Aprenda a fazer uma campanha de financiamento coletivo bem sucedida

Aprenda a fazer uma campanha de financiamento coletivo bem sucedida

Especialistas no assunto e pessoas que já alcançaram suas metas através do procedimento dão dicas de como organizar uma campanha

Por Rosana Romão em Cotidiano

13 de julho de 2015 às 06:00

Há 2 anos
Campanhas de financiamento coletivo é a aposta dos jovens empreendedores. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ SeNEMAU SP15)

Campanhas de financiamento coletivo é a aposta dos jovens empreendedores. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ SeNEMAU SP15)

O financiamento coletivo chegou ao Brasil através de sites de compras coletivas, que ultrapassaram a casa dos milhares em menos de seis meses de existência. Atualmente, pessoas que desejam desenvolver algum projeto como publicação de um livro, documentário ou mesmo para realizar uma boa ação, recorrem ao financiamento coletivo. Todavia, é comum ter dúvidas sobre como organizar uma campanha. Por onde começar?

De acordo com o advogado Vinícius Maximiliano Carneiro, autor do livro “Dinheiro na Multidão – Oportunidades X Burocracia no Crowdfunding Nacional”, uma característica comum a projetos bem sucedidos é a simplicidade com que a ideia do projeto é transmitida. Mas essa simplicidade não pode ser confundida com amadorismo.

“Ser simples, significa dizer claramente o que se pretende, quem vai fazer, como e quando. Por isso abuse da criatividade, pois as pessoas quando analisam um projeto, buscam aquilo que elas gostariam de fazer por si mesmas, mas o farão através da janela do seu projeto. Então seja simples, porém ousado”, aconselha.

Ter um cronograma claro, estruturado e organizado de todo o desenvolvimento do projeto é importante para manter o ritmo. Para dar mais confiança ao seu projeto, seja transparente com as informações. Os financiadores de projetos coletivos buscam proximidade, facilidade de contato e possibilidade de opiniões. Portanto, esteja preparado para interagir bastante com seus financiadores. Mantenha contato e agradeça a cada doador, de forma individual. As pessoas querem saber o que está acontecendo, as conquistas e evoluções dos números alcançados.

“As pessoas estão confiando em você, não interessa quanto doaram ou qual o tamanho do seu projeto. E confiança não se compra: se adquire e se agradece.” (Maximiliano Carneiro)

Mesmo que o projeto seja apenas uma ideia é indicado criar um protótipo de como seria o produto final – por mais amador que seja – assim o financiador vai perceber que está investindo em algo “palpável”. O produto deve ser criado para seus amigos e conhecido mas também para o público em geral que não o conhece. Por isso é importante pensar em cada detalhe, para pessoas que nunca viram você na vida e terão que acreditar e confiar no que está falando em um vídeo de três minutos, por exemplo.

O especialista no assunto, Vinícius Maximiliano indica planejar bem o valor especificado no financiamento. “O projeto e a arrecadação têm que ser suficientes para sua realização, não para tornar seu criador rico ou pagar as contas atrasadas dele. O cuidado precisa ser ainda maior quando falamos de campanhas parciais, ou seja, aquelas em que o idealizador, mesmo que não atinja o total pleiteado, vai levar as doações com ele’, conclui.

Experiência de quem já conseguiu

Após tentativas infrutíferas de prospectar o apoio de editoras e editais, as jornalistas Aline Moura e Bárbara Almeida decidiram pesquisar sobre financiamentos coletivos para criaram a própria campanha para publicar o livro “Auri, a anfitriã”, que conta histórias de detentas do Ceará. O livro, resultado de um trabalho de conclusão de curso, já tinha um público interessado, pois havia vencidos cinco prêmios. O desafio inicial era atrair apoiadores em tempo hábil.

Diariamente diluíam alguns aperitivos do livro nas redes sociais. A intenção era dar ritmo à campanha e excitar os seguidores e apoiadores em potencial. Ao fim, a dupla conseguiu ultrapassar a meta e o número de colaboradores para o projeto criar forma. Além disso, conseguiram atrair centenas de fãs para as redes sociais e a visibilidade cresceu a ponto de repercutir na imprensa.

“Foi uma experiência libertadora, no sentido de que nos provou que, apesar de sermos jovens autoras, também existem caminhos novos para tornar real os projetos a quem tanto nos dedicamos. Além disso, garantimos autonomia para cuidarmos de todos os processos e para preservar a obra tal qual idealizamos, sem cortes, ajustes ou adequações a padrões e modelos precedentes”, conclui Bárbara Almeida.

Publicidade

Dê sua opinião

Aprenda a fazer uma campanha de financiamento coletivo bem sucedida

Especialistas no assunto e pessoas que já alcançaram suas metas através do procedimento dão dicas de como organizar uma campanha

Por Rosana Romão em Cotidiano

13 de julho de 2015 às 06:00

Há 2 anos
Campanhas de financiamento coletivo é a aposta dos jovens empreendedores. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ SeNEMAU SP15)

Campanhas de financiamento coletivo é a aposta dos jovens empreendedores. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ SeNEMAU SP15)

O financiamento coletivo chegou ao Brasil através de sites de compras coletivas, que ultrapassaram a casa dos milhares em menos de seis meses de existência. Atualmente, pessoas que desejam desenvolver algum projeto como publicação de um livro, documentário ou mesmo para realizar uma boa ação, recorrem ao financiamento coletivo. Todavia, é comum ter dúvidas sobre como organizar uma campanha. Por onde começar?

De acordo com o advogado Vinícius Maximiliano Carneiro, autor do livro “Dinheiro na Multidão – Oportunidades X Burocracia no Crowdfunding Nacional”, uma característica comum a projetos bem sucedidos é a simplicidade com que a ideia do projeto é transmitida. Mas essa simplicidade não pode ser confundida com amadorismo.

“Ser simples, significa dizer claramente o que se pretende, quem vai fazer, como e quando. Por isso abuse da criatividade, pois as pessoas quando analisam um projeto, buscam aquilo que elas gostariam de fazer por si mesmas, mas o farão através da janela do seu projeto. Então seja simples, porém ousado”, aconselha.

Ter um cronograma claro, estruturado e organizado de todo o desenvolvimento do projeto é importante para manter o ritmo. Para dar mais confiança ao seu projeto, seja transparente com as informações. Os financiadores de projetos coletivos buscam proximidade, facilidade de contato e possibilidade de opiniões. Portanto, esteja preparado para interagir bastante com seus financiadores. Mantenha contato e agradeça a cada doador, de forma individual. As pessoas querem saber o que está acontecendo, as conquistas e evoluções dos números alcançados.

“As pessoas estão confiando em você, não interessa quanto doaram ou qual o tamanho do seu projeto. E confiança não se compra: se adquire e se agradece.” (Maximiliano Carneiro)

Mesmo que o projeto seja apenas uma ideia é indicado criar um protótipo de como seria o produto final – por mais amador que seja – assim o financiador vai perceber que está investindo em algo “palpável”. O produto deve ser criado para seus amigos e conhecido mas também para o público em geral que não o conhece. Por isso é importante pensar em cada detalhe, para pessoas que nunca viram você na vida e terão que acreditar e confiar no que está falando em um vídeo de três minutos, por exemplo.

O especialista no assunto, Vinícius Maximiliano indica planejar bem o valor especificado no financiamento. “O projeto e a arrecadação têm que ser suficientes para sua realização, não para tornar seu criador rico ou pagar as contas atrasadas dele. O cuidado precisa ser ainda maior quando falamos de campanhas parciais, ou seja, aquelas em que o idealizador, mesmo que não atinja o total pleiteado, vai levar as doações com ele’, conclui.

Experiência de quem já conseguiu

Após tentativas infrutíferas de prospectar o apoio de editoras e editais, as jornalistas Aline Moura e Bárbara Almeida decidiram pesquisar sobre financiamentos coletivos para criaram a própria campanha para publicar o livro “Auri, a anfitriã”, que conta histórias de detentas do Ceará. O livro, resultado de um trabalho de conclusão de curso, já tinha um público interessado, pois havia vencidos cinco prêmios. O desafio inicial era atrair apoiadores em tempo hábil.

Diariamente diluíam alguns aperitivos do livro nas redes sociais. A intenção era dar ritmo à campanha e excitar os seguidores e apoiadores em potencial. Ao fim, a dupla conseguiu ultrapassar a meta e o número de colaboradores para o projeto criar forma. Além disso, conseguiram atrair centenas de fãs para as redes sociais e a visibilidade cresceu a ponto de repercutir na imprensa.

“Foi uma experiência libertadora, no sentido de que nos provou que, apesar de sermos jovens autoras, também existem caminhos novos para tornar real os projetos a quem tanto nos dedicamos. Além disso, garantimos autonomia para cuidarmos de todos os processos e para preservar a obra tal qual idealizamos, sem cortes, ajustes ou adequações a padrões e modelos precedentes”, conclui Bárbara Almeida.