Edifício de Fortaleza tem garagem submersa após chuva e nove carros são danificados


Edifício de Fortaleza tem garagem submersa após chuva, e nove carros são danificados

Com medo das chuvas, moradores do Papicu já haviam solicitado plano de drenagem em maio de 2014. Por isso o governador Camilo Santana compareceu ao local

Por Renata Monte em Cotidiano

6 de Janeiro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
No estacionamento do edifício Algarve, os carros chegaram a boiar (FOTO: Reprodução)

No estacionamento do edifício Algarve, os carros chegaram a boiar (FOTO: Reprodução)

Um edifício no Bairro Papicu, em Fortaleza, teve sua garagem subterrânea tomada pela água da chuva, com o temporal que atingiu a cidade na manhã de sábado (3). O local teve mais de um metro de sua altura tomado pela água, fazendo com que os nove carros que estavam estacionados chegassem a boiar.

Prevendo o acontecimento, os moradores do condomínio haviam reunido assinaturas para conseguir um projeto de drenagem para a rua, em maio de 2014, mas sem retorno da Prefeitura. Por isso, o governador eleito, Camilo Santana (PT), compareceu ao local na manhã do domingo (4) para conferir a situação.

Por volta das 5h da manhã de sábado, os moradores da Rua Ramos Botelho e de outras ruas adjacentes ficaram sem energia. Com isso, o motor da garagem responsável pela evacuação da água que entra no subsolo do prédio não teve como funcionar. E, mesmo se tivesse energia, o equipamento não aguentaria o volume de água que escorreu para a garagem, explica a síndica do condomínio, Ana Braun.

Os moradores haviam solicitado o Planejamento de Drenagem desde maio de 2014 (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Os moradores haviam solicitado o Planejamento de Drenagem desde maio de 2014 (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Os moradores já tiveram outros problemas com inundações, mas nada comparado ao acontecido de sábado. “Nunca tinha acontecido uma coisa tão absurda como essa”, afirmou a síndica. Ana ainda relatou que, com a obra do Shopping Rio Mar, a passagem que drenava água para o Mucuripe foi interrompida, fazendo com que a água da chuva escorra para as casas próximas. “Foi uma verdadeira cachoeira aqui dentro”.

Em maio do ano passado, os moradores reuniram 1.474 assinaturas de pessoas do bairro solicitando à Prefeitura o andamento do Projeto de Drenagem da Rua Amélia Benebien e André Dall’olio, a fim de acabar com os problemas causados por alagamentos, mas nada foi resolvido. Além disso, alguns moradores da região pioram a situação despejando lixo próximo aos bueiros, causando o entupimento das valas. “Aqui não tem jeito. Limpam as ruas e depois de cinco minutos, vem gente e joga lixo”, afirmou Thiago Braun, morador do edifício.

Os condôminos ficaram sem energia das 5h da manhã do sábado até a manhã do domingo. Dos nove carros atingidos, cinco deles tiveram perda total. Nesta terça-feira, o governador ficou de retornar ao local para dialogar com os moradores. A medida emergencial tomada foi a limpeza da rua.

Em outro ponto da cidade, no Cocó, familiares de Thiago também enfrentaram problemas com a chuva, onde parte do solo da garagem cedeu, engolindo os carros estacionados. Segundo moradores deste prédio, o ocorrido foi causado por falta de planejamento correto da construtora que ocupa o terreno ao lado e não perfurou o solo para estacionamento subterrâneo de forma certa. Agora, eles também temem que o prédio desabe.

GARAGEM ALAGADA
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Edifício de Fortaleza tem garagem submersa após chuva, e nove carros são danificados

Com medo das chuvas, moradores do Papicu já haviam solicitado plano de drenagem em maio de 2014. Por isso o governador Camilo Santana compareceu ao local

Por Renata Monte em Cotidiano

6 de Janeiro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
No estacionamento do edifício Algarve, os carros chegaram a boiar (FOTO: Reprodução)

No estacionamento do edifício Algarve, os carros chegaram a boiar (FOTO: Reprodução)

Um edifício no Bairro Papicu, em Fortaleza, teve sua garagem subterrânea tomada pela água da chuva, com o temporal que atingiu a cidade na manhã de sábado (3). O local teve mais de um metro de sua altura tomado pela água, fazendo com que os nove carros que estavam estacionados chegassem a boiar.

Prevendo o acontecimento, os moradores do condomínio haviam reunido assinaturas para conseguir um projeto de drenagem para a rua, em maio de 2014, mas sem retorno da Prefeitura. Por isso, o governador eleito, Camilo Santana (PT), compareceu ao local na manhã do domingo (4) para conferir a situação.

Por volta das 5h da manhã de sábado, os moradores da Rua Ramos Botelho e de outras ruas adjacentes ficaram sem energia. Com isso, o motor da garagem responsável pela evacuação da água que entra no subsolo do prédio não teve como funcionar. E, mesmo se tivesse energia, o equipamento não aguentaria o volume de água que escorreu para a garagem, explica a síndica do condomínio, Ana Braun.

Os moradores haviam solicitado o Planejamento de Drenagem desde maio de 2014 (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Os moradores haviam solicitado o Planejamento de Drenagem desde maio de 2014 (FOTO: Renata Monte/Tribuna do Ceará)

Os moradores já tiveram outros problemas com inundações, mas nada comparado ao acontecido de sábado. “Nunca tinha acontecido uma coisa tão absurda como essa”, afirmou a síndica. Ana ainda relatou que, com a obra do Shopping Rio Mar, a passagem que drenava água para o Mucuripe foi interrompida, fazendo com que a água da chuva escorra para as casas próximas. “Foi uma verdadeira cachoeira aqui dentro”.

Em maio do ano passado, os moradores reuniram 1.474 assinaturas de pessoas do bairro solicitando à Prefeitura o andamento do Projeto de Drenagem da Rua Amélia Benebien e André Dall’olio, a fim de acabar com os problemas causados por alagamentos, mas nada foi resolvido. Além disso, alguns moradores da região pioram a situação despejando lixo próximo aos bueiros, causando o entupimento das valas. “Aqui não tem jeito. Limpam as ruas e depois de cinco minutos, vem gente e joga lixo”, afirmou Thiago Braun, morador do edifício.

Os condôminos ficaram sem energia das 5h da manhã do sábado até a manhã do domingo. Dos nove carros atingidos, cinco deles tiveram perda total. Nesta terça-feira, o governador ficou de retornar ao local para dialogar com os moradores. A medida emergencial tomada foi a limpeza da rua.

Em outro ponto da cidade, no Cocó, familiares de Thiago também enfrentaram problemas com a chuva, onde parte do solo da garagem cedeu, engolindo os carros estacionados. Segundo moradores deste prédio, o ocorrido foi causado por falta de planejamento correto da construtora que ocupa o terreno ao lado e não perfurou o solo para estacionamento subterrâneo de forma certa. Agora, eles também temem que o prédio desabe.

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