Igreja evangélica fundada por pastor homossexual acolhe público gay em Fortaleza


Igreja evangélica fundada por pastor homossexual acolhe público gay em Fortaleza

Após passar por quatro doutrinas e ser considerado “doente”, Alan Jessé resolveu criar igreja que aceitasse gays, prostitutas e mendigos: a Igreja Apostólica Filhos da Luz

Por Marianna Gomes em Cotidiano

21 de abril de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Há sete anos, pastor Alan Jessé passou a estudar a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor ou sexo. (FOTO: Arquivo pessoal)

Há sete anos, pastor Alan Jessé passou a estudar a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor ou sexo. (FOTO: Arquivo pessoal)

Uma igreja evangélica que prega a palavra de Deus por meio de um culto, utilizando a bíblia como base de sua religião. Esse é o cenário comum de uma celebração cristã, e também o ambiente que gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis frequentam em busca de conforto espiritual em Fortaleza, sem nenhuma possível repreensão ou olhar diferenciado.

Assim é a Igreja Apostólica Filhos da Luz (IAFL), criada especialmente para o público LGBTT da capital cearense. Localizada no Bairro Benfica, a comunidade começou em 2013 ainda pequena, com apenas cinco frequentadores, que tinham a necessidade de se sentir parte de uma religião cristã. Aos poucos, o projeto idealizado pelo pastor Alan Jessé, de 31 anos, foi sendo divulgado e crescendo. Hoje a comunidade já conta com cerca de 180 fiéis engajados, entre homens e mulheres.

Há sete anos, pastor Alan Jesse, homossexual formado em Recursos Humanos, passou a estudar a Teologia Inclusiva, ramo da teologia que tem como princípio o amor de Deus pelo homem, independente de raça, cor ou opção sexual. “Participei por cinco anos da Comunidade Cristã Nova Esperança, também voltada para a Teologia Inclusiva em Fortaleza. Ela me serviu de base para criar a nossa comunidade”, explica. A partir daí, Alan aprofundou os conhecimentos, formando-se teólogo da área.

Há nove meses, largou seu emprego como gestor comercial para se dedicar totalmente a causa social e religiosa. “A comunidade nasceu de um projeto social que buscava a inclusão e reintegração de homossexuais e transexuais que se sentiam excluídos e não encontravam espaço em outras religiões devido a discriminação que ainda existe. Nossa missão é acolher e mostrar a palavra a todos, principalmente aos que se sentem inseguros quanto a orientação sexual”.

A falta de uma igreja que abrigasse o público LGBTT era um questionamento que sempre incomodou o educador físico e DJ Santiago Guerra, de 30 anos. Santiago, que já foi Mr. Gay Ceará em 2008, vem de família religiosa, porém, algo faltava nas celebrações que chegou a frequentar. “Eu conheci a Teologia Inclusiva através de uma matéria que vi na televisão há um tempo atrás. A partir daí passei a pesquisar sobre o tema na internet e encontrei a página da Igreja Apostólica Filhos da Luz no Facebook”, comenta.

A partir da visita de um amigo na comunidade, Santiago se interessou em conhecer a IAFL e já frequenta há 8 meses. “O que é importante pra mim, a partir desse convívio na comunidade, é saber que Deus me ama como sou, e que isso não me exclui da igreja”. Sendo um “gay cristão”, como se intitula o Educador Físico, que não participava de celebrações religiosas há cerca de 14 anos, conta que ganhou diversos valores ao fazer parte da comunidade, como voltar a ler a bíblia, buscar a santidade com Deus e meditar na palavra.

Teologia Inclusiva
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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual.(FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

Discriminação

Antes de assumir sua homossexualidade, o pastor Alan chegou a buscar ajuda espiritual ao perceber que sentia atração por outros homens, e passou a ser tratado como uma pessoa “doente” e “possuída”. “Nesse período, com 17 anos mais ou menos, passei um tempo de muita dor e discriminação. Na época eu queria entender por que eu era daquele jeito, e fui tratado como uma pessoa doente e possuída por demônios. Isso aconteceu em quatro igrejas em que busquei ajuda”, lamenta.

Mas isso não foi tudo. Amigos das igrejas que o pastor frequentava se afastaram e, quando o viam, faziam piadas ou tentavam expulsar o “demônio” que estaria nele. “Resolvi assumir para todos aos 24 anos, finalizando um noivado com uma mulher. Por orientação de líderes para a possível ‘cura gay’ não cheguei a casar, terminei faltando 3 meses para o casamento”, revela.

“Eu queria entender por que eu era daquele jeito, e fui tratado como uma pessoa doente e possuída por demônios. Isso aconteceu em quatro igrejas em que busquei ajuda”. (Pastor Alan Jessé)

A parti daí, o sonho de uma igreja onde a prostituta, o mendigo, a idosa, o faminto e os rejeitados fossem aceitos passou a fazer parte dos planos de Alan. “Quando descobri que Jesus me amava do jeito que eu era, recebendo uma orientação de Deus, tornei o sonho em realidade. Não um sonho meu, mas o sonho de Deus gerado no meu coração. Hoje o lema da nossa igreja é ‘mais que uma igreja somos uma família’, justamente por ser um lugar onde todos são aceitos como são”, comemora.

No inicio da comunidade, pastor Alan conta que a IAFL sofreu algumas represálias de membros de outras religiões, principalmente agressões verbais. “Líderes religiosos de outras igrejas chegaram a nos pedir para fechar as portas em sinal de preconceito, mas não o fizemos, pois nosso objetivo é que a palavra de Deus chegue a todos, sem distinções”.

Transformismo convertido em adoração

As travestis que frequentam a comunidade têm um papel especial durante os eventos promovidos pela igreja. Elas converteram seus talentos para a religião e transformaram suas apresentações, normalmente glamourosas e sensuais, em louvor, trocando as músicas internacionais e performances pelas letras de adoração a Deus por meio de canções gospel. “Nos eventos da igreja, damos oportunidade para que as travestis e transexuais apresentem seus talentos. Elas expõem sua arte por meio de louvor. É uma forma também de tirar muitas delas da prostituição e do mundo das drogas”, pontua o pastor.

Processo de inclusão

Além das celebrações, o processo de inclusão religiosa na comunidade funciona por meio de redes e células que integram os fiéis. Reuniões, dinâmicas, aconselhamentos e louvores compõem o andamento da igreja. “Na comunidade, além dos sermões da bíblia, pregamos para os mais novos que a frequentam a importância de viver em Cristo, esperar a pessoa certa e voltar seus caminhos para as coisas do bem. Esses mesmos jovens realizam tarefas sociais que fazemos, como doações a comunidades carentes”.

Para o pastor, esse tipo de atividade direciona a mente dos jovens que podem ter predisposições para o uso de drogas ou mundo do crime para algo realmente produtivo.”Para os casais, ensinamos como lidar com a rotina familiar e a importância da fidelidade pautada nos ensinamentos da bíblia, já que existe o pensamento de que homossexuais são promíscuos. Buscamos desmitificar esse estigma”, ressalta. Em Fortaleza, além a IAFL, existem outras igrejas que pregam a Teologia Inclusiva, como a Igreja Cristã Metropolitana (ICM) e a Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE), onde o pastor Alan fez parte. “Mais que uma igreja, a Teologia Inclusiva é um meio onde todos são aceitos Não importando classe social, raça, cor ou condição sexual”, finaliza.

Serviço:

Igreja Apostólica Filhos da Luz.
Endereço: Av. da Universidade 2464 – Benfica – Fortaleza.
Reuniões: domingos às 18h e terças-feiras às 19h30.

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Igreja evangélica fundada por pastor homossexual acolhe público gay em Fortaleza

Após passar por quatro doutrinas e ser considerado “doente”, Alan Jessé resolveu criar igreja que aceitasse gays, prostitutas e mendigos: a Igreja Apostólica Filhos da Luz

Por Marianna Gomes em Cotidiano

21 de abril de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Há sete anos, pastor Alan Jessé passou a estudar a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor ou sexo. (FOTO: Arquivo pessoal)

Há sete anos, pastor Alan Jessé passou a estudar a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor ou sexo. (FOTO: Arquivo pessoal)

Uma igreja evangélica que prega a palavra de Deus por meio de um culto, utilizando a bíblia como base de sua religião. Esse é o cenário comum de uma celebração cristã, e também o ambiente que gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis frequentam em busca de conforto espiritual em Fortaleza, sem nenhuma possível repreensão ou olhar diferenciado.

Assim é a Igreja Apostólica Filhos da Luz (IAFL), criada especialmente para o público LGBTT da capital cearense. Localizada no Bairro Benfica, a comunidade começou em 2013 ainda pequena, com apenas cinco frequentadores, que tinham a necessidade de se sentir parte de uma religião cristã. Aos poucos, o projeto idealizado pelo pastor Alan Jessé, de 31 anos, foi sendo divulgado e crescendo. Hoje a comunidade já conta com cerca de 180 fiéis engajados, entre homens e mulheres.

Há sete anos, pastor Alan Jesse, homossexual formado em Recursos Humanos, passou a estudar a Teologia Inclusiva, ramo da teologia que tem como princípio o amor de Deus pelo homem, independente de raça, cor ou opção sexual. “Participei por cinco anos da Comunidade Cristã Nova Esperança, também voltada para a Teologia Inclusiva em Fortaleza. Ela me serviu de base para criar a nossa comunidade”, explica. A partir daí, Alan aprofundou os conhecimentos, formando-se teólogo da área.

Há nove meses, largou seu emprego como gestor comercial para se dedicar totalmente a causa social e religiosa. “A comunidade nasceu de um projeto social que buscava a inclusão e reintegração de homossexuais e transexuais que se sentiam excluídos e não encontravam espaço em outras religiões devido a discriminação que ainda existe. Nossa missão é acolher e mostrar a palavra a todos, principalmente aos que se sentem inseguros quanto a orientação sexual”.

A falta de uma igreja que abrigasse o público LGBTT era um questionamento que sempre incomodou o educador físico e DJ Santiago Guerra, de 30 anos. Santiago, que já foi Mr. Gay Ceará em 2008, vem de família religiosa, porém, algo faltava nas celebrações que chegou a frequentar. “Eu conheci a Teologia Inclusiva através de uma matéria que vi na televisão há um tempo atrás. A partir daí passei a pesquisar sobre o tema na internet e encontrei a página da Igreja Apostólica Filhos da Luz no Facebook”, comenta.

A partir da visita de um amigo na comunidade, Santiago se interessou em conhecer a IAFL e já frequenta há 8 meses. “O que é importante pra mim, a partir desse convívio na comunidade, é saber que Deus me ama como sou, e que isso não me exclui da igreja”. Sendo um “gay cristão”, como se intitula o Educador Físico, que não participava de celebrações religiosas há cerca de 14 anos, conta que ganhou diversos valores ao fazer parte da comunidade, como voltar a ler a bíblia, buscar a santidade com Deus e meditar na palavra.

Teologia Inclusiva
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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual.(FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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A Igreja Apostólica Filhos da Luz prega a Teologia Inclusiva, que tem como princípio o amor de Deus pelo homem independente de raça, cor, ou opção sexual. (FOTO: Arquivo pessoal)

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Antes de assumir sua homossexualidade, o pastor Alan chegou a buscar ajuda espiritual ao perceber que sentia atração por outros homens, e passou a ser tratado como uma pessoa “doente” e “possuída”. “Nesse período, com 17 anos mais ou menos, passei um tempo de muita dor e discriminação. Na época eu queria entender por que eu era daquele jeito, e fui tratado como uma pessoa doente e possuída por demônios. Isso aconteceu em quatro igrejas em que busquei ajuda”, lamenta.

