Metade das estradas do Ceará são qualificadas como regulares, ruins ou péssimas

PRECARIEDADE

Metade das estradas do Ceará são qualificadas como regulares, ruins ou péssimas

De acordo com dados do Anuário CTN do Transporte, 52% das estradas do Ceará são qualificadas como regulares, ruins ou péssimas

Por Tribuna do Ceará em Ceará

17 de agosto de 2018 às 07:15

Há 3 meses
Rodovia em referência a Quase 60% das estradas do Ceará são qualificadas com irregulares, ruins ou péssimas

Em 2007, apenas 17% das rodovias eram avaliadas como ótimas ou boas (FOTO: Tribuna do Ceará)

De acordo com dados do anuário CNT do Transporte, divulgados pela Confederação Nacional de Transporte, mais de 2 mil quilômetros de rodovias federais foram avaliadas em condições irregulares, ruins ou péssimas.

Comparado a 2007, houve uma melhoria, quando 80% eram consideradas ruins ou péssimas. No mesmo ano, apenas 17% das rodovias eram avaliadas como ótimas ou boas.

O anuário levou em consideração alguns aspectos como qualidade da pavimentação, sinalização e geometria das vias. Pela classificação do pavimento, os dados mais atuais apontam que 47% da malha rodoviária no estado está ótima ou boa e 52% regular, ruim ou péssima.

Por outro lado, a extensão total de rodovias não pavimentadas teve redução de apenas 1,2% em 11 anos. No total, 1.400 rodovias federais do Ceará estão em melhores condições, o que equivale a 39%.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Heber Oliveira, falta uma gerência de pavimentação em todo o país, e o problema se agrava pela falta de planejamento em todas as etapas de infraestrutura viária, o que resulta em mais gastos de recursos públicos. “O Brasil não tem uma aplicabilidade racional que vem desde o projeto planejamento e execução”.

Em alguns estados do país, o Exército é responsável por tocar as obras de infraestrutura nas rodovias. Para Heber Oliveira, essa pode ser parte da solução para melhorar a qualidade das estradas. “Onde tem atuado o Exército, a gente percebe que a qualidade das obras tem sido de caráter técnico muito satisfatório”.

A qualidade das estradas impacta, também, nas atividades econômicas. De acordo com o presidente do Conselho de Infraestrutura da Fiec, Heitor Studart, os recursos investidos não acompanham a necessidade de melhorias e a situação da malha viária gera vários impactos. “Isso impacta em mais de 30% só no custo do frete”.

O departamento estadual de rodovias informou que, de 2015 a 2018, o Ceará investiu mais de R$ 2,8 bilhões na melhoria de mais de 3 mil quilômetros de rodovias em todas as regiões do estado. As ações contemplam obras de restauração, pavimentação e duplicação das estradas cearenses.

Confira reportagem de Jackson de Moura para Tribuna BandNews FM:

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Metade das estradas do Ceará são qualificadas como regulares, ruins ou péssimas

De acordo com dados do Anuário CTN do Transporte, 52% das estradas do Ceará são qualificadas como regulares, ruins ou péssimas

Por Tribuna do Ceará em Ceará

17 de agosto de 2018 às 07:15

Há 3 meses
Rodovia em referência a Quase 60% das estradas do Ceará são qualificadas com irregulares, ruins ou péssimas

Em 2007, apenas 17% das rodovias eram avaliadas como ótimas ou boas (FOTO: Tribuna do Ceará)

De acordo com dados do anuário CNT do Transporte, divulgados pela Confederação Nacional de Transporte, mais de 2 mil quilômetros de rodovias federais foram avaliadas em condições irregulares, ruins ou péssimas.

Comparado a 2007, houve uma melhoria, quando 80% eram consideradas ruins ou péssimas. No mesmo ano, apenas 17% das rodovias eram avaliadas como ótimas ou boas.

O anuário levou em consideração alguns aspectos como qualidade da pavimentação, sinalização e geometria das vias. Pela classificação do pavimento, os dados mais atuais apontam que 47% da malha rodoviária no estado está ótima ou boa e 52% regular, ruim ou péssima.

Por outro lado, a extensão total de rodovias não pavimentadas teve redução de apenas 1,2% em 11 anos. No total, 1.400 rodovias federais do Ceará estão em melhores condições, o que equivale a 39%.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Heber Oliveira, falta uma gerência de pavimentação em todo o país, e o problema se agrava pela falta de planejamento em todas as etapas de infraestrutura viária, o que resulta em mais gastos de recursos públicos. “O Brasil não tem uma aplicabilidade racional que vem desde o projeto planejamento e execução”.

Em alguns estados do país, o Exército é responsável por tocar as obras de infraestrutura nas rodovias. Para Heber Oliveira, essa pode ser parte da solução para melhorar a qualidade das estradas. “Onde tem atuado o Exército, a gente percebe que a qualidade das obras tem sido de caráter técnico muito satisfatório”.

A qualidade das estradas impacta, também, nas atividades econômicas. De acordo com o presidente do Conselho de Infraestrutura da Fiec, Heitor Studart, os recursos investidos não acompanham a necessidade de melhorias e a situação da malha viária gera vários impactos. “Isso impacta em mais de 30% só no custo do frete”.

O departamento estadual de rodovias informou que, de 2015 a 2018, o Ceará investiu mais de R$ 2,8 bilhões na melhoria de mais de 3 mil quilômetros de rodovias em todas as regiões do estado. As ações contemplam obras de restauração, pavimentação e duplicação das estradas cearenses.

Confira reportagem de Jackson de Moura para Tribuna BandNews FM: