Calor em Umirim preservou corpo de mulher que estava intacto após 1 ano enterrado


Calor em Umirim preservou corpo de mulher que estava intacto após 1 ano enterrado

O corpo da mulher estava intacto, inclusive com vestimentas e pulseira de hospital. Médico legista explica que preservação é natural

Por Roberta Tavares em Cotidiano

17 de outubro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Corpo de mulher foi encontrado intacto, mesmo após um ano de morte (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Corpo de mulher foi encontrado intacto, mesmo após cerca de um ano de morte (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O corpo da mulher encontrado intacto em Umirim, interior do Ceará, mesmo após cerca de um ano enterrado, foi preservado devido à alta temperatura no município, localizado a 110 quilômetros de Fortaleza.

De acordo com o médico legista Francisco Simão, diretor do Serviço de Verificação de Óbitos, em ambientes de temperaturas elevadas, o processo de desidratação é forte. Em Umirim, a temperatura média é de 35ºC. Em uma urna funerária, a temperatura sobe para 60ºC. “A pele e a gordura se unem, se fundem, e se depositam sobre os ossos, como se fosse uma plastificação”, explica.

A conservação do corpo chamou a atenção de moradores da cidade. A mulher, de 53 anos, estava internada em Hospital de Itapipoca, dias antes de falecer. A pulseira da unidade de saúde foi preservada.

Veja abaixo entrevista de Francisco Simão ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15646817″]

 

Segundo Simão, a ingestão de antibióticos antes da morte também retarda a decomposição. “Uma pessoa tem trilhões de bactérias. Quando falta oxigênio, elas se tornam cada vez mais poderosas e fazem o processo de destruição do corpo. Mas existem os fatores externos: por exemplo, uma pessoa que tomou grande quantidade de antibióticos destrói grande parte das bactérias que seriam responsáveis pela decomposição do corpo”.

Em 21 de outubro deste ano, completam-se 11 meses da morte da mulher. Ela teria sido retirada do túmulo para exumação dos restos mortais. O corpo da senhora teria ficado exposto no cemitério, atraindo curiosos ao local que, inclusive, registraram o fato em vídeos e em fotografias. 

Para o médico legista, o caso foi um verdadeiro crime, já que o cadáver deve ser preservado. Conforme disse, só existem duas situações em que o túmulo pode ser aberto: com determinação judicial, para que peritos examinem o corpo, ou quando são completados, pelo menos, quatro anos do óbito (para a exumação).

Foi errado retirar o corpo, foi errado o manuseio que foi feito. Uma ação como essa é crime. Foi um equívoco mandar fazer um trabalho em uma urna funerária que está há pouco tempo ali, um ano é pouco tempo dentro desse contexto”.

Sem mistério

Ele reafirma ainda que não há mistério no caso, não estando fora dos parâmetros normais. “É algo claro, não dá nenhuma contestação. Não tem nada anormal. As pessoas só precisam ter respeito e preservar o falecido”, conclui.

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Calor em Umirim preservou corpo de mulher que estava intacto após 1 ano enterrado

O corpo da mulher estava intacto, inclusive com vestimentas e pulseira de hospital. Médico legista explica que preservação é natural

Por Roberta Tavares em Cotidiano

17 de outubro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Corpo de mulher foi encontrado intacto, mesmo após um ano de morte (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Corpo de mulher foi encontrado intacto, mesmo após cerca de um ano de morte (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O corpo da mulher encontrado intacto em Umirim, interior do Ceará, mesmo após cerca de um ano enterrado, foi preservado devido à alta temperatura no município, localizado a 110 quilômetros de Fortaleza.

De acordo com o médico legista Francisco Simão, diretor do Serviço de Verificação de Óbitos, em ambientes de temperaturas elevadas, o processo de desidratação é forte. Em Umirim, a temperatura média é de 35ºC. Em uma urna funerária, a temperatura sobe para 60ºC. “A pele e a gordura se unem, se fundem, e se depositam sobre os ossos, como se fosse uma plastificação”, explica.

A conservação do corpo chamou a atenção de moradores da cidade. A mulher, de 53 anos, estava internada em Hospital de Itapipoca, dias antes de falecer. A pulseira da unidade de saúde foi preservada.

Veja abaixo entrevista de Francisco Simão ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT:

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15646817″]

 

Segundo Simão, a ingestão de antibióticos antes da morte também retarda a decomposição. “Uma pessoa tem trilhões de bactérias. Quando falta oxigênio, elas se tornam cada vez mais poderosas e fazem o processo de destruição do corpo. Mas existem os fatores externos: por exemplo, uma pessoa que tomou grande quantidade de antibióticos destrói grande parte das bactérias que seriam responsáveis pela decomposição do corpo”.

Em 21 de outubro deste ano, completam-se 11 meses da morte da mulher. Ela teria sido retirada do túmulo para exumação dos restos mortais. O corpo da senhora teria ficado exposto no cemitério, atraindo curiosos ao local que, inclusive, registraram o fato em vídeos e em fotografias. 

Para o médico legista, o caso foi um verdadeiro crime, já que o cadáver deve ser preservado. Conforme disse, só existem duas situações em que o túmulo pode ser aberto: com determinação judicial, para que peritos examinem o corpo, ou quando são completados, pelo menos, quatro anos do óbito (para a exumação).

Foi errado retirar o corpo, foi errado o manuseio que foi feito. Uma ação como essa é crime. Foi um equívoco mandar fazer um trabalho em uma urna funerária que está há pouco tempo ali, um ano é pouco tempo dentro desse contexto”.

Sem mistério

Ele reafirma ainda que não há mistério no caso, não estando fora dos parâmetros normais. “É algo claro, não dá nenhuma contestação. Não tem nada anormal. As pessoas só precisam ter respeito e preservar o falecido”, conclui.