Pelo menos 184 paróquias cearenses promovem quermesses uma vez por ano
FESTEJOS

Pelo menos 184 paróquias cearenses promovem quermesses uma vez por ano

As quermesses foram perdendo o caráter religioso ao longo do tempo, por isso algumas começam a deixar de lado a venda de bebidas alcoólicas

Por Jangadeiro FM em Ceará

8 de abril de 2017 às 07:00

Há 3 meses
Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha (CE) (Foto: Divulgação Iphan)

Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha (CE) (Foto: Divulgação Iphan)

Pelo menos 184 paróquias cearenses realizam as quermesses durante o ano, em homenagem aos seus santos padroeiros, como a cidade de Iguatu (a 384,1 quilômetros de Fortaleza), que comemora os festejos de São José em março. Outras figuras religiosas no Estado, como Santa Luzia, Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio, também recebem as comemorações.

Nos últimos anos, o formato das festas tem sido modificado, principalmente em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. A reportagem é da Rede Jangadeiro FM.

Geralmente as quermesses são compostas por manifestações culturais e artísticas, barracas de sorteios, jogos com prêmios, parques de diversão e vendas de comidas típicas. Esse tipo de festividade é tradicional no país inteiro.

Marcelo Reginaldo é coordenador do ministério de música da igreja de Santa Luzia em Fortaleza e explica que a festa é um momento para celebrar o santo padroeiro da paróquia ou aniversário da igreja.

“Cada comunidade tem o seu santo padroeiro, um santo que as pessoas têm uma devoção. Há uma data como se fosse de aniversário desse santo, que a gente chama de festejos da padroeira pra gente celebrar, rever a vida que o santo teve, os seus passos aqui na terra e o que ela fez, qual foi o exemplo que esse santo deixou pra gente”, pontua Marcelo.

Um detalhe que poucos sabem é que a famosa Oktoberfest, conhecida como a “festa da cerveja”, realizada anualmente na cidade de Munique, na Alemanha, e que também é realizada aqui, no Brasil, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, começou como uma quermesse de igreja, realizada em ação de graças pela colheita.

Porém, Marcelo Reginaldo alerta que o festejo é divido em dois momentos, que devem alimentar não somente a vida social, mas principalmente a espiritual.

“O momento espiritual alimenta nossa espiritualidade, e o momento social, já fora da igreja, é o momento em que a comunidade congrega, partilha, ajuda até mesmo de forma financeira a igreja”, destaca o coordenador.

Venda de bebidas

As quermesses foram perdendo o caráter religioso ao longo do tempo. No final da Idade Média estavam sendo consideradas como “atentados aos bons costumes”, o que fez com que o rei da França Carlos V proibisse a realização dos eventos que durassem mais de um dia. No entanto, não demorou muito para que a ordem do rei fosse esquecida.

De acordo com Marcelo Reginaldo, as igrejas e principalmente a sua congregação têm mudado a tradição da festa, já que algumas vendiam bebidas alcoólicas e davam maior atenção aos encontros sociais, fora da igreja. Marcelo ressalta que sua igreja aboliu a venda de bebidas na quermesse, e vem priorizando o momento espiritual.

Confira a reportagem de João Ricart, da Rede Jangadeiro FM:

Publicidade

Dê sua opinião

FESTEJOS

Pelo menos 184 paróquias cearenses promovem quermesses uma vez por ano

As quermesses foram perdendo o caráter religioso ao longo do tempo, por isso algumas começam a deixar de lado a venda de bebidas alcoólicas

Por Jangadeiro FM em Ceará

8 de abril de 2017 às 07:00

Há 3 meses
Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha (CE) (Foto: Divulgação Iphan)

Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha (CE) (Foto: Divulgação Iphan)

Pelo menos 184 paróquias cearenses realizam as quermesses durante o ano, em homenagem aos seus santos padroeiros, como a cidade de Iguatu (a 384,1 quilômetros de Fortaleza), que comemora os festejos de São José em março. Outras figuras religiosas no Estado, como Santa Luzia, Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio, também recebem as comemorações.

Nos últimos anos, o formato das festas tem sido modificado, principalmente em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. A reportagem é da Rede Jangadeiro FM.

Geralmente as quermesses são compostas por manifestações culturais e artísticas, barracas de sorteios, jogos com prêmios, parques de diversão e vendas de comidas típicas. Esse tipo de festividade é tradicional no país inteiro.

Marcelo Reginaldo é coordenador do ministério de música da igreja de Santa Luzia em Fortaleza e explica que a festa é um momento para celebrar o santo padroeiro da paróquia ou aniversário da igreja.

“Cada comunidade tem o seu santo padroeiro, um santo que as pessoas têm uma devoção. Há uma data como se fosse de aniversário desse santo, que a gente chama de festejos da padroeira pra gente celebrar, rever a vida que o santo teve, os seus passos aqui na terra e o que ela fez, qual foi o exemplo que esse santo deixou pra gente”, pontua Marcelo.

Um detalhe que poucos sabem é que a famosa Oktoberfest, conhecida como a “festa da cerveja”, realizada anualmente na cidade de Munique, na Alemanha, e que também é realizada aqui, no Brasil, na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, começou como uma quermesse de igreja, realizada em ação de graças pela colheita.

Porém, Marcelo Reginaldo alerta que o festejo é divido em dois momentos, que devem alimentar não somente a vida social, mas principalmente a espiritual.

“O momento espiritual alimenta nossa espiritualidade, e o momento social, já fora da igreja, é o momento em que a comunidade congrega, partilha, ajuda até mesmo de forma financeira a igreja”, destaca o coordenador.

Venda de bebidas

As quermesses foram perdendo o caráter religioso ao longo do tempo. No final da Idade Média estavam sendo consideradas como “atentados aos bons costumes”, o que fez com que o rei da França Carlos V proibisse a realização dos eventos que durassem mais de um dia. No entanto, não demorou muito para que a ordem do rei fosse esquecida.

De acordo com Marcelo Reginaldo, as igrejas e principalmente a sua congregação têm mudado a tradição da festa, já que algumas vendiam bebidas alcoólicas e davam maior atenção aos encontros sociais, fora da igreja. Marcelo ressalta que sua igreja aboliu a venda de bebidas na quermesse, e vem priorizando o momento espiritual.

Confira a reportagem de João Ricart, da Rede Jangadeiro FM: