AMC e Enel fazem "jogo de empurra" sobre responsabilidade por pane em semáforos após chuvas

E A SOLUÇÃO?

AMC e Enel fazem “jogo de empurra” sobre responsabilidade por pane em semáforos após chuvas

Para especialista, a solução para os curtos em semáforos é simples: bastaria uma melhor vedação nos componentes

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

10 de Janeiro de 2017 às 07:00

Há 11 meses

Os constantes problemas nos semáforos causam congestionamentos em Fortaleza (FOTO: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará)

Chuva é sinônimo de transtorno no trânsito? Sempre que chove, fortalezenses relatam problemas na operação de semáforos da capital, seja com sinal piscante ou mesmo completamente apagados.

O chefe do departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Paulo Praça, explica o que pode ser uma das origens do problema tão frequente no dia a dia do condutor fortalezense.

“Os semáforos têm partes eletrônicas dentro deles. Quando tem chuva, e realmente não precisar ser muita chuva, talvez se o semáforo não estiver bem vedado, a própria água entrando em contato com o circuito eletrônico pode causar dano ao equipamento. Então, como forma de proteção ele fica com o sinal piscante. Às vezes, o circuito muito vedado pode ser que fique uma temperatura elevada, comprometendo algum componente lá dentro. Às vezes é complicado porque você precisa de uma certa ventilação, por isso que em períodos chuvosos a vedação é importante”, esclarece.

Para Paulo Praça, as soluções, além de viáveis, não são tão complicadas de serem executadas. “O estudo, uma melhor colocação das partes eletrônicas dentro dos semáforos, ou até mesmo uma parte interna, alguma vedação para alguma parte específica do circuito. As soluções para essas partes de semáforos não são tão complexas, desde que dedique um certo tempo de estudo para essa melhoria”, acrescenta.

Procurada pela Tribuna Band News FM, a Autarquia Municipal de Trânsito justificou que os problemas na operação dos semáforos são gerados por falhas na rede elétrica. Por outro lado, a Enel, antiga Coelce, se defende que a responsabilidade pela correção compete à AMC, que é responsável pela organização do trânsito na Capital.

Ouça mais áudios da Tribuna Band News FM:

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E A SOLUÇÃO?

AMC e Enel fazem “jogo de empurra” sobre responsabilidade por pane em semáforos após chuvas

Para especialista, a solução para os curtos em semáforos é simples: bastaria uma melhor vedação nos componentes

Por Tribuna Bandnews FM em Cotidiano

10 de Janeiro de 2017 às 07:00

Há 11 meses

Os constantes problemas nos semáforos causam congestionamentos em Fortaleza (FOTO: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará)

Chuva é sinônimo de transtorno no trânsito? Sempre que chove, fortalezenses relatam problemas na operação de semáforos da capital, seja com sinal piscante ou mesmo completamente apagados.

O chefe do departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Paulo Praça, explica o que pode ser uma das origens do problema tão frequente no dia a dia do condutor fortalezense.

“Os semáforos têm partes eletrônicas dentro deles. Quando tem chuva, e realmente não precisar ser muita chuva, talvez se o semáforo não estiver bem vedado, a própria água entrando em contato com o circuito eletrônico pode causar dano ao equipamento. Então, como forma de proteção ele fica com o sinal piscante. Às vezes, o circuito muito vedado pode ser que fique uma temperatura elevada, comprometendo algum componente lá dentro. Às vezes é complicado porque você precisa de uma certa ventilação, por isso que em períodos chuvosos a vedação é importante”, esclarece.

Para Paulo Praça, as soluções, além de viáveis, não são tão complicadas de serem executadas. “O estudo, uma melhor colocação das partes eletrônicas dentro dos semáforos, ou até mesmo uma parte interna, alguma vedação para alguma parte específica do circuito. As soluções para essas partes de semáforos não são tão complexas, desde que dedique um certo tempo de estudo para essa melhoria”, acrescenta.

Procurada pela Tribuna Band News FM, a Autarquia Municipal de Trânsito justificou que os problemas na operação dos semáforos são gerados por falhas na rede elétrica. Por outro lado, a Enel, antiga Coelce, se defende que a responsabilidade pela correção compete à AMC, que é responsável pela organização do trânsito na Capital.

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