Recarga de açudes ainda é insignificante, mas já muda a vida de muitos cearenses
ESPERANÇA

Recarga de açudes ainda é insignificante, mas já muda a vida de muitos cearenses

Nos maiores açudes, o crescimento ainda é pequeno, mas a água que cai nos reservatórios menores tem impacto significativo

Por Jangadeiro FM em Ceará

9 de março de 2017 às 05:30

Há 2 meses

O açude Caldeirões sangrou ainda no começo de fevereiro. (FOTO: Divulgação/ Governo do Estado)

A quadra chuvosa está ajudando no aporte, mesmo que tímido, de alguns reservatórios. Nos maiores açudes, como Castanhão e Orós, o crescimento ainda é pequeno, mas a água que cai nos reservatórios menores tem impacto significativo nas localidades. É o que mostra a reportagem da Jangadeiro FM.

“Graças a Deus em todos os distritos lá por perto, os açudes já estão todos cheios. As pessoas estão plantando bastante“, comemora a agricultora Doralice.

Sua alegria nobre se soma a diversas pessoas do interior, que viram os reservatórios receberem água novamente.

Em Saboeiro, na Região Centro-Sul do estado, o açude Caldeirões sangrou ainda no começo de fevereiro. No último fim de semana, o Maranguapinho, na Região Metropolitana, também sangrou. E para os próximos dias, a depender de como a quadra chuvosa se portar, dois novos reservatórios podem chegar à cota máxima.

Em Morada Nova, na Região Jaguaribana, o açude Curral Velho já está com 85% da capacidade. Já o Gavião, em Pacatuba, está com 87%. 

As chuvas da pré-estação chuvosa, somadas às precipitações dos meses de fevereiro e começo de março, conseguiram dar uma recarga de pouco mais de 200 milhões de metros cúbicos nos 153 açudes monitorados pela companhia, que passaram de 6% para 7% da capacidade.

O presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, diz que, esse aporte, de uma maneira geral, ainda é insignificante, e que mais chuvas precisam cair aqui no Ceará. Mas isoladamente, como é o caso dos açudes Caldeirões, Curral Velho, Maranguapinho e Gavião, esses resultados garantem abastecimento de cidades que antes sofriam com a estiagem.

“É uma situação ainda preocupante. Continuamos em alerta na maioria das bacias hidrográficas do estado do Ceará”, afirma.

Há dois meses, o açude Cedro, em Quixadá, no Sertão Central, era um dos reservatórios que estavam totalmente secos, o que ocasionou a morte de mais de 400 tartarugas. Mas um alento foi divulgado em um vídeo nas redes sociais neste fim de semana: o açude está com água após as primeiras chuvas na região em 2017.

No vídeo, é possível ouvir o agradecimento de um morador pela água no açude. “Olha aí gente, o Cedro voltando a pegar água. Graças a Deus. Obrigado Senhor”, diz.

Nos açudes que secaram ou que chegaram a baixos níveis durante a estiagem, muitos sedimentos e resíduos se acumularam. E esse assoreamento pode dificultar a infiltração e o acúmulo. João Lúcio Farias diz que prefere esperar as primeiras lâminas de água, para iniciar as limpezas nos açudes.

O meteorologista da Funceme, Raul Fritz, afirma que os fenômenos climáticos não devem influenciar fortes chuvas nas regiões desses açudes. No entanto, as chuvas isoladas na região do Cariri podem beneficiar reservatórios do Vale do Salgado e do Vale do Jaguaribe.

De acordo com o Portal Hidrológico do Ceará, os 153 reservatórios cearenses estão com quase 7% da capacidade. Desses, 131 açudes continuam com nível abaixo dos 30%, o que ainda preocupa a Cogerh. O açude Castanhão, que abastece Fortaleza e Região Metropolitana, está com pouco mais de 5%.

Saiba mais na reportagem de Iury Costa para a Jangadeiro FM:

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Recarga de açudes ainda é insignificante, mas já muda a vida de muitos cearenses

Nos maiores açudes, o crescimento ainda é pequeno, mas a água que cai nos reservatórios menores tem impacto significativo

Por Jangadeiro FM em Ceará

9 de março de 2017 às 05:30

Há 2 meses

O açude Caldeirões sangrou ainda no começo de fevereiro. (FOTO: Divulgação/ Governo do Estado)

A quadra chuvosa está ajudando no aporte, mesmo que tímido, de alguns reservatórios. Nos maiores açudes, como Castanhão e Orós, o crescimento ainda é pequeno, mas a água que cai nos reservatórios menores tem impacto significativo nas localidades. É o que mostra a reportagem da Jangadeiro FM.

“Graças a Deus em todos os distritos lá por perto, os açudes já estão todos cheios. As pessoas estão plantando bastante“, comemora a agricultora Doralice.

Sua alegria nobre se soma a diversas pessoas do interior, que viram os reservatórios receberem água novamente.

Em Saboeiro, na Região Centro-Sul do estado, o açude Caldeirões sangrou ainda no começo de fevereiro. No último fim de semana, o Maranguapinho, na Região Metropolitana, também sangrou. E para os próximos dias, a depender de como a quadra chuvosa se portar, dois novos reservatórios podem chegar à cota máxima.

Em Morada Nova, na Região Jaguaribana, o açude Curral Velho já está com 85% da capacidade. Já o Gavião, em Pacatuba, está com 87%. 

As chuvas da pré-estação chuvosa, somadas às precipitações dos meses de fevereiro e começo de março, conseguiram dar uma recarga de pouco mais de 200 milhões de metros cúbicos nos 153 açudes monitorados pela companhia, que passaram de 6% para 7% da capacidade.

O presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, diz que, esse aporte, de uma maneira geral, ainda é insignificante, e que mais chuvas precisam cair aqui no Ceará. Mas isoladamente, como é o caso dos açudes Caldeirões, Curral Velho, Maranguapinho e Gavião, esses resultados garantem abastecimento de cidades que antes sofriam com a estiagem.

“É uma situação ainda preocupante. Continuamos em alerta na maioria das bacias hidrográficas do estado do Ceará”, afirma.

Há dois meses, o açude Cedro, em Quixadá, no Sertão Central, era um dos reservatórios que estavam totalmente secos, o que ocasionou a morte de mais de 400 tartarugas. Mas um alento foi divulgado em um vídeo nas redes sociais neste fim de semana: o açude está com água após as primeiras chuvas na região em 2017.

No vídeo, é possível ouvir o agradecimento de um morador pela água no açude. “Olha aí gente, o Cedro voltando a pegar água. Graças a Deus. Obrigado Senhor”, diz.

Nos açudes que secaram ou que chegaram a baixos níveis durante a estiagem, muitos sedimentos e resíduos se acumularam. E esse assoreamento pode dificultar a infiltração e o acúmulo. João Lúcio Farias diz que prefere esperar as primeiras lâminas de água, para iniciar as limpezas nos açudes.

O meteorologista da Funceme, Raul Fritz, afirma que os fenômenos climáticos não devem influenciar fortes chuvas nas regiões desses açudes. No entanto, as chuvas isoladas na região do Cariri podem beneficiar reservatórios do Vale do Salgado e do Vale do Jaguaribe.

De acordo com o Portal Hidrológico do Ceará, os 153 reservatórios cearenses estão com quase 7% da capacidade. Desses, 131 açudes continuam com nível abaixo dos 30%, o que ainda preocupa a Cogerh. O açude Castanhão, que abastece Fortaleza e Região Metropolitana, está com pouco mais de 5%.

Saiba mais na reportagem de Iury Costa para a Jangadeiro FM: