Advogado tem carro riscado por dono de pet shop após discussão sobre direito de estacionar
CONFUSÃO

Advogado tem carro riscado por dono de pet shop após discussão sobre direito de estacionar

O dono do pet shop confessou que riscou “público” no veículo, depois que o motorista reclamou que a calçada é pública, e não privada

Por Lucas Barbosa em Cotidiano

13 de junho de 2017 às 09:26

Há 3 meses

O dono do estabelecimento confessa ter riscado o carro, atribuindo o ato a destempero (FOTO: Reprodução Facebook)

Um advogado teve o carro arranhado e alega ter sido ameaçado após estacionar o veículo em frente a um pet shop localizado no Bairro Aldeota, em Fortaleza. O responsável foi o próprio dono do estabelecimento, que conta ter se sentido intimidado pelo advogado e o seu sócio. O caso ocorreu na manhã desta segunda-feira (12).

De acordo com o relato do advogado César Guedes, o sócio dele, Messias Samuel, foi advertido por funcionários do estabelecimento de que o estacionamento é privativo, no momento em que deixava o carro no local, por volta das 7h30min.

Messias, então, retrucou, afirmando que o estacionamento era público, uma vez que há um declive onde ficam os carros — ou seja, a calçada da via foi alterada. Segundo César, o pet shop costuma deixar cones para marcar o espaço como privativo — o que não garante a exclusividade, pela legislação municipal.

De acordo com Francisco Amorim Queiroz, dono do pet shop, o grande problema, na verdade, foi que o carro ter sido estacionado de forma que ocupou duas vagas.

Os advogados, então, deixaram o carro no local e foram ao escritório, localizado nas proximidades. Em seguida, partiram para uma audiência no Fórum Clóvis Beviláqua. Chegando lá, perceberam que o carro estava riscado com o dizer “Público” no capô. Na volta, foram tomar satisfação com o proprietário, momento em que a confusão se deu.

Francisco confessa ter riscado o carro do advogado, em um momento de “raiva” e “desespero”. “Eu assumo meu erro. Não teve nada demais. Não sei por que está tomando tamanha dimensão uma coisa tão insignificante”.

No momento em que os advogados foram tomar satisfação, conta, ele sentiu-se “intimidado” pelos homens que o cercavam. Assim, se viu obrigado a pegar um objeto qualquer para que “saíssem de perto”. “Ele perguntou se iríamos bater nele”, conta César, que diz ter esclarecido que não, que queria apenas “conversar”. Os ânimos se acalmaram e não chegou a haver agressão.

O pet shop costuma deixar cones para marcar o espaço como privativo — o que não garante a exclusividade, pela legislação municipal (FOTO: Reprodução Facebook)

O pet shop deixa cones para marcar o espaço como privativo — o que não garante esse direito (FOTO: Reprodução Facebook)

No entanto, César diz que Francisco ameaçou “quebrar o carro todo”. Além da ameaça com um macaco hidráulico, conforme o advogado, Francisco fez menção de porte de arma de fogo para intimidá-los.

Ainda nesta segunda-feira ele registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) sobre o caso. Eles haviam chamado a Polícia Militar, que informou não poder fazer nada, já que não foi registrado flagrante.

No procedimento, deverá ser solicitado imagens da câmera de vigilância. Segundo César, Francisco será intimado e prestará os esclarecimentos no próximo dia 12 de julho no 2º Distrito Policial (2º DP).

Francisco diz que também tomará medidas legais contra os advogados, processando-os por “difamação” e “injúria” por causa das postagens nas redes sociais.

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CONFUSÃO

Advogado tem carro riscado por dono de pet shop após discussão sobre direito de estacionar

O dono do pet shop confessou que riscou “público” no veículo, depois que o motorista reclamou que a calçada é pública, e não privada

Por Lucas Barbosa em Cotidiano

13 de junho de 2017 às 09:26

Há 3 meses

O dono do estabelecimento confessa ter riscado o carro, atribuindo o ato a destempero (FOTO: Reprodução Facebook)

Um advogado teve o carro arranhado e alega ter sido ameaçado após estacionar o veículo em frente a um pet shop localizado no Bairro Aldeota, em Fortaleza. O responsável foi o próprio dono do estabelecimento, que conta ter se sentido intimidado pelo advogado e o seu sócio. O caso ocorreu na manhã desta segunda-feira (12).

De acordo com o relato do advogado César Guedes, o sócio dele, Messias Samuel, foi advertido por funcionários do estabelecimento de que o estacionamento é privativo, no momento em que deixava o carro no local, por volta das 7h30min.

Messias, então, retrucou, afirmando que o estacionamento era público, uma vez que há um declive onde ficam os carros — ou seja, a calçada da via foi alterada. Segundo César, o pet shop costuma deixar cones para marcar o espaço como privativo — o que não garante a exclusividade, pela legislação municipal.

De acordo com Francisco Amorim Queiroz, dono do pet shop, o grande problema, na verdade, foi que o carro ter sido estacionado de forma que ocupou duas vagas.

Os advogados, então, deixaram o carro no local e foram ao escritório, localizado nas proximidades. Em seguida, partiram para uma audiência no Fórum Clóvis Beviláqua. Chegando lá, perceberam que o carro estava riscado com o dizer “Público” no capô. Na volta, foram tomar satisfação com o proprietário, momento em que a confusão se deu.

Francisco confessa ter riscado o carro do advogado, em um momento de “raiva” e “desespero”. “Eu assumo meu erro. Não teve nada demais. Não sei por que está tomando tamanha dimensão uma coisa tão insignificante”.

No momento em que os advogados foram tomar satisfação, conta, ele sentiu-se “intimidado” pelos homens que o cercavam. Assim, se viu obrigado a pegar um objeto qualquer para que “saíssem de perto”. “Ele perguntou se iríamos bater nele”, conta César, que diz ter esclarecido que não, que queria apenas “conversar”. Os ânimos se acalmaram e não chegou a haver agressão.

O pet shop costuma deixar cones para marcar o espaço como privativo — o que não garante a exclusividade, pela legislação municipal (FOTO: Reprodução Facebook)

O pet shop deixa cones para marcar o espaço como privativo — o que não garante esse direito (FOTO: Reprodução Facebook)

No entanto, César diz que Francisco ameaçou “quebrar o carro todo”. Além da ameaça com um macaco hidráulico, conforme o advogado, Francisco fez menção de porte de arma de fogo para intimidá-los.

Ainda nesta segunda-feira ele registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) sobre o caso. Eles haviam chamado a Polícia Militar, que informou não poder fazer nada, já que não foi registrado flagrante.

No procedimento, deverá ser solicitado imagens da câmera de vigilância. Segundo César, Francisco será intimado e prestará os esclarecimentos no próximo dia 12 de julho no 2º Distrito Policial (2º DP).

Francisco diz que também tomará medidas legais contra os advogados, processando-os por “difamação” e “injúria” por causa das postagens nas redes sociais.