Pesquisadoras descobrem nova espécie de planta a partir de fóssil encontrado no Ceará

DESCOBERTA

Pesquisadoras descobrem nova espécie de planta a partir de fóssil encontrado no Ceará

As pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ecologia acreditam que essa planta tenha vivido no período cretáceo, há 110 milhões de anos

Por Tribuna Bandnews FM em Ceará

2 de outubro de 2018 às 07:51

Há 2 meses
Os fósseis revelam aos pesquisadores como era o lugar no passado (FOTO: Reprodução)

Os fósseis revelam aos pesquisadores como era o lugar no passado (FOTO: Reprodução)

A fauna do período cretáceo marcou o apogeu dos dinossauros. Foi quando a Terra começou a tomar a forma que conhecemos atualmente. Milhões de anos depois, pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Ceará descobriram uma nova espécie de planta a partir de um fóssil encontrado na bacia do Araripe, no sertão cearense.

As pesquisadoras acreditam que essa planta tenha vivido no período cretáceo, aproximadamente 110 milhões de anos atrás. As boas condições do fóssil permitiram que ele fosse estudado em detalhes, como explica a coordenadora do Laboratório de Sistemática e Ecologia Vegetal da UFC e orientadora da pesquisa, Iracema Loiola.

“É muito difícil encontrar porque as condições ambientais têm que estar perfeitas para que as partes dessa planta, a gente possa estudar. Esse caule é todo articulado, nascem folhas reduzidas, essas folhas eram triangulares”, disse a especialista, em entrevista à Tribuna Band News FM.

Os fósseis revelam aos pesquisadores como era o lugar no passado.

“A gente encontra muitos animais na bacia do Araripe. Isso significa que havia um rio. Hoje a gente não vê mais esse rio, mas como explicar que haviam esses peixes antigamente lá? Só poderia haver água, né? Através do registro fóssil”, explicou.

A pesquisadora explica que existe estudo dessa planta em outros lugares do mundo.

“Tem estudos com essa planta no Texas, na Inglaterra, e a gente vai comparando as estruturas encontradas nas plantas, nos diferentes ambientes, e também com as espécies de animais que vivem naquele local. A gente vai tentando montar em todo o mundo e assim a gente chega a algumas diferenças com relação ao tipo de ambiente que aquele indivíduo viveu naquela época”, contou.

A formação geológica é uma das principais unidades rochosas na bacia do araripe e é famosa por conter várias concreções fossilíferas.

Confira a reportagem de Daniella de Lavôr, para a Tribuna Band News FM.

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Pesquisadoras descobrem nova espécie de planta a partir de fóssil encontrado no Ceará

As pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ecologia acreditam que essa planta tenha vivido no período cretáceo, há 110 milhões de anos

Por Tribuna Bandnews FM em Ceará

2 de outubro de 2018 às 07:51

Há 2 meses
Os fósseis revelam aos pesquisadores como era o lugar no passado (FOTO: Reprodução)

Os fósseis revelam aos pesquisadores como era o lugar no passado (FOTO: Reprodução)

A fauna do período cretáceo marcou o apogeu dos dinossauros. Foi quando a Terra começou a tomar a forma que conhecemos atualmente. Milhões de anos depois, pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Ceará descobriram uma nova espécie de planta a partir de um fóssil encontrado na bacia do Araripe, no sertão cearense.

As pesquisadoras acreditam que essa planta tenha vivido no período cretáceo, aproximadamente 110 milhões de anos atrás. As boas condições do fóssil permitiram que ele fosse estudado em detalhes, como explica a coordenadora do Laboratório de Sistemática e Ecologia Vegetal da UFC e orientadora da pesquisa, Iracema Loiola.

“É muito difícil encontrar porque as condições ambientais têm que estar perfeitas para que as partes dessa planta, a gente possa estudar. Esse caule é todo articulado, nascem folhas reduzidas, essas folhas eram triangulares”, disse a especialista, em entrevista à Tribuna Band News FM.

Os fósseis revelam aos pesquisadores como era o lugar no passado.

“A gente encontra muitos animais na bacia do Araripe. Isso significa que havia um rio. Hoje a gente não vê mais esse rio, mas como explicar que haviam esses peixes antigamente lá? Só poderia haver água, né? Através do registro fóssil”, explicou.

A pesquisadora explica que existe estudo dessa planta em outros lugares do mundo.

“Tem estudos com essa planta no Texas, na Inglaterra, e a gente vai comparando as estruturas encontradas nas plantas, nos diferentes ambientes, e também com as espécies de animais que vivem naquele local. A gente vai tentando montar em todo o mundo e assim a gente chega a algumas diferenças com relação ao tipo de ambiente que aquele indivíduo viveu naquela época”, contou.

A formação geológica é uma das principais unidades rochosas na bacia do araripe e é famosa por conter várias concreções fossilíferas.

Confira a reportagem de Daniella de Lavôr, para a Tribuna Band News FM.