Estudante confirma que agressão de skinheads começou após discussão por retirada de cartazes

PRAÇA DA GENTILÂNDIA

Estudante confirma que agressão de skinheads começou após discussão por retirada de cartazes

Segundo o estudante, seu grupo de amigos retirou cartazes dos Carecas do Brasil, gerando a discussão que terminou em agressão dos skinheads

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

22 de Janeiro de 2018 às 11:14

Há 4 meses

Cartazes semelhantes a este teriam sido motivo da discussão. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Em nova entrevista ao Tribuna do Ceará, o estudante universitário agredido por um grupo de skinheads, na praça da Gentilândia, em Fortaleza, na última quinta-feira (18), confirma que o crime foi consequência de uma discussão gerada pela retirada de cartazes do grupo Carecas do Brasil, que prega o combate ao comunismo, ao judaísmo e ao anarquismo. Esse contexto não havia sido informado ao Tribuna do Ceará na entrevista publicada na última sexta-feira (19).

Na denúncia feita em seu perfil em redes sociais, na quinta-feira (18), o estudante, que pede para ter o nome omitido nesta matéria, contou que sofreu violência por questões racistas e homofóbicas. No dia seguinte, ele reafirmou o que escrevera na internet, em conversa com o Tribuna do Ceará.

Representantes do Carecas do Brasil acusados de agressão por racismo e homofobia deram sua versão do ocorrido ao portal O Povo Online, no sábado (20). Na entrevista, eles alegaram que não são racistas e nem homofóbicos, e que foram interrompidos enquanto faziam panfletagem combatendo o uso de drogas.

Segundo o relato dos skinheads, os jovens teriam rasgado cartazes pregados em poste. Depois, houve discussão entre eles e um dos carecas empurrou o estudante, que caiu no chão.

O Tribuna do Ceará não conseguiu contato com o Carecas do Brasil. Os perfis dos integrantes cearenses em redes sociais foram bloqueados pelos proprietários. Mandamos uma mensagem, na sexta-feira (19), para o email de contato informado no blog do grupo, pedindo uma entrevista. Não houve um retorno até a publicação desta matéria.

O estudante confirmou ao Tribuna do Ceará parte da versão dada pelos skinheads. Segundo ele, os cartazes traziam ideias contra o comunismo, o judaísmo, o anarquismo e o uso de drogas. Uma imagem que seria semelhante a arrancada foi enviada pelo estudante ao Tribuna do Ceará, e acompanha esta matéria lá no topo.

“Era um cartaz com as ideias do grupo. Meus dois amigos falaram que aquilo não podia, pois era crime pregar coisas assim, e arrancou o cartaz”, contou a vítima, que reconheceu os agressores através de imagens do grupo nas redes sociais. Segundo ele, eram seis os agressores.

O Ministério Público anunciou, neste domingo (21), que vai investigar as ideias pregadas pelo Carecas do Brasil. Apologia ao antissemitismo, discriminação e preconceito étnico e sexual, aponta o procurador-geral de Justiça Plácido Rios, são crimes previstos na Lei 7.716/89.

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PRAÇA DA GENTILÂNDIA

Estudante confirma que agressão de skinheads começou após discussão por retirada de cartazes

Segundo o estudante, seu grupo de amigos retirou cartazes dos Carecas do Brasil, gerando a discussão que terminou em agressão dos skinheads

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

22 de Janeiro de 2018 às 11:14

Há 4 meses

Cartazes semelhantes a este teriam sido motivo da discussão. (FOTO: Reprodução/Facebook)

Em nova entrevista ao Tribuna do Ceará, o estudante universitário agredido por um grupo de skinheads, na praça da Gentilândia, em Fortaleza, na última quinta-feira (18), confirma que o crime foi consequência de uma discussão gerada pela retirada de cartazes do grupo Carecas do Brasil, que prega o combate ao comunismo, ao judaísmo e ao anarquismo. Esse contexto não havia sido informado ao Tribuna do Ceará na entrevista publicada na última sexta-feira (19).

Na denúncia feita em seu perfil em redes sociais, na quinta-feira (18), o estudante, que pede para ter o nome omitido nesta matéria, contou que sofreu violência por questões racistas e homofóbicas. No dia seguinte, ele reafirmou o que escrevera na internet, em conversa com o Tribuna do Ceará.

Representantes do Carecas do Brasil acusados de agressão por racismo e homofobia deram sua versão do ocorrido ao portal O Povo Online, no sábado (20). Na entrevista, eles alegaram que não são racistas e nem homofóbicos, e que foram interrompidos enquanto faziam panfletagem combatendo o uso de drogas.

Segundo o relato dos skinheads, os jovens teriam rasgado cartazes pregados em poste. Depois, houve discussão entre eles e um dos carecas empurrou o estudante, que caiu no chão.

O Tribuna do Ceará não conseguiu contato com o Carecas do Brasil. Os perfis dos integrantes cearenses em redes sociais foram bloqueados pelos proprietários. Mandamos uma mensagem, na sexta-feira (19), para o email de contato informado no blog do grupo, pedindo uma entrevista. Não houve um retorno até a publicação desta matéria.

O estudante confirmou ao Tribuna do Ceará parte da versão dada pelos skinheads. Segundo ele, os cartazes traziam ideias contra o comunismo, o judaísmo, o anarquismo e o uso de drogas. Uma imagem que seria semelhante a arrancada foi enviada pelo estudante ao Tribuna do Ceará, e acompanha esta matéria lá no topo.

“Era um cartaz com as ideias do grupo. Meus dois amigos falaram que aquilo não podia, pois era crime pregar coisas assim, e arrancou o cartaz”, contou a vítima, que reconheceu os agressores através de imagens do grupo nas redes sociais. Segundo ele, eram seis os agressores.

O Ministério Público anunciou, neste domingo (21), que vai investigar as ideias pregadas pelo Carecas do Brasil. Apologia ao antissemitismo, discriminação e preconceito étnico e sexual, aponta o procurador-geral de Justiça Plácido Rios, são crimes previstos na Lei 7.716/89.