço”, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles. A música marca sua estréia em disco com um compacto do selo Copacabana. “Mostrando que havia uma nova música popular brasileira sendo feita no Nordeste, especialmente no Ceará, que dava continuidade à tradição mas queria de alguma forma romper com ela”, diz ele em entrevista.

Em 1972, o compositor Sérgio Ricardo escolheu a música “Mucuripe”, parceria de Belchior com Fagner para o Disco de Bolso do jornal Pasquim. Na sequência, a canção foi gravada por Elis Regina e alcançou projeção nacional. Do Rio, Belchior seguiu para São Paulo e em 1974 gravou seu primeiro LP pela gravadora Chantecler, com a música “Galos, Noites e Quintais”.

O fenômeno

Em 1976, durante a escolha das músicas para o repertório do show “Falso Brilhante”, de Elis Regina, uma fita K7 com canções de Belchior e o telefone do músico chegou às mãos da cantora. Ela havia chamado para trabalhar no show o jovem produtor Marco Mazzola. Com 28 anos, ele acabara de trabalhar em discos de Raul Seixas, Jorge Ben e Gilberto Gil. Um dia ela chamou Mazzola para ouvir aquelas canções e “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais” foram escolhidas para o repertório do show e do disco de Elis que seria lançado posteriormente.

Com informações da Agência Brasil/EBC

Relembre “Como nossos pais”

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LUTO

Morre aos 70 anos o cantor cearense Belchior

A informação foi confirmada pela família e o Governo do Estado do Ceará já decretou luto de 3 dias

Por Lyvia Rocha em Cotidiano

30 de abril de 2017 às 11:48

Há 2 anos
O cantor morreu no Rio Grande do Sul (FOTO: Divulgação)

O cantor morreu no Rio Grande do Sul (FOTO: Divulgação)

Morreu neste domingo (30), o cantor e compositor cearense Belchior, em Santa Cruz do Sul. A informação foi confirmada pela família. O corpo do artista ainda deve chegar neste domingo no Ceará e o sepultamento irá acontecer em Sobral.

O Governo do Estado do Ceará já declarou luto oficial de 3 dias. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Nas redes sociais, o governador Camilo Santana lamentou a morte do artista. “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior” disse em nota o governador Camilo Santana. “O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil”, diz a nota.

Vida e obra

Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu em Sobral, no Ceará, no dia 26 de outubro de 1946, em uma numerosa família em que já havia tradição musical.

O artista cresceu rodeado pela vivência musical dentro de casa e ouvindo rádio dos vizinhos.Mudou-se para Fortaleza em 1962 para estudar Filosofia e Humanidades, e na capital cearense deu início a sua carreira artística, trabalhando como produtor de um programa musical na TV Ceará, Canal 2.

Belchior se mudou para o Rio de Janeiro em 1971 e venceu o IV Festival Universitário da MPB com a canção “Na Hora do Almoço”, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles. A música marca sua estréia em disco com um compacto do selo Copacabana. “Mostrando que havia uma nova música popular brasileira sendo feita no Nordeste, especialmente no Ceará, que dava continuidade à tradição mas queria de alguma forma romper com ela”, diz ele em entrevista.

Em 1972, o compositor Sérgio Ricardo escolheu a música “Mucuripe”, parceria de Belchior com Fagner para o Disco de Bolso do jornal Pasquim. Na sequência, a canção foi gravada por Elis Regina e alcançou projeção nacional. Do Rio, Belchior seguiu para São Paulo e em 1974 gravou seu primeiro LP pela gravadora Chantecler, com a música “Galos, Noites e Quintais”.

O fenômeno

Em 1976, durante a escolha das músicas para o repertório do show “Falso Brilhante”, de Elis Regina, uma fita K7 com canções de Belchior e o telefone do músico chegou às mãos da cantora. Ela havia chamado para trabalhar no show o jovem produtor Marco Mazzola. Com 28 anos, ele acabara de trabalhar em discos de Raul Seixas, Jorge Ben e Gilberto Gil. Um dia ela chamou Mazzola para ouvir aquelas canções e “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais” foram escolhidas para o repertório do show e do disco de Elis que seria lançado posteriormente.

Com informações da Agência Brasil/EBC

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