Especialistas investigam aparecimento de larvas em peixes do Rio Jaguaribe
MISTÉRIO

Especialistas investigam aparecimento de larvas em peixes do Rio Jaguaribe

Ainda não se sabe a origem dos parasitas que foram encontrados nos peixes curimatã pescados no Rio Jaguaribe

Por Lyvia Rocha em Ceará

31 de março de 2017 às 11:03

Há 7 meses
Os peixes foram encontrados com larvas (FOTO: Alex Santana/Iguatu.net)

Os peixes foram encontrados com larvas (FOTO: Alex Santana/Iguatu.net)

Alguns peixes da espécie curimatã foram encontrados por pescadores cearenses e, ao serem abertos, todos estavam com as larvas. O fato causou grande preocupação nas pessoas que recolheram os peixes nas águas do Rio Jaguaribe.

Rede Jangadeiro FM conversou com o orientador de célula no apoio ao desenvolvimento da apicultura continental e Marinha da Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), Ricardo Albuquerque, que esclareceu o fato. A causa pode estar relacionada ao baixo nível do reservatório.

“Como o açude está muito próximo da terra, é normal acontecer, porque os peixes já tem os parasitas, quando aparece algum parasita, bactérias, eles são monitorados durante a quarentena, revela.

Ainda não se sabe a origem destes parasitas que foram encontrados nos músculos dos peixes. A Seapa, juntamente com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos em Iguatu, está levando animais para análises laboratoriais para desvendar o mistério das larvas.

O secretário do Meio Ambiente de Iguatu, Fábio Bandeira, fala que a poluição no rio também pode ter relação com o acontecido. “O que se pode analisar friamente é a quantidade de lixo no rio, esgoto, e esse peixe pode ser contaminado”, afirma.

A engenheira de pesca da Universidade Federal do Ceará (UFC) Caroline Feitosa diz que o consumo dos peixes não faz mal ao ser humano, e que estes parasitas se hospedam nas espécies por um processo natural.

O Ceará vive atualmente a Piracema, período de defeso das espécies de peixes que vivem em água doce, por conta da reprodução, que ocorre todo ano no período de chuvas. Esse tempo de restrição de pesca serve para garantir ciclo de vida dos peixes e assegurar a renovação dos estoques pesqueiros para os anos seguintes.

Durante a Piracema, os pescadores e comerciantes são obrigados a declarar a Secretaria do Meio Ambiente os estoques de pescado. No período está proibida a captura dos animais com uso de redes e tarrafas, além de materiais perfurantes, como arpão, arbalete, fisga, bicheiro e lança.

Ouça a reportagem de Everton Lucas, da Rede Jangadeiro:

Publicidade

Dê sua opinião

MISTÉRIO

Especialistas investigam aparecimento de larvas em peixes do Rio Jaguaribe

Ainda não se sabe a origem dos parasitas que foram encontrados nos peixes curimatã pescados no Rio Jaguaribe

Por Lyvia Rocha em Ceará

31 de março de 2017 às 11:03

Há 7 meses
Os peixes foram encontrados com larvas (FOTO: Alex Santana/Iguatu.net)

Os peixes foram encontrados com larvas (FOTO: