Crianças siamesas unidas pelo crânio farão série de cirurgias em São Paulo

NASCIDAS EM AQUIRAZ

Crianças siamesas unidas pelo crânio farão série de cirurgias em São Paulo

As crianças são naturais de Aquiraz, na Região Metropolitana, e estão em São Paulo. Os detalhes da cirurgia foram explicados em coletiva

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

20 de Janeiro de 2018 às 13:16

Há 1 mês
Cirurgia das siamesas será em São Paulo. (Foto: Divulgação)

Cirurgia das siamesas será em São Paulo. (Foto: Divulgação)

A partir de fevereiro, as crianças cearenses siamesas unidas pelo crânio vão passar pela série de quatro cirurgias de separação. Elas são naturais de Patacas, distrito de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A cirurgia, que será feita em São Paulo, é orçada em 2,5 milhões de dólares na rede privada dos EUA e vai ser custeada pela Secretaria de Saúde do Ceará, pela Faculdade de Medicina de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19) na cidade paulista, o médico responsável pela equipe de cirurgia plástica da unidade, Jayme Adriano Júnior, explicou como devem acontecer as intervenções cirúrgicas.

“Iniciaremos a cirurgia com uma incisão transversal, permitindo um campo de operação para a equipe de neurocirurgia que realiza os procedimentos de ligação dos vasos, depois é feito um fechamento. Numa segunda intervenção, se repete o procedimento, com uma ampliação maior das incisões. São feitas quatro etapas, provavelmente quatro cirurgias”, pontuou.

Uma equipe de 30 médicos vai realizar os procedimentos. As cirurgias serão feitas a cada quatro meses após a recuperação da anterior.

Jayme Adriano Júnior comenta as chances de êxito das cirurgias, e alerta que ainda é cedo para prever o risco de sequelas nas pacientes.

“É um grande desafio, mas, ao mesmo tempo, gera um grande entusiasmo em toda a equipe, que está toda mobilizada. A gente acredita que tenha uma grande chance de êxito ao final desse procedimento. É precoce a gente dizer qualquer coisa nesse sentido, mas todos esses estudos – inclusive os que temos que fazer ainda – são nesse sentido”, afirmou o médico.

Nesse período de preparação os médicos realizam diversos exames para verificar a saúde das crianças.

O coordenador da equipe de neurocirurgia do Hospital das Clínicas de Ribeirão, Hélio Rubens Machado, destaca o compromisso da equipe médica em garantir o conforto das crianças e da família nesse processo.

“É muito difícil para a família, foi muito difícil vencer uma etapa da confiança para eles poderem confiar na gente, por que eles estão brigando por isso desde o nascimento. A gente vai tomar todas as providências necessárias para evitar expor essas crianças, fotografias, divulgação de exame, tudo isso só vai ser feito com autorização dos familiares e de todos”, afirmou Machado.

No mundo, a estimativa é que um par de gêmeos a cada 1 milhão e meio de nascimentos tenha o problema.

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NASCIDAS EM AQUIRAZ

Crianças siamesas unidas pelo crânio farão série de cirurgias em São Paulo

As crianças são naturais de Aquiraz, na Região Metropolitana, e estão em São Paulo. Os detalhes da cirurgia foram explicados em coletiva

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

20 de Janeiro de 2018 às 13:16

Há 1 mês
Cirurgia das siamesas será em São Paulo. (Foto: Divulgação)

Cirurgia das siamesas será em São Paulo. (Foto: Divulgação)

A partir de fevereiro, as crianças cearenses siamesas unidas pelo crânio vão passar pela série de quatro cirurgias de separação. Elas são naturais de Patacas, distrito de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A cirurgia, que será feita em São Paulo, é orçada em 2,5 milhões de dólares na rede privada dos EUA e vai ser custeada pela Secretaria de Saúde do Ceará, pela Faculdade de Medicina de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19) na cidade paulista, o médico responsável pela equipe de cirurgia plástica da unidade, Jayme Adriano Júnior, explicou como devem acontecer as intervenções cirúrgicas.

“Iniciaremos a cirurgia com uma incisão transversal, permitindo um campo de operação para a equipe de neurocirurgia que realiza os procedimentos de ligação dos vasos, depois é feito um fechamento. Numa segunda intervenção, se repete o procedimento, com uma ampliação maior das incisões. São feitas quatro etapas, provavelmente quatro cirurgias”, pontuou.

Uma equipe de 30 médicos vai realizar os procedimentos. As cirurgias serão feitas a cada quatro meses após a recuperação da anterior.

Jayme Adriano Júnior comenta as chances de êxito das cirurgias, e alerta que ainda é cedo para prever o risco de sequelas nas pacientes.

“É um grande desafio, mas, ao mesmo tempo, gera um grande entusiasmo em toda a equipe, que está toda mobilizada. A gente acredita que tenha uma grande chance de êxito ao final desse procedimento. É precoce a gente dizer qualquer coisa nesse sentido, mas todos esses estudos – inclusive os que temos que fazer ainda – são nesse sentido”, afirmou o médico.

Nesse período de preparação os médicos realizam diversos exames para verificar a saúde das crianças.

O coordenador da equipe de neurocirurgia do Hospital das Clínicas de Ribeirão, Hélio Rubens Machado, destaca o compromisso da equipe médica em garantir o conforto das crianças e da família nesse processo.

“É muito difícil para a família, foi muito difícil vencer uma etapa da confiança para eles poderem confiar na gente, por que eles estão brigando por isso desde o nascimento. A gente vai tomar todas as providências necessárias para evitar expor essas crianças, fotografias, divulgação de exame, tudo isso só vai ser feito com autorização dos familiares e de todos”, afirmou Machado.

No mundo, a estimativa é que um par de gêmeos a cada 1 milhão e meio de nascimentos tenha o problema.