Nova Olinda, o “Parque dos Dinossauros” do Ceará

Local obrigatório para quem visita a região, o Geopark Araripe reúne nove sítios de estudo geológico e paleontológico e integra a Rede Mundial de Geoparques da Unesco

As férias estão chegando e nada melhor do que planejar. Para quem não deseja sair do Ceará, uma dica é conhecer Nova Olinda. Entrada da Chapada do Araripe, o município está localizado a 560 quilômetros de Fortaleza. Conhecida pela riqueza arqueológica, a cidade pertence à região Cariri e também faz divisa com Pernambuco, Piauí e Paraíba.

Em meio a beleza de seus recursos naturais, Nova Olinda introduz o visitante a um importante destino científico, já que a área é a maior reserva mundial de fósseis do período Cretáceo, espécies que viveram entre 65 e 135 milhões de anos atrás. Um autêntico parque dos dinossauros que atrai cientistas e visitantes do mundo todo.

Geopark Araripe

Local obrigatório para quem visita a região, o Geopark Araripe reúne nove sítios de estudo geológico e paleontológico e integra a Rede Mundial de Geoparques da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o primeiro das Américas. Num roteiro de dois dias o visitante pode se aprofundar nos estudos realizados ali a partir dos fósseis em meio à Floresta Nacional de Araripe. As visitas podem ser agendadas no site oficial da entidade.

Entre os objetivos do Geopark estão: proteger e conservar os sítios de maior relevância  geológica/paleontológica, territorialmente denominados geossítios;  proporcionar à população local e aos  visitantes  oportunidades  de  conhecer  e compreender  tanto  os  contextos  científicos  das  várias  eras  geológicas  (Pré-Cambriano, Paleozóico e Mesozóico), bem  como de outros enquadramentos  regionais  importantes, como o complexo cultural do Cariri e o ecossistema ambiental da região; possibilitar o conhecimento e a divulgação dos registros arqueológicos de povoamento ancestral da região.

Fundação Casa Grande

Outra parada obrigatória em Nova Olinda é a Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri. Criada há 21 anos, a organização não- governamental, cultural e filantrópica preserva a história do povo daquela região.

Atualmente a ONG trabalha na formação de jovens e crianças em oficinas culturais de arte e turismo (FOTO: Divulgação/Site Oficial)

Atualmente a ONG trabalha na formação de jovens e crianças em oficinas culturais de arte e turismo (FOTO: Divulgação/Site Oficial)

Sua criação se deu a partir da restauração da primeira Casa da Fazenda Tapera, hoje cidade de Nova Olinda, ponto de passagem da estrada das boiadas que ligava o Cariri ao sertão dos Inhamuns, no período da civilização do couro, final do século XVII.

Atualmente a ONG trabalha na formação de jovens e crianças em oficinas culturais de arte e turismo e também realiza estudos arqueológicos, históricos e mitológicos mantendo viva a memória do homem kariri.

Mestre Espedito Seleiro

Artista de expressão na tradição do artesanato em couro da região, este artista cearense é conhecido mundialmente pelos produtos exportados para várias regiões do Brasil e do mundo.

Mestre Espedito é reconhecido internacionalmente (FOTO: Mateus Uranos/Divulgação)

Mestre Espedito é reconhecido internacionalmente (FOTO: Mateus Uranos/Divulgação)

Mestre Espedito Seleiro possui um ateliê na Avenida Jeremias Pereira, em Nova Olinda. É considerado um dos maiores artistas do Ceará. Chaveiros, bolsas, sandálias, gibões e sapatos são produzidos diariamente na oficina que emprega grande parte da família do mestre.

Conheça um pouco da obra deste cearense:

Ponte de Pedra

Localizado no Sítio Olho D’água de Santa Bárbara, junto à CE-292 que liga Crato a Nova Olinda, a Ponte de Pedra impressiona por tratar-se de uma obra da natureza com diversas lendas, fazendo-lhe parte do universo místico que envolve a região.

A Ponte é um sítio marcante na paisagem, com bela vista panorâmica. É representado por uma formação rochosa natural que lembra uma ponte, pois cobre o vão de um riacho que só apresenta água em épocas de chuva. Delimita uma área entre a Chapada de Araripe, com sua floresta abundante e a cultura da coleta do pequi, e o Sertão, que pode ser avistado na descida. A ponte provavelmente serviu como trilha para as antigas populações, tanto para os índios como para os antigos vaqueiros que colonizaram a região.

Próximo à ponte, há vestígios arqueológicos das populações pré-históricas. São gravuras e pinturas rupestres, além de achados ocasionais de restos de cerâmica e de material lítico usado pelos antigos habitantes Kariri. É um dos lugares onde o passado geológico e da natureza pode ser estudado junto à história humana.

Com informações do Ministério do Turismo, Geopark Araripe e Fundação Casa  Grande

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