Mas isso não foi tudo. Amigos das igrejas que o pastor frequentava se afastaram e, quando o viam, faziam piadas ou tentavam expulsar o “demônio” que estaria nele. “Resolvi assumir para todos aos 24 anos, finalizando um noivado com uma mulher. Por orientação de líderes para a possível ‘cura gay’ não cheguei a casar, terminei faltando 3 meses para o casamento”, revela.

“Eu queria entender por que eu era daquele jeito, e fui tratado como uma pessoa doente e possuída por demônios. Isso aconteceu em quatro igrejas em que busquei ajuda”. (Pastor Alan Jessé)

A parti daí, o sonho de uma igreja onde a prostituta, o mendigo, a idosa, o faminto e os rejeitados fossem aceitos passou a fazer parte dos planos de Alan. “Quando descobri que Jesus me amava do jeito que eu era, recebendo uma orientação de Deus, tornei o sonho em realidade. Não um sonho meu, mas o sonho de Deus gerado no meu coração. Hoje o lema da nossa igreja é ‘mais que uma igreja somos uma família’, justamente por ser um lugar onde todos são aceitos como são”, comemora.

No inicio da comunidade, pastor Alan conta que a IAFL sofreu algumas represálias de membros de outras religiões, principalmente agressões verbais. “Líderes religiosos de outras igrejas chegaram a nos pedir para fechar as portas em sinal de preconceito, mas não o fizemos, pois nosso objetivo é que a palavra de Deus chegue a todos, sem distinções”.

Transformismo convertido em adoração

As travestis que frequentam a comunidade têm um papel especial durante os eventos promovidos pela igreja. Elas converteram seus talentos para a religião e transformaram suas apresentações, normalmente glamourosas e sensuais, em louvor, trocando as músicas internacionais e performances pelas letras de adoração a Deus por meio de canções gospel. “Nos eventos da igreja, damos oportunidade para que as travestis e transexuais apresentem seus talentos. Elas expõem sua arte por meio de louvor. É uma forma também de tirar muitas delas da prostituição e do mundo das drogas”, pontua o pastor.

Processo de inclusão

Além das celebrações, o processo de inclusão religiosa na comunidade funciona por meio de redes e células que integram os fiéis. Reuniões, dinâmicas, aconselhamentos e louvores compõem o andamento da igreja. “Na comunidade, além dos sermões da bíblia, pregamos para os mais novos que a frequentam a importância de viver em Cristo, esperar a pessoa certa e voltar seus caminhos para as coisas do bem. Esses mesmos jovens realizam tarefas sociais que fazemos, como doações a comunidades carentes”.

Para o pastor, esse tipo de atividade direciona a mente dos jovens que podem ter predisposições para o uso de drogas ou mundo do crime para algo realmente produtivo.”Para os casais, ensinamos como lidar com a rotina familiar e a importância da fidelidade pautada nos ensinamentos da bíblia, já que existe o pensamento de que homossexuais são promíscuos. Buscamos desmitificar esse estigma”, ressalta. Em Fortaleza, além a IAFL, existem outras igrejas que pregam a Teologia Inclusiva, como a Igreja Cristã Metropolitana (ICM) e a Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE), onde o pastor Alan fez parte. “Mais que uma igreja, a Teologia Inclusiva é um meio onde todos são aceitos Não importando classe social, raça, cor ou condição sexual”, finaliza.

Serviço:

Igreja Apostólica Filhos da Luz.
Endereço: Av. da Universidade 2464 – Benfica – Fortaleza.
Reuniões: domingos às 18h e terças-feiras às 19h30.