Conheça histórias de amor e laços formados em famílias adotivas no Ceará

REPORTAGEM ESPECIAL

Conheça histórias de amor e laços formados em famílias adotivas no Ceará

Conheça histórias de famílias que se formaram a partir da adoção em mais uma parte da reportagem especial de Ariane Cajazeiras para a Tribuna Band News FM

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

9 de setembro de 2018 às 07:15

Há 1 mês
maos

No Ceará, candidatos a pais esperam até 19 meses para adoção. (FOTO: Freepik)

É importante você saber que essas reportagens não são sobre adoção. São é sobre mães e pais. Sobre filhos. São sobre histórias. Vida. E, sobretudo, a respeito do amor. Porque se existe algo não sei se sagrado, não sei se uma condição, nas relações entre pais e mães que escolhem ter filhos, isso é o amor.

Conheça histórias de famílias que se formaram a partir da adoção em mais uma parte da reportagem especial de Ariane Cajazeiras para a Tribuna Band News FM.

Tornar-se pai, tornar-se mãe, ter uma família maior… Esse era o objetivo de Nílbio e Marize Thé. Determinados a adotar uma criança, o casal entrou na fila do Cadastro de Adoção.

“Em janeiro de 2010, a gente se dirigiu ao fórum pra fazer o cadastro, teve todo o apoio da equipe de assistência social, fizemos o curso, e em maio fomos habilitados como pretendentes de adoção na fila do cadastro nacional”, disse Marize Thé.

O perfil da criança não tinha muitas exigências, a não ser a idade.

“É óbvio que você tem que ter desejo de ser pai e mãe. Mas mais importante do que isso é a criança que precisa de uma família. Você, às vezes coloca esse desejo na frente disso. Tem hora que você escolhe demais. E quando você vai ter um filho biológico, principalmente aqui no Brasil que somos miscigenados, é plenamente aceitável que seus filhos nasçam de qualquer cor”, relatou Nilbio.

Mas antes de serem chamados pela Justiça, apareceu o Guilherme.

“Abri a porta e ele estava lá. Não sabia se era menino, menina, só tava vendo a cabeça dele. Eu imediatamente fiquei chorando ali, feliz, repensando a vida. Amanheci um cara sem filho e dormi sabendo que eu ia ter que acordar de madrugada, trocar fralda…”, relembrou Nílbio.

Cinco anos depois, Nílbio e Marise foram chamados: o Rafael estava esperando por eles, um bebê de nove meses. E aí, a família cresceu.

“Quando a gente recebeu a ligação da equipe de adoção, disseram que estavam com uma criança dentro do perfil e perguntaram se a gente tinha interesse em conhecer. Inclusive, a gente tava sofrendo intimidação do Guilherme porque ele queria um irmão”, contou Marize.

Um mês depois, o Rafa já estava em casa, e os pais com a guarda provisória. Não sem antes haver uma adaptação com o Guilherme, que recebeu muito bem a notícia.

“O Guilherme chegava na escola contando falando pra todo mundo que ia visitar o irmão, que tava num abrigo. E as professoras estranhando, não sabiam se era verdade. Quando a gente chegou lá com a criança, foi uma festa. O processo de adoção é desconhecido para muitos”, relembrou o pai.

E se todo mundo comemora anualmente a data do nascimento em festas de aniversário, os pais do Gui e do Rafa têm no coração duas datas especiais: a de nascimento e a de chegada. E é o Gui quem resume a importância da família dele.

“A família é importante. E quando a gente se sente triste, a família sempre se preocupa”, disse Guilherme.

Confira as duas reportagens completas de Ariane Cajazeiras para a Tribuna Band News FM.

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Conheça histórias de amor e laços formados em famílias adotivas no Ceará

Conheça histórias de famílias que se formaram a partir da adoção em mais uma parte da reportagem especial de Ariane Cajazeiras para a Tribuna Band News FM

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

9 de setembro de 2018 às 07:15

Há 1 mês
maos

No Ceará, candidatos a pais esperam até 19 meses para adoção. (FOTO: Freepik)

É importante você saber que essas reportagens não são sobre adoção. São é sobre mães e pais. Sobre filhos. São sobre histórias. Vida. E, sobretudo, a respeito do amor. Porque se existe algo não sei se sagrado, não sei se uma condição, nas relações entre pais e mães que escolhem ter filhos, isso é o amor.

Conheça histórias de famílias que se formaram a partir da adoção em mais uma parte da reportagem especial de Ariane Cajazeiras para a Tribuna Band News FM.

Tornar-se pai, tornar-se mãe, ter uma família maior… Esse era o objetivo de Nílbio e Marize Thé. Determinados a adotar uma criança, o casal entrou na fila do Cadastro de Adoção.

“Em janeiro de 2010, a gente se dirigiu ao fórum pra fazer o cadastro, teve todo o apoio da equipe de assistência social, fizemos o curso, e em maio fomos habilitados como pretendentes de adoção na fila do cadastro nacional”, disse Marize Thé.

O perfil da criança não tinha muitas exigências, a não ser a idade.

“É óbvio que você tem que ter desejo de ser pai e mãe. Mas mais importante do que isso é a criança que precisa de uma família. Você, às vezes coloca esse desejo na frente disso. Tem hora que você escolhe demais. E quando você vai ter um filho biológico, principalmente aqui no Brasil que somos miscigenados, é plenamente aceitável que seus filhos nasçam de qualquer cor”, relatou Nilbio.

Mas antes de serem chamados pela Justiça, apareceu o Guilherme.

“Abri a porta e ele estava lá. Não sabia se era menino, menina, só tava vendo a cabeça dele. Eu imediatamente fiquei chorando ali, feliz, repensando a vida. Amanheci um cara sem filho e dormi sabendo que eu ia ter que acordar de madrugada, trocar fralda…”, relembrou Nílbio.

Cinco anos depois, Nílbio e Marise foram chamados: o Rafael estava esperando por eles, um bebê de nove meses. E aí, a família cresceu.

“Quando a gente recebeu a ligação da equipe de adoção, disseram que estavam com uma criança dentro do perfil e perguntaram se a gente tinha interesse em conhecer. Inclusive, a gente tava sofrendo intimidação do Guilherme porque ele queria um irmão”, contou Marize.

Um mês depois, o Rafa já estava em casa, e os pais com a guarda provisória. Não sem antes haver uma adaptação com o Guilherme, que recebeu muito bem a notícia.

“O Guilherme chegava na escola contando falando pra todo mundo que ia visitar o irmão, que tava num abrigo. E as professoras estranhando, não sabiam se era verdade. Quando a gente chegou lá com a criança, foi uma festa. O processo de adoção é desconhecido para muitos”, relembrou o pai.

E se todo mundo comemora anualmente a data do nascimento em festas de aniversário, os pais do Gui e do Rafa têm no coração duas datas especiais: a de nascimento e a de chegada. E é o Gui quem resume a importância da família dele.

“A família é importante. E quando a gente se sente triste, a família sempre se preocupa”, disse Guilherme.

Confira as duas reportagens completas de Ariane Cajazeiras para a Tribuna Band News FM.