Será este o 6º ano seguido de estiagem, recorde em um século no Ceará?
SECA SEM FIM

Será este o 6º ano seguido de estiagem, recorde em um século no Ceará?

A situação mais crítica é no Sertão Central, dos açudes da bacia do Banabuiú. O reservatório principal está com menos de 1%

Por Jangadeiro FM em Ceará

19 de maio de 2017 às 07:00

Há 2 meses

As precipitações estão escassas e o Ceará começa a entrar no 6º ano consecutivo de seca (FOTO: Tribuna do Ceará/Arquivo)

A menos de 15 dias para o fim da quadra chuvosa, a situação dos reservatórios ainda não é boa, e o abastecimento do cearense é incerto, mesmo com o aporte de mais de 1 bilhão de metros cúbicos de água, de janeiro até agora. As precipitações estão escassas e o Ceará começa a entrar no 6º ano consecutivo de seca.

Com as primeiras chuvas em janeiro, a esperança do cearense por um inverno regular voltou, mas isso foi diminuindo com o passar do tempo. Em fevereiro, início da quadra chuvosa, foram 32% de chuvas. Já em março, apenas 0,5%, e abril foi o primeiro mês negativo, com quase 40% de chuvas abaixo da média.

Essa irregularidade não foi boa para a média geral dos 153 açudes monitorados pela Cogerh, que hoje está em pouco mais de 12,5%.

O membro do comitê da bacia do Vale do Jaguaribe Luís Vicente acredita que nós já podemos considerar o 6º ano de estiagem, já que os reservatórios continuam em níveis alarmantes. O Castanhão, por exemplo, maior reservatório do estado, e que abastece Fortaleza e Região Metropolitana, continua com 6% da capacidade. 

Uma das piores situações encontradas é no Sertão Central, que reúne os açudes da bacia do Rio Banabuiú. O reservatório principal, e que leva o nome do rio, está com menos de 1%. Dos 19 açudes da bacia, 13 estão com menos de 5%. E nem as chuvas na região, e nem a água nos reservatórios, devem garantir uma boa produção aos agricultores da região. 

Em Quixadá, por exemplo, o açude Pedras Brancas tem pouco mais de 8%; e o centenário Cedro, apenas 2%. O diretor de políticas agrícolas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade, Sinval Lopes, diz que as perdas da safra de milho podem chegar a 15%, por conta da falta de água. Além disso, as sementes de mandioca nem chegaram a ser plantadas. 

Uma alternativa, aponta Sinval, é o produtor armazenar água. Mas com o período seco, e a alta evaporação, isso não é garantia de despreocupação. 

A quadra chuvosa não mudou muito a situação das cidades do interior do estado. De acordo com a Defesa Civil do Ceará, ainda são 93 municípios em situação de emergência por conta da seca. No entanto, desde janeiro houve uma redução de 23%. Antes de iniciar a quadra chuvosa, eram 137 cidades em emergência por conta da seca.

Saiba os detalhes na reportagem de Iury Costa, da Rede Jangadeiro FM:

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SECA SEM FIM

Será este o 6º ano seguido de estiagem, recorde em um século no Ceará?

A situação mais crítica é no Sertão Central, dos açudes da bacia do Banabuiú. O reservatório principal está com menos de 1%

Por Jangadeiro FM em Ceará

19 de maio de 2017 às 07:00

Há 2 meses

As precipitações estão escassas e o Ceará começa a entrar no 6º ano consecutivo de seca (FOTO: Tribuna do Ceará/Arquivo)

A menos de 15 dias para o fim da quadra chuvosa, a situação dos reservatórios ainda não é boa, e o abastecimento do cearense é incerto, mesmo com o aporte de mais de 1 bilhão de metros cúbicos de água, de janeiro até agora. As precipitações estão escassas e o Ceará começa a entrar no 6º ano consecutivo de seca.

Com as primeiras chuvas em janeiro, a esperança do cearense por um inverno regular voltou, mas isso foi diminuindo com o passar do tempo. Em fevereiro, início da quadra chuvosa, foram 32% de chuvas. Já em março, apenas 0,5%, e abril foi o primeiro mês negativo, com quase 40% de chuvas abaixo da média.

Essa irregularidade não foi boa para a média geral dos 153 açudes monitorados pela Cogerh, que hoje está em pouco mais de 12,5%.

O membro do comitê da bacia do Vale do Jaguaribe Luís Vicente acredita que nós já podemos considerar o 6º ano de estiagem, já que os reservatórios continuam em níveis alarmantes. O Castanhão, por exemplo, maior reservatório do estado, e que abastece Fortaleza e Região Metropolitana, continua com 6% da capacidade. 

Uma das piores situações encontradas é no Sertão Central, que reúne os açudes da bacia do Rio Banabuiú. O reservatório principal, e que leva o nome do rio, está com menos de 1%. Dos 19 açudes da bacia, 13 estão com menos de 5%. E nem as chuvas na região, e nem a água nos reservatórios, devem garantir uma boa produção aos agricultores da região. 

Em Quixadá, por exemplo, o açude Pedras Brancas tem pouco mais de 8%; e o centenário Cedro, apenas 2%. O diretor de políticas agrícolas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade, Sinval Lopes, diz que as perdas da safra de milho podem chegar a 15%, por conta da falta de água. Além disso, as sementes de mandioca nem chegaram a ser plantadas. 

Uma alternativa, aponta Sinval, é o produtor armazenar água. Mas com o período seco, e a alta evaporação, isso não é garantia de despreocupação. 

A quadra chuvosa não mudou muito a situação das cidades do interior do estado. De acordo com a Defesa Civil do Ceará, ainda são 93 municípios em situação de emergência por conta da seca. No entanto, desde janeiro houve uma redução de 23%. Antes de iniciar a quadra chuvosa, eram 137 cidades em emergência por conta da seca.

Saiba os detalhes na reportagem de Iury Costa, da Rede Jangadeiro FM: