Casas noturnas do Dragão do Mar cogitam fechar caso problemas no entorno continuem

APELO

Casas noturnas do Dragão do Mar cogitam fechar caso problemas no entorno continuem

Proprietários do Órbita Bar e Buoni Amici’s reclamam de problemas no entorno do centro cultural, como ocupação irregular de ambulantes

Por Ana Clara Jovino em Cotidiano

1 de julho de 2016 às 16:37

Há 1 ano
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Ambulantes ocupam área do Dragão do Mar irregularmente (FOTO: Reprodução)

Ocupação irregular do espaço urbano, lixo e violência. Através do manifesto “Salvem o Dragão”, a Associação Dragões do Mar – dos proprietários dos estabelecimentos do entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura – critica o atual estado do complexo. O principal motivo para os empresários se juntarem para a declaração é a ocupação irregular do espaço público. Na última quarta-feira (29), eles se reuniram na Assembleia Legislativa para apresentar o manifesto ao Fórum do Turismo do Ceará.

“(…) com centenas de vendedores em caixotes e vans comercializando álcool e comida sem o menor critério de higiene ou segurança, vendendo bebida adulterada a menores e ocupando faixas de estacionamento e de passeio. O absurdo da situação nos deixa atônitos e dá tristeza pertencer hoje à essa área ingrata”, informa um trecho do manifesto.

Uma das reclamações dos proprietários dos estabelecimentos é que não são feitas exigências e fiscalizações dos vendedores ambulantes, enquanto seus estabelecimentos são fiscalizados frequentemente, cada vez com mais exigências e regras, segundo eles “absurdas”. De acordo com o manifesto, os empresários querem salvar aquela área, deixando-a limpa, organizada e mais segura, em vez de quererem privatizá-la.

A feira da rua José Avelino é uma das principais responsáveis pela decisão. A feira acontece de 19h das quartas-feiras até 7h as quintas-feiras e das 19h dos sábados até as 11h dos domingos. Os ônibus que transportam os feirantes ocupam as ruas próximas do entorno, causando congestionamento e impedindo a passagem dos carros que já estavam estacionados.

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A poluição é um dos problemas causados pelos ambulantes (FOTO: Reprodução)

Casas noturnas

A região do Dragão do Mar é conhecida pela intensa vida noturna. Entretanto todos os problemas estão afastando os clientes e deixando um ar de abandono no local. Os proprietários das casas noturnas disseram que, se a situação não mudar, é possível que as casas fechem.

Segundo Patrícia Cavalhedo, proprietária do Órbita Bar, o que ocorre é um tratamento desigual, pois os ambulantes vendem os mesmos produtos oferecidos nas casas sem pagar nenhum imposto, trazendo desorganização, sujeira, poluição visual e sonora. Além disso, os clientes que vão de carro correm o risco de sofrerem assaltos, pois os comerciantes informais se concentram na área iluminada e eles têm que estacionar em lugares propícios a ações violentas, pois são mais distantes e sem iluminação.

Segundo o proprietário do Buoni Amici’s, Célio Paiva, nunca houve controle urbano naquela área, mas com os ambulantes ocupando o espaço, está cada vez mais sujo e violento. “Ali é uma bomba relógio”. Há dois meses, o tradicional Samba do Amici’s, que acontecia aos sábados, passou a ser realizado nas sextas-feiras. “Meus clientes não conseguiam mais estacionar, então para não correr o risco de serem assaltados ou extorquidos por algum flanelinha, eu tive que mudar o dia”, explica Célio.

A assessoria do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informou que, na reunião, não esteve presente nenhum representante da instituição. Em nota, eles informam que a ocupação irregular e a insegurança são problemáticas de grandes centros urbanos e não são de competência direta do centro de arte e cultura, mas sim da Secretaria de Segurança Pública do Estado e da Prefeitura de Fortaleza.

A Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que quatro guardas municipais são fixos na área, fora os que fazem ronda por lá diariamente. Na próxima quarta-feira (6), será realizada uma nova reunião, desta vez com representantes dos órgãos responsáveis presentes para ser decidido o que será feito para resolver estes problemas no entorno do Dragão do Mar.

Já a Secretaria da Regional Centro informou que, no momento, não possui nenhum projeto de transferência da feira da Rua José Avelino. A secretaria  afirmou que continua realizando a operação de fiscalização que garante o cumprimento do acordo firmado com as lideranças da feira em 2013. É permitido que a feira ocupe a Rua José Avelino, Travessa Icó, Feirão do Viaduto e Governador Sampaio. A operação conta com fiscais e auxiliares de fiscalização da própria regional, além de ser apoiada pela Guarda Municipal, AMC, Corpo de Bombeiros, Etufor, SAMU, Detran e Polícia Militar.

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Proprietários do Órbita Bar e Buoni Amici’s reclamam de problemas no entorno do centro cultural, como ocupação irregular de ambulantes

Por Ana Clara Jovino em Cotidiano

1 de julho de 2016 às 16:37

Há 1 ano
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Ambulantes ocupam área do Dragão do Mar irregularmente (FOTO: Reprodução)

Ocupação irregular do espaço urbano, lixo e violência. Através do manifesto “Salvem o Dragão”, a Associação Dragões do Mar – dos proprietários dos estabelecimentos do entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura – critica o atual estado do complexo. O principal motivo para os empresários se juntarem para a declaração é a ocupação irregular do espaço público. Na última quarta-feira (29), eles se reuniram na Assembleia Legislativa para apresentar o manifesto ao Fórum do Turismo do Ceará.

“(…) com centenas de vendedores em caixotes e vans comercializando álcool e comida sem o menor critério de higiene ou segurança, vendendo bebida adulterada a menores e ocupando faixas de estacionamento e de passeio. O absurdo da situação nos deixa atônitos e dá tristeza pertencer hoje à essa área ingrata”, informa um trecho do manifesto.

Uma das reclamações dos proprietários dos estabelecimentos é que não são feitas exigências e fiscalizações dos vendedores ambulantes, enquanto seus estabelecimentos são fiscalizados frequentemente, cada vez com mais exigências e regras, segundo eles “absurdas”. De acordo com o manifesto, os empresários querem salvar aquela área, deixando-a limpa, organizada e mais segura, em vez de quererem privatizá-la.

A feira da rua José Avelino é uma das principais responsáveis pela decisão. A feira acontece de 19h das quartas-feiras até 7h as quintas-feiras e das 19h dos sábados até as 11h dos domingos. Os ônibus que transportam os feirantes ocupam as ruas próximas do entorno, causando congestionamento e impedindo a passagem dos carros que já estavam estacionados.

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A poluição é um dos problemas causados pelos ambulantes (FOTO: Reprodução)

Casas noturnas

A região do Dragão do Mar é conhecida pela intensa vida noturna. Entretanto todos os problemas estão afastando os clientes e deixando um ar de abandono no local. Os proprietários das casas noturnas disseram que, se a situação não mudar, é possível que as casas fechem.

Segundo Patrícia Cavalhedo, proprietária do Órbita Bar, o que ocorre é um tratamento desigual, pois os ambulantes vendem os mesmos produtos oferecidos nas casas sem pagar nenhum imposto, trazendo desorganização, sujeira, poluição visual e sonora. Além disso, os clientes que vão de carro correm o risco de sofrerem assaltos, pois os comerciantes informais se concentram na área iluminada e eles têm que estacionar em lugares propícios a ações violentas, pois são mais distantes e sem iluminação.

Segundo o proprietário do Buoni Amici’s, Célio Paiva, nunca houve controle urbano naquela área, mas com os ambulantes ocupando o espaço, está cada vez mais sujo e violento. “Ali é uma bomba relógio”. Há dois meses, o tradicional Samba do Amici’s, que acontecia aos sábados, passou a ser realizado nas sextas-feiras. “Meus clientes não conseguiam mais estacionar, então para não correr o risco de serem assaltados ou extorquidos por algum flanelinha, eu tive que mudar o dia”, explica Célio.

A assessoria do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informou que, na reunião, não esteve presente nenhum representante da instituição. Em nota, eles informam que a ocupação irregular e a insegurança são problemáticas de grandes centros urbanos e não são de competência direta do centro de arte e cultura, mas sim da Secretaria de Segurança Pública do Estado e da Prefeitura de Fortaleza.

A Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que quatro guardas municipais são fixos na área, fora os que fazem ronda por lá diariamente. Na próxima quarta-feira (6), será realizada uma nova reunião, desta vez com representantes dos órgãos responsáveis presentes para ser decidido o que será feito para resolver estes problemas no entorno do Dragão do Mar.

Já a Secretaria da Regional Centro informou que, no momento, não possui nenhum projeto de transferência da feira da Rua José Avelino. A secretaria  afirmou que continua realizando a operação de fiscalização que garante o cumprimento do acordo firmado com as lideranças da feira em 2013. É permitido que a feira ocupe a Rua José Avelino, Travessa Icó, Feirão do Viaduto e Governador Sampaio. A operação conta com fiscais e auxiliares de fiscalização da própria regional, além de ser apoiada pela Guarda Municipal, AMC, Corpo de Bombeiros, Etufor, SAMU, Detran e Polícia Militar.