Chega de assédio: Repórteres comentam em vídeo que estão cansadas de tanto machismo nas ruas

JÁ CHEGA!

Chega de assédio: Repórteres comentam em vídeo que estão cansadas de tanto machismo nas ruas

As mulheres do Tribuna do Ceará mostram o quanto são absurdos os assobios, os olhares e as expressões sussurradas por desconhecidos

Por Roberta Tavares em Cotidiano

16 de dezembro de 2015 às 06:00

Há 2 anos
O objetivo é refletir sobre algo que acontece todo dia, a qualquer hora (IMAGEM: Tribuna do Ceará)

(IMAGEM: Tribuna do Ceará)

Assédio sexual inclui qualquer comportamento sexual indesejado, seja tocar ou até mesmo fazer comentários de conotação sexual. Muitas são as violências sofridas diariamente por uma mulher: comentários desnecessários, mão boba, encochamento e agressões verbais.

Cansadas de andar pelas ruas com medo do próximo “fiu fiu”, as mulheres do Tribuna do Ceará se reuniram para mostrar o quanto são absurdos os assobios, os olhares e as expressões sussurradas por desconhecidos.

Homens bem-arrumados, homens desarrumados, brancos, negros, avôs, pais, filhos ou netos. Não existe perfil para o assediador. A única coisa comum é a sensação de impotência da mulher. É como se sentir um nada.

Aqui, a ideia não é contar uma novidade. É refletir sobre algo que acontece todo dia, a qualquer hora. O que resta é tentar dar um basta.

Assista ao vídeo:

Toda mulher que tiver o corpo tocado por desconhecidos deve denunciar. Segundo a polícia, primeiro deve-se dar um grito de advertência para que as pessoas ao redor percebam o que está acontecendo e intercedam em favor dela.

Em seguida, a mulher deve se encaminhar diretamente à delegacia para processar o criminoso e fazer reconhecimento fotográfico ou visual. Após registrar o Boletim de Ocorrência, a vítima tem seis meses para fazer representação. É enviada notificação ao criminoso, que deve comparecer a um julgamento.

Apesar de o assédio ser costumeiro na atualidade, a Coordenadoria da Mulher do Estado do Ceará não tem nenhum levantamento sobre o assunto. “Não localizamos nenhum índice oficial ou realizado por institutos respaldados referentes a assédio no estado”, declarou a assessoria por meio de nota.

Já chega!

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16 de dezembro de 2015 às 06:00

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O objetivo é refletir sobre algo que acontece todo dia, a qualquer hora (IMAGEM: Tribuna do Ceará)

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Assédio sexual inclui qualquer comportamento sexual indesejado, seja tocar ou até mesmo fazer comentários de conotação sexual. Muitas são as violências sofridas diariamente por uma mulher: comentários desnecessários, mão boba, encochamento e agressões verbais.

Cansadas de andar pelas ruas com medo do próximo “fiu fiu”, as mulheres do Tribuna do Ceará se reuniram para mostrar o quanto são absurdos os assobios, os olhares e as expressões sussurradas por desconhecidos.

Homens bem-arrumados, homens desarrumados, brancos, negros, avôs, pais, filhos ou netos. Não existe perfil para o assediador. A única coisa comum é a sensação de impotência da mulher. É como se sentir um nada.

Aqui, a ideia não é contar uma novidade. É refletir sobre algo que acontece todo dia, a qualquer hora. O que resta é tentar dar um basta.

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Toda mulher que tiver o corpo tocado por desconhecidos deve denunciar. Segundo a polícia, primeiro deve-se dar um grito de advertência para que as pessoas ao redor percebam o que está acontecendo e intercedam em favor dela.

Em seguida, a mulher deve se encaminhar diretamente à delegacia para processar o criminoso e fazer reconhecimento fotográfico ou visual. Após registrar o Boletim de Ocorrência, a vítima tem seis meses para fazer representação. É enviada notificação ao criminoso, que deve comparecer a um julgamento.

Apesar de o assédio ser costumeiro na atualidade, a Coordenadoria da Mulher do Estado do Ceará não tem nenhum levantamento sobre o assunto. “Não localizamos nenhum índice oficial ou realizado por institutos respaldados referentes a assédio no estado”, declarou a assessoria por meio de nota.

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