O que é mais estranho para as pessoas que se mudam para o Ceará? Perguntamos a elas

ORRA DIAXO!

O que é mais estranho para as pessoas que se mudam para o Ceará? Perguntamos a elas

Uma paulista, uma gaúcha e uma brasiliense comentam o que acharam de mais diferente e curioso nos costumes, gírias e comida do Ceará

Por Crisneive Silveira em Ceará

20 de novembro de 2018 às 07:15

Há 3 semanas

Requalificações na Praia de Iracema começam em 2018. (Foto: Falcão Jr. / Tribuna do Ceará)

Assim como em todo estado do Brasil, o Ceará tem costumes únicos, um linguajar diferenciado, uma comida própria, o humor característico… Quem vem de outros lugares para cá estranha muita coisa, mas também aprende que é essa cultura que fortifica as tradições do lugar onde escolheu para viver. O Tribuna do Ceará conversou com gente de vários lugares do país que foram acolhidos pela terrinha, para saber o que mais chama a atenção deles.

Maria Costa Peralta, gaúcha, no Ceará há 21 anos.

“Acho horrível o tal de sarrabulho. Nem consigo olhar. Aqui tem muita coisa engraçada. Já estou mais familiarizada, mas, no princípio, era a comida daqui que me estranhava, o sabor é muito diferente. Uma coisa que não usamos lá é a pimenta de cheiro, não me adaptei, não gosto. No começo, era difícil de entender, porque falam muito rápido. Mah, bora, macho, aqui é tu para todo lado. Baião de dois eu adoro, bem soltinho. Com nata, como fazem aqui, adoro”, disse a pintora de carro.

Débora Boni, paulista, no Ceará há 17 anos.

“A linguagem a gente tem que reaprender. O ‘rebolar no lixo’; ‘pronto’. Pronto é muito forte aqui. Tudo é pronto. Comida, baião de dois… Você acaba incorporando. Eu acho isso superlegal. No começo, só entendia o que a pessoa falava se eu estivesse olhando para ela. É uma outra língua. Porque o sotaque é muito forte e certas palavras só são usadas aqui. As pessoas falam rápido. Na questão da comida, em São Paulo não tinha costume de chupar caju. Cajá eu não conhecia. Na primeira vez, eu pensei: ‘Nossa, que coisa estranha’. Siriguela… Tem certas coisas que você passa a gostar e sente falta quando não tem. E acaba fazendo parte da sua vida. Graviola eu nunca tinha experimentado. Nunca tinha comido tapioca. A gente vê que aqui no Ceará tem muito mais hábito de tomar suco que o paulista. Não penso em voltar, tenho meus filhos aqui, minha vida”, disse a superintendente de responsabilidade social do Instituto do Câncer do Ceará (ICC).

Camilla Osório de Castro, brasiliense, no Ceará há 10 anos.

“Quando cheguei, o mais difícil para mim foi a questão do humor ácido do cearense. É uma coisa muito específica, de fazer piada com tudo, até com o que te incomoda. Quando cheguei aqui, não entendia isso. Foi difícil no começo, depois me acostumei. Sempre achei o sotaque muito bonito, tanto que fiz questão de me acostumar com o sotaque. As palavras que aqui. Você fala ‘rebolar no mato’… Se falar isso em Brasília, ninguém entende. Achava isso muito divertido. É algo que só quem mora aqui tem acesso. Também fiz questão de aprender rápido. E tudo aqui é com muito queijo, mas ao mesmo tempo a comida é muito gostosa porque tem muito queijo”, contou a professora de audiovisual e produtora cultural.

Tapioca, suco de cajá, rebolar no mato, humor ácido… O tempero da cultura cearense é variado, mas com tanta coisa boa, quem resiste a essa terra acolhedora e quente, não é mesmo?

Publicidade

Dê sua opinião

ORRA DIAXO!

O que é mais estranho para as pessoas que se mudam para o Ceará? Perguntamos a elas

Uma paulista, uma gaúcha e uma brasiliense comentam o que acharam de mais diferente e curioso nos costumes, gírias e comida do Ceará

Por Crisneive Silveira em Ceará

20 de novembro de 2018 às 07:15

Há 3 semanas

Requalificações na Praia de Iracema começam em 2018. (Foto: Falcão Jr. / Tribuna do Ceará)

Assim como em todo estado do Brasil, o Ceará tem costumes únicos, um linguajar diferenciado, uma comida própria, o humor característico… Quem vem de outros lugares para cá estranha muita coisa, mas também aprende que é essa cultura que fortifica as tradições do lugar onde escolheu para viver. O Tribuna do Ceará conversou com gente de vários lugares do país que foram acolhidos pela terrinha, para saber o que mais chama a atenção deles.

Maria Costa Peralta, gaúcha, no Ceará há 21 anos.

“Acho horrível o tal de sarrabulho. Nem consigo olhar. Aqui tem muita coisa engraçada. Já estou mais familiarizada, mas, no princípio, era a comida daqui que me estranhava, o sabor é muito diferente. Uma coisa que não usamos lá é a pimenta de cheiro, não me adaptei, não gosto. No começo, era difícil de entender, porque falam muito rápido. Mah, bora, macho, aqui é tu para todo lado. Baião de dois eu adoro, bem soltinho. Com nata, como fazem aqui, adoro”, disse a pintora de carro.

Débora Boni, paulista, no Ceará há 17 anos.

“A linguagem a gente tem que reaprender. O ‘rebolar no lixo’; ‘pronto’. Pronto é muito forte aqui. Tudo é pronto. Comida, baião de dois… Você acaba incorporando. Eu acho isso superlegal. No começo, só entendia o que a pessoa falava se eu estivesse olhando para ela. É uma outra língua. Porque o sotaque é muito forte e certas palavras só são usadas aqui. As pessoas falam rápido. Na questão da comida, em São Paulo não tinha costume de chupar caju. Cajá eu não conhecia. Na primeira vez, eu pensei: ‘Nossa, que coisa estranha’. Siriguela… Tem certas coisas que você passa a gostar e sente falta quando não tem. E acaba fazendo parte da sua vida. Graviola eu nunca tinha experimentado. Nunca tinha comido tapioca. A gente vê que aqui no Ceará tem muito mais hábito de tomar suco que o paulista. Não penso em voltar, tenho meus filhos aqui, minha vida”, disse a superintendente de responsabilidade social do Instituto do Câncer do Ceará (ICC).

Camilla Osório de Castro, brasiliense, no Ceará há 10 anos.

“Quando cheguei, o mais difícil para mim foi a questão do humor ácido do cearense. É uma coisa muito específica, de fazer piada com tudo, até com o que te incomoda. Quando cheguei aqui, não entendia isso. Foi difícil no começo, depois me acostumei. Sempre achei o sotaque muito bonito, tanto que fiz questão de me acostumar com o sotaque. As palavras que aqui. Você fala ‘rebolar no mato’… Se falar isso em Brasília, ninguém entende. Achava isso muito divertido. É algo que só quem mora aqui tem acesso. Também fiz questão de aprender rápido. E tudo aqui é com muito queijo, mas ao mesmo tempo a comida é muito gostosa porque tem muito queijo”, contou a professora de audiovisual e produtora cultural.

Tapioca, suco de cajá, rebolar no mato, humor ácido… O tempero da cultura cearense é variado, mas com tanta coisa boa, quem resiste a essa terra acolhedora e quente, não é mesmo?