Moradores visitam ruínas de comunidade que reapareceu com a seca do açude Orós

DE VOLTA À TONA

Moradores visitam ruínas de comunidade que reapareceu com a seca do açude Orós

Antigos moradores puderam voltar à antiga Conceição do Buraco, comunidade que foi inundada com o açude Orós

Por Jangadeiro FM em Ceará

14 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 4 meses

Mais de meio século depois, moradores da antiga comunidade de Conceição do Buraco voltaram às ruínas do local, que fica bem no meio do açude Orós, o segundo maior reservatório do Ceará. Com apenas 6% de água armazenada, é possível ver a antiga comunidade que foi inundada. A ação foi promovida por uma Escola de Livre de Artes da cidade. O repórter Iury Costa, da Jangadeiro FM, conta a história.

O açude Orós, originalmente, se chama Barragem Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Chegando aos 57 anos nesta quinta-feira (11), muita história que precedeu a criação do local emergiu. Com o baixo nível da água, podem ser vistos casa de farinha, residências e até uma igreja da antiga Conceição do Buraco. Ver o local fez dona Eva, de 88 anos, relembrar momentos importantes da vida dela.

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Com seca do Rio Orós, Moradores voltam às ruínas de antiga comunidade. (FOTO: William Ferreira)

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A comunidade de Conceição do Buraco foi invadida pela água. (FOTO: William Ferreira)

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Moradores visitaram ruínas como ação do projeto da Escola de Artes da cidade. (FOTO: William Ferreira)

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Após quase meio século, moradores recontam a história de Conceição do Buraco. (FOTO: William Ferreira)

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Foram vistas ruínas de casa de farinha, igreja e algumas residências. (FOTO: William Ferreira)

“Era animada a festa de dezembro, vinha tanta gente de fora, romeiro do Juazeiro. Era um lugar pequeno, parecia um triângulo… Uma rua do lado, outro do outro. Eu nasci, me batizei, me crismei e me casei… tudo naquela igreja”, comenta a antiga moradora do local.

O terreno baixo logo foi sinal de que ali poderia ser uma barragem. Daí, veio a chegada do açude Orós, construído em 1961. Diferente da obra do Castanhão, que teve planejamento da retirada das famílias para a Nova Jaguaribara, a maior parte dos moradores de Conceição do Buraco foi obrigada a sair às pressas por conta da inundação do reservatório sem aviso prévio.

“Na época, existia até uma discriminação porque eram vários engenheiros de fora e eles zombavam muito do homem do campo. Diziam: ‘Mas eu tô acostumado a fazer empreendimento maior do que um açudezinho’. Aí os moradores do vilarejo diziam: ‘Não, mas a água vai chegar aqui, eu conheço’. Tem relatos de pessoas que estavam dormindo pela tarde e a água começou a invadir as casas”, disse Edson Cândido, gestor cultural de Orós.

Os moradores da antiga Conceição do Buraco hoje vivem no distrito vizinho de Gassuncê, também em Orós. As indenizações recebidas foram bem abaixo do que as residências valiam, ainda de acordo com Edson Cândido.

Confira a reportagem de Iury Costa, da Jangadeiro FM:

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Moradores visitam ruínas de comunidade que reapareceu com a seca do açude Orós

Antigos moradores puderam voltar à antiga Conceição do Buraco, comunidade que foi inundada com o açude Orós

Por Jangadeiro FM em Ceará

14 de Janeiro de 2018 às 06:45

Há 4 meses

Mais de meio século depois, moradores da antiga comunidade de Conceição do Buraco voltaram às ruínas do local, que fica bem no meio do açude Orós, o segundo maior reservatório do Ceará. Com apenas 6% de água armazenada, é possível ver a antiga comunidade que foi inundada. A ação foi promovida por uma Escola de Livre de Artes da cidade. O repórter Iury Costa, da Jangadeiro FM, conta a história.

O açude Orós, originalmente, se chama Barragem Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Chegando aos 57 anos nesta quinta-feira (11), muita história que precedeu a criação do local emergiu. Com o baixo nível da água, podem ser vistos casa de farinha, residências e até uma igreja da antiga Conceição do Buraco. Ver o local fez dona Eva, de 88 anos, relembrar momentos importantes da vida dela.

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Com seca do Rio Orós, Moradores voltam às ruínas de antiga comunidade. (FOTO: William Ferreira)

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A comunidade de Conceição do Buraco foi invadida pela água. (FOTO: William Ferreira)

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Moradores visitaram ruínas como ação do projeto da Escola de Artes da cidade. (FOTO: William Ferreira)

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Após quase meio século, moradores recontam a história de Conceição do Buraco. (FOTO: William Ferreira)

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Foram vistas ruínas de casa de farinha, igreja e algumas residências. (FOTO: William Ferreira)

“Era animada a festa de dezembro, vinha tanta gente de fora, romeiro do Juazeiro. Era um lugar pequeno, parecia um triângulo… Uma rua do lado, outro do outro. Eu nasci, me batizei, me crismei e me casei… tudo naquela igreja”, comenta a antiga moradora do local.

O terreno baixo logo foi sinal de que ali poderia ser uma barragem. Daí, veio a chegada do açude Orós, construído em 1961. Diferente da obra do Castanhão, que teve planejamento da retirada das famílias para a Nova Jaguaribara, a maior parte dos moradores de Conceição do Buraco foi obrigada a sair às pressas por conta da inundação do reservatório sem aviso prévio.

“Na época, existia até uma discriminação porque eram vários engenheiros de fora e eles zombavam muito do homem do campo. Diziam: ‘Mas eu tô acostumado a fazer empreendimento maior do que um açudezinho’. Aí os moradores do vilarejo diziam: ‘Não, mas a água vai chegar aqui, eu conheço’. Tem relatos de pessoas que estavam dormindo pela tarde e a água começou a invadir as casas”, disse Edson Cândido, gestor cultural de Orós.

Os moradores da antiga Conceição do Buraco hoje vivem no distrito vizinho de Gassuncê, também em Orós. As indenizações recebidas foram bem abaixo do que as residências valiam, ainda de acordo com Edson Cândido.

Confira a reportagem de Iury Costa, da Jangadeiro FM: