Médicos explicam como armazenar de forma correta membros decepados após acidentes

CIRURGIA BEM-SUCEDIDA

Médicos explicam como armazenar de forma correta membros decepados após acidentes

Para ser possível o reimplante, é necessário que o membro decepado seja armazenado da maneira correta. Dois casos aconteceram em Fortaleza nos últimos dias

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

7 de fevereiro de 2019 às 18:17

Há 3 meses
Dois casos aconteceram em Fortaleza em uma semana (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Dois casos aconteceram em Fortaleza em uma semana (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Em uma semana, duas pessoas que sofreram mutilações durante acidentes de trânsito em Fortaleza passaram por cirurgia para uma possível reimplantação do membro.

Em um dos casos, o procedimento ocorreu com êxito. Os médicos do Instituto Doutor José Frota (IJF) explicam como armazenar corretamente os membros para que a cirurgia seja bem-sucedida.

Segundo o cirurgião plástico do Instituto Doutor José Frota (IJF), Breno Pessoa, para que uma cirurgia ocorra com sucesso é imprescindível o acondicionamento correto do membro. “Ele deve ser colocado, se possível, em um saco plástico ou enrolado em algum tipo de tecido limpo e colocado dentro de um recipiente com gelo. De preferência, sem colocar o membro diretamente no gelo para evitar queimá-lo”. O cirurgião ainda informa que o recipiente deve ser vedado e encaminhado ao hospital.

O ortopedista do IJF, Valberto Porto, acrescenta a necessidade da remoção de impurezas antes do armazenamento. “Depois mergulhar em soro fisiológico em um recipiente com gelo”. Ele ainda informa que esses tipos de acidentes acontecem diariamente e os mais comuns são as amputações de dedos. “Os trabalhadores braçais que utilizam serras, geralmente circulares, acabam amputando dedos ou parte das mãos”.

Dois casos em uma semana

No dia 1º de fevereiro, uma criança de 10 anos teve a perna decepada após ser atropelada por uma viatura da polícia militar. A cirurgia só foi possível por conta do acondicionamento correto do membro. Já na terça-feira (5), Antônio Gleison Xavier, 40 anos, teve o braço amputado durante um acidente entre um ônibus e um caminhão. O homem passou pelo procedimento, mas o corpo rejeitou o membro implantado.

Confira mais informações em matéria do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT: 

http://mais.uol.com.br/view/16608024

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CIRURGIA BEM-SUCEDIDA

Médicos explicam como armazenar de forma correta membros decepados após acidentes

Para ser possível o reimplante, é necessário que o membro decepado seja armazenado da maneira correta. Dois casos aconteceram em Fortaleza nos últimos dias

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

7 de fevereiro de 2019 às 18:17

Há 3 meses
Dois casos aconteceram em Fortaleza em uma semana (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Dois casos aconteceram em Fortaleza em uma semana (FOTO: Reprodução/ TV Jangadeiro)

Em uma semana, duas pessoas que sofreram mutilações durante acidentes de trânsito em Fortaleza passaram por cirurgia para uma possível reimplantação do membro.

Em um dos casos, o procedimento ocorreu com êxito. Os médicos do Instituto Doutor José Frota (IJF) explicam como armazenar corretamente os membros para que a cirurgia seja bem-sucedida.

Segundo o cirurgião plástico do Instituto Doutor José Frota (IJF), Breno Pessoa, para que uma cirurgia ocorra com sucesso é imprescindível o acondicionamento correto do membro. “Ele deve ser colocado, se possível, em um saco plástico ou enrolado em algum tipo de tecido limpo e colocado dentro de um recipiente com gelo. De preferência, sem colocar o membro diretamente no gelo para evitar queimá-lo”. O cirurgião ainda informa que o recipiente deve ser vedado e encaminhado ao hospital.

O ortopedista do IJF, Valberto Porto, acrescenta a necessidade da remoção de impurezas antes do armazenamento. “Depois mergulhar em soro fisiológico em um recipiente com gelo”. Ele ainda informa que esses tipos de acidentes acontecem diariamente e os mais comuns são as amputações de dedos. “Os trabalhadores braçais que utilizam serras, geralmente circulares, acabam amputando dedos ou parte das mãos”.

Dois casos em uma semana

No dia 1º de fevereiro, uma criança de 10 anos teve a perna decepada após ser atropelada por uma viatura da polícia militar. A cirurgia só foi possível por conta do acondicionamento correto do membro. Já na terça-feira (5), Antônio Gleison Xavier, 40 anos, teve o braço amputado durante um acidente entre um ônibus e um caminhão. O homem passou pelo procedimento, mas o corpo rejeitou o membro implantado.

Confira mais informações em matéria do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT: 

http://mais.uol.com.br/view/16608024