Projeto trabalha no resgate de abelhas polinizadoras extintas da Caatinga

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Projeto trabalha no resgate de abelhas polinizadoras extintas da Caatinga

A finalidade do Projeto Resgate é montar um banco de espécies para reprodução e recuperação das abelhas. A iniciativa não tem fim lucrativo, ou seja, não tem o objetivo de extrair o mel para comercialização

Por Jangadeiro FM em Ceará

2 de julho de 2018 às 07:00

Há 3 meses
Abelha em referência a Projeto Resgate trabalha com preservação de abelhas extintas

As agressões ao meio ambiente causas da extinção de algumas espécies (FOTO: Freepik)

O projeto “Resgate” tem como objetivo trazer de volta abelhas polinizadores que foram extintas da Caatinga. As espécies Jandaíra e Canudo, ambas sem ferrão, estão desaparecendo das matas por conta de agressões, como uso de agrotóxicos e queimadas.

O projeto não tem fins lucrativos, e o maior ganhador é o meio ambiente. De acordo com o apicultor Narcélio Alves, a iniciativa funciona com resgates feitos na mata. No entanto, ele não vai até a natureza retirar a abelha e trazer para o meliponário, mas sim trabalhar no resgate.

“Daí surgiu a ideia. Eu até já comprei enxames de outros municípios e montei um banco de espécies, fazendo melhoramento genético”, afirma.

A finalidade do projeto é montar um banco de espécies para reprodução e recuperação. “Isso veio da ideia da abelha Apis. Eu crio a espécie há mais de 10 anos, mas ela não é muito dócil. Já a abelha nativa, sem ferrão, é sociável. A gente cria em casa e tem um papel fundamental no meio ambiente”. Vale lembrar que o projeto não tem o objetivo de extrair o mel para comercialização.

O apicultor ainda afirma que existem oito espécies de abelhas e algo em torno de 28 colônias. Todas são resgatadas na natureza, de algum lugar que será desmatado ou queimado. As abelhas sem ferrão são responsáveis pela polinização de 37% das plantas da Caatinga, do Pantanal e de manchas da Mata Atlântica, importantes ecossistemas brasileiros.

No entanto, segundo uma pesquisa da Empresa Brasileira de Agropecuária (Empraba) Meio-Norte, cerca de 1/3 das espécies dessas abelhas estão em risco no Brasil. O motivo é a degradação dos ecossistemas. Para mais informações sobre o Projeto Resgate, basta ligar no número (88) 996709349.

Confira reportagem de Fagner Leandro, da Rede Jangadeiro FM:

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PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Projeto trabalha no resgate de abelhas polinizadoras extintas da Caatinga

A finalidade do Projeto Resgate é montar um banco de espécies para reprodução e recuperação das abelhas. A iniciativa não tem fim lucrativo, ou seja, não tem o objetivo de extrair o mel para comercialização

Por Jangadeiro FM em Ceará

2 de julho de 2018 às 07:00

Há 3 meses
Abelha em referência a Projeto Resgate trabalha com preservação de abelhas extintas

As agressões ao meio ambiente causas da extinção de algumas espécies (FOTO: Freepik)

O projeto “Resgate” tem como objetivo trazer de volta abelhas polinizadores que foram extintas da Caatinga. As espécies Jandaíra e Canudo, ambas sem ferrão, estão desaparecendo das matas por conta de agressões, como uso de agrotóxicos e queimadas.

O projeto não tem fins lucrativos, e o maior ganhador é o meio ambiente. De acordo com o apicultor Narcélio Alves, a iniciativa funciona com resgates feitos na mata. No entanto, ele não vai até a natureza retirar a abelha e trazer para o meliponário, mas sim trabalhar no resgate.

“Daí surgiu a ideia. Eu até já comprei enxames de outros municípios e montei um banco de espécies, fazendo melhoramento genético”, afirma.

A finalidade do projeto é montar um banco de espécies para reprodução e recuperação. “Isso veio da ideia da abelha Apis. Eu crio a espécie há mais de 10 anos, mas ela não é muito dócil. Já a abelha nativa, sem ferrão, é sociável. A gente cria em casa e tem um papel fundamental no meio ambiente”. Vale lembrar que o projeto não tem o objetivo de extrair o mel para comercialização.

O apicultor ainda afirma que existem oito espécies de abelhas e algo em torno de 28 colônias. Todas são resgatadas na natureza, de algum lugar que será desmatado ou queimado. As abelhas sem ferrão são responsáveis pela polinização de 37% das plantas da Caatinga, do Pantanal e de manchas da Mata Atlântica, importantes ecossistemas brasileiros.

No entanto, segundo uma pesquisa da Empresa Brasileira de Agropecuária (Empraba) Meio-Norte, cerca de 1/3 das espécies dessas abelhas estão em risco no Brasil. O motivo é a degradação dos ecossistemas. Para mais informações sobre o Projeto Resgate, basta ligar no número (88) 996709349.

Confira reportagem de Fagner Leandro, da Rede Jangadeiro FM: