Mancha vermelha atinge a praia do Mucuripe após vazamento de óleo vegetal


Mancha vermelha atinge a praia do Mucuripe após vazamento de óleo vegetal

O material vazado trata-se do óleo de palma bruto, matéria-prima para a fabricação de gordura vegetal, produto alimentício classificado como “não perigoso”

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

7 de Abril de 2015 às 17:09

Há 3 anos
Mancha foi formada porque o dreno que recebia o óleo de navio asiátivo recebeu uma sobrepressão. (FOTO: Liege Xavier)

Mancha foi formada porque o dreno que recebia o óleo de navio asiátivo recebeu uma sobrepressão. (FOTO: Liege Xavier)

Uma mancha vermelha atingiu a praia do Mucuripe, em Fortaleza, na madrugada desta terça-feira (7). A mancha, que surgiu no porto do Mucuripe, chegou à orla nas imediações da Volta da Jurema, exalando um mau-cheiro que incomodava moradores e turistas. O derramamento de óleo vegetal foi a causa.

“Às 4h20min, foi detectado um vazamento na tubulação do duto que leva o óleo de palma até a fábrica. Provavelmente pode ter surgido por uma sobrepressão no dreno”, explica o diretor de infraestrutura e gestão portuária da Companhia das Docas, Mário Lima Julião.

O material vazado a partir de uma fábrica situada na região portuária trata-se do óleo de palma bruto, matéria-prima para a fabricação de gordura vegetal, produto alimentício, classificado como “não perigoso”. Uma linha de contenção foi formada para retirar o resíduo, com uso de lanchas.

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), por meio de sua diretoria de Fiscalização, informa que ao tomar conhecimento do fato, na manhã desta terça-feira (7), entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Ainda pela manhã, técnicos do Ibama, da Seuma e da Docas iniciaram os procedimentos.

Um técnico da Gerência de Análise e Monitoramento da Semace também esteve no local e coletou amostra da água para análise. O laudo deverá sair nesta quinta-feira (9).

A fábrica responsável pelo ocorrido informou à Semace uma estimativa de 3.900 litros vazados. Ainda na comunicação feita a autarquia, foi pontuado que o vazamento já está estancado, e que o recolhimento do material no mar e na praia está em andamento. O diretor de infraestrutura e gestão portuária da Companhia das Docas, Mário Lima Julião, destaca que o produto se dilui facilmente e não é tóxico, por isso não haverá prejuízo ambiental.

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Mancha vermelha atinge a praia do Mucuripe após vazamento de óleo vegetal

O material vazado trata-se do óleo de palma bruto, matéria-prima para a fabricação de gordura vegetal, produto alimentício classificado como “não perigoso”

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

7 de Abril de 2015 às 17:09

Há 3 anos
Mancha foi formada porque o dreno que recebia o óleo de navio asiátivo recebeu uma sobrepressão. (FOTO: Liege Xavier)

Mancha foi formada porque o dreno que recebia o óleo de navio asiátivo recebeu uma sobrepressão. (FOTO: Liege Xavier)

Uma mancha vermelha atingiu a praia do Mucuripe, em Fortaleza, na madrugada desta terça-feira (7). A mancha, que surgiu no porto do Mucuripe, chegou à orla nas imediações da Volta da Jurema, exalando um mau-cheiro que incomodava moradores e turistas. O derramamento de óleo vegetal foi a causa.

“Às 4h20min, foi detectado um vazamento na tubulação do duto que leva o óleo de palma até a fábrica. Provavelmente pode ter surgido por uma sobrepressão no dreno”, explica o diretor de infraestrutura e gestão portuária da Companhia das Docas, Mário Lima Julião.

O material vazado a partir de uma fábrica situada na região portuária trata-se do óleo de palma bruto, matéria-prima para a fabricação de gordura vegetal, produto alimentício, classificado como “não perigoso”. Uma linha de contenção foi formada para retirar o resíduo, com uso de lanchas.

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), por meio de sua diretoria de Fiscalização, informa que ao tomar conhecimento do fato, na manhã desta terça-feira (7), entrou em contato com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Ainda pela manhã, técnicos do Ibama, da Seuma e da Docas iniciaram os procedimentos.

Um técnico da Gerência de Análise e Monitoramento da Semace também esteve no local e coletou amostra da água para análise. O laudo deverá sair nesta quinta-feira (9).

A fábrica responsável pelo ocorrido informou à Semace uma estimativa de 3.900 litros vazados. Ainda na comunicação feita a autarquia, foi pontuado que o vazamento já está estancado, e que o recolhimento do material no mar e na praia está em andamento. O diretor de infraestrutura e gestão portuária da Companhia das Docas, Mário Lima Julião, destaca que o produto se dilui facilmente e não é tóxico, por isso não haverá prejuízo ambiental.