Funceme explica o que motivou chuva de granizo em Parambu

CLIMA

Funceme explica o que motivou chuva de granizo em Parambu

A chuva foi registrada na madrugada desta quinta-feira e impressionou os moradores

Por Lucas Barbosa em Ceará

21 de dezembro de 2017 às 19:45

Há 7 meses

Granizo tomou conta do chão da localidade (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

A aglomeração de nuvens do tipo cumulonimbus, no chamado Sistema Convectivo de Mesoescala (SCM), está por trás da chuva de granizo que impressionou os moradores de Serra dos Lopes, distrito de Parambu, a 400 quilômetros de Fortaleza. A chuva foi registrada na madrugada desta quinta-feira (21).

O SCM se forma em virtude da atuação do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), sistema meteorológico típico da Pŕe-Estação Chuvosa, explica a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme).

É comum a formação de granizo em nuvens do tipo cumulonimbus, já que as temperaturas no topo delas chega a -60°C, afirma Raul Fritz, supervisor da Unidade de Tempo e Clima, da Fundação. No entanto, ao se precipitarem, a queda na temperatura faz com que a água saia do estado sólido para o líquido.

Em regiões mais altas, como no caso da Serra dos Lopes, distrito de Parambu, a distância entre as nuvens é menor, tornando possível a percepção do fenômeno natural.

“Primeiramente, as gotículas de água na nuvem vêm a formar cristais de gelo, no seu congelamento. Quando estes se tornam suficientemente grandes, começam a precipitar em direção à base da nuvem. Gotículas de água líquida super-resfriadas se agregam ao granizo em precipitação, aumentando o seu volume. Fortes correntes ascendentes de ar dentro da nuvem elevam esse granizo para partes mais altas, até que ele volte a cair. Nessa queda, mais gotículas super-resfriadas se juntam ao granizo aumentando ainda mais o seu volume e massa. Ocorre um momento em que o seu peso é suficiente para nada mais deter a sua queda e, então, acontece a chuva de granizo, que atinge a superfície se o granizo não derreter totalmente durante a queda”, afirma Fritz.

Além dos registros em Parambu, houve também relatos de formação de granizo em Nova Olinda, conforme a Funceme. O fenômeno não se traduz em precipitações de grande volume, no entanto. De acordo com a Funceme, choveu apenas 18 milímetros.

Veja vídeo que registra como ficou Serra dos Lopes após a chuva:

 

Publicidade

Dê sua opinião

CLIMA

Funceme explica o que motivou chuva de granizo em Parambu

A chuva foi registrada na madrugada desta quinta-feira e impressionou os moradores

Por Lucas Barbosa em Ceará

21 de dezembro de 2017 às 19:45

Há 7 meses

Granizo tomou conta do chão da localidade (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

A aglomeração de nuvens do tipo cumulonimbus, no chamado Sistema Convectivo de Mesoescala (SCM), está por trás da chuva de granizo que impressionou os moradores de Serra dos Lopes, distrito de Parambu, a 400 quilômetros de Fortaleza. A chuva foi registrada na madrugada desta quinta-feira (21).

O SCM se forma em virtude da atuação do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), sistema meteorológico típico da Pŕe-Estação Chuvosa, explica a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme).

É comum a formação de granizo em nuvens do tipo cumulonimbus, já que as temperaturas no topo delas chega a -60°C, afirma Raul Fritz, supervisor da Unidade de Tempo e Clima, da Fundação. No entanto, ao se precipitarem, a queda na temperatura faz com que a água saia do estado sólido para o líquido.

Em regiões mais altas, como no caso da Serra dos Lopes, distrito de Parambu, a distância entre as nuvens é menor, tornando possível a percepção do fenômeno natural.

“Primeiramente, as gotículas de água na nuvem vêm a formar cristais de gelo, no seu congelamento. Quando estes se tornam suficientemente grandes, começam a precipitar em direção à base da nuvem. Gotículas de água líquida super-resfriadas se agregam ao granizo em precipitação, aumentando o seu volume. Fortes correntes ascendentes de ar dentro da nuvem elevam esse granizo para partes mais altas, até que ele volte a cair. Nessa queda, mais gotículas super-resfriadas se juntam ao granizo aumentando ainda mais o seu volume e massa. Ocorre um momento em que o seu peso é suficiente para nada mais deter a sua queda e, então, acontece a chuva de granizo, que atinge a superfície se o granizo não derreter totalmente durante a queda”, afirma Fritz.

Além dos registros em Parambu, houve também relatos de formação de granizo em Nova Olinda, conforme a Funceme. O fenômeno não se traduz em precipitações de grande volume, no entanto. De acordo com a Funceme, choveu apenas 18 milímetros.

Veja vídeo que registra como ficou Serra dos Lopes após a chuva: