Apesar da boa quadra chuvosa, Ceará pode fechar 2018 com estiagem

SEM COMEMORAÇÃO

Apesar da boa quadra chuvosa, Ceará pode fechar 2018 com estiagem

Mesmo que após a quadra chuvosa ocorra uma queda significativa nas precipitações, ainda existe a possibilidade de chuvas durante o período. Estudo da Funceme mostra ainda que o fenômeno “El Niño” pode trazer novamente o temor pela seca em 2019.

Por jangadeiro em Cotidiano

13 de setembro de 2018 às 07:00

Há 3 meses
Chuvas em Fortaleza foram intensas no final de semana. (Foto: Vagner Chagas)

Estado registrou fortes chuvas no primeiro semestre. (Foto: Vagner Chagas)

As chuvas no segundo semestre do ano são abaixo do esperado, e o Ceará pode fechar 2018 com estiagem, de acordo com estudo da Funceme. Além disso, uma provável influência do fenômeno “El Niño” em 2019 traz, de novo, o temor da seca. As informações são da Jangadeiro FM.

O supervisor da unidade de tempo e clima da Funceme, Raul Fritz, diz que as chuvas no estado, durante o segundo semestre do ano, estão 16% abaixo da média histórica para o período. Mesmo que após a quadra chuvosa ocorra uma queda significativa nas precipitações, ainda existe a possibilidade de chuvas durante o período seco. A média do ano é de 800 milímetros.

“Neste ano, nós tivemos uma quadra chuvosa em torno da média melhor que no ano passado. Agora, na medida em que a gente considera um ano como um todo, a gente tem uma situação em que a quantidade de chuvas começou a diminuir e a porcentagem aumentou um pouco em relação a ficar abaixo da média”, disse Fritz.

A Funceme não pode afirmar ainda se 2018 termina com seca, assim como aconteceu nos últimos seis anos, apesar do mapa meteorológico do órgão apresentar essa previsão, mas o meteorologista acredita que as precipitações da segunda quinzena de dezembro, período da pré-estação chuvosa, possam contribuir para afastar a possibilidade estiagem.

“Essas chuvas concentram no primeiro semestre. Então, no segundo semestre a gente considera muito pouco chuvoso. As médias mensais, principalmente agora, são muito pequenas. São quase zero milímetros. Principalmente em dezembro é que se espera que possam acontecer as primeiras chuvas, especialmente na segunda quinzena do mês”, contou Raul Fritz.

O professor do departamento de Engenharia Agrícola da UFC, José Carlos Araújo, avalia que o Ceará encerrar o ano com classificação de estiagem não significa algo de tanto impacto negativo, já que o primeiro semestre teve chuvas dentro da média. Além disso, as precipitações no restante do ano não são significativas para o solo, açudes ou agropecuária.

“Para quem planta, é uma coisa, mas para quem está preocupado com os reservatórios, nos açudes, a questão é que mesmo que chova, a chuva do segundo semestre não é suficiente para gerar vazão nos rios e encher os açudes. Então não há preocupação com o segundo semestre, já que a gente tem certeza que serão secos”, disse o professor.

Ainda é cedo para se fazer prognósticos para 2019, mas de acordo com a funceme, o cenário que se vê hoje, é semelhante à 2015, auge da seca aqui no estado, com o fenômeno “El Niño” presente no monitoramento da fundação.

O “El Niño” é um fenômeno formado a partir do aquecimento das águas no oceano pacífico. Hoje, de acordo com o portal hidrológico do estado, os 155 açudes monitorados pela companhia dos recursos hídricos estão com média de catorze por cento.
91 reservatórios estão com nível inferior a 30%. O Castanhão, por exemplo, maior e principal reservatório cearense, está com 6,5% da capacidade. Ano passado, neste mesmo período, o seu volume era de pouco mais de 4%.

Confira a reportagem de Iury Costa para a Jangadeiro FM.

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Apesar da boa quadra chuvosa, Ceará pode fechar 2018 com estiagem

Mesmo que após a quadra chuvosa ocorra uma queda significativa nas precipitações, ainda existe a possibilidade de chuvas durante o período. Estudo da Funceme mostra ainda que o fenômeno “El Niño” pode trazer novamente o temor pela seca em 2019.

Por jangadeiro em Cotidiano

13 de setembro de 2018 às 07:00

Há 3 meses
Chuvas em Fortaleza foram intensas no final de semana. (Foto: Vagner Chagas)

Estado registrou fortes chuvas no primeiro semestre. (Foto: Vagner Chagas)

As chuvas no segundo semestre do ano são abaixo do esperado, e o Ceará pode fechar 2018 com estiagem, de acordo com estudo da Funceme. Além disso, uma provável influência do fenômeno “El Niño” em 2019 traz, de novo, o temor da seca. As informações são da Jangadeiro FM.

O supervisor da unidade de tempo e clima da Funceme, Raul Fritz, diz que as chuvas no estado, durante o segundo semestre do ano, estão 16% abaixo da média histórica para o período. Mesmo que após a quadra chuvosa ocorra uma queda significativa nas precipitações, ainda existe a possibilidade de chuvas durante o período seco. A média do ano é de 800 milímetros.

“Neste ano, nós tivemos uma quadra chuvosa em torno da média melhor que no ano passado. Agora, na medida em que a gente considera um ano como um todo, a gente tem uma situação em que a quantidade de chuvas começou a diminuir e a porcentagem aumentou um pouco em relação a ficar abaixo da média”, disse Fritz.

A Funceme não pode afirmar ainda se 2018 termina com seca, assim como aconteceu nos últimos seis anos, apesar do mapa meteorológico do órgão apresentar essa previsão, mas o meteorologista acredita que as precipitações da segunda quinzena de dezembro, período da pré-estação chuvosa, possam contribuir para afastar a possibilidade estiagem.

“Essas chuvas concentram no primeiro semestre. Então, no segundo semestre a gente considera muito pouco chuvoso. As médias mensais, principalmente agora, são muito pequenas. São quase zero milímetros. Principalmente em dezembro é que se espera que possam acontecer as primeiras chuvas, especialmente na segunda quinzena do mês”, contou Raul Fritz.

O professor do departamento de Engenharia Agrícola da UFC, José Carlos Araújo, avalia que o Ceará encerrar o ano com classificação de estiagem não significa algo de tanto impacto negativo, já que o primeiro semestre teve chuvas dentro da média. Além disso, as precipitações no restante do ano não são significativas para o solo, açudes ou agropecuária.

“Para quem planta, é uma coisa, mas para quem está preocupado com os reservatórios, nos açudes, a questão é que mesmo que chova, a chuva do segundo semestre não é suficiente para gerar vazão nos rios e encher os açudes. Então não há preocupação com o segundo semestre, já que a gente tem certeza que serão secos”, disse o professor.

Ainda é cedo para se fazer prognósticos para 2019, mas de acordo com a funceme, o cenário que se vê hoje, é semelhante à 2015, auge da seca aqui no estado, com o fenômeno “El Niño” presente no monitoramento da fundação.

O “El Niño” é um fenômeno formado a partir do aquecimento das águas no oceano pacífico. Hoje, de acordo com o portal hidrológico do estado, os 155 açudes monitorados pela companhia dos recursos hídricos estão com média de catorze por cento.
91 reservatórios estão com nível inferior a 30%. O Castanhão, por exemplo, maior e principal reservatório cearense, está com 6,5% da capacidade. Ano passado, neste mesmo período, o seu volume era de pouco mais de 4%.

Confira a reportagem de Iury Costa para a Jangadeiro FM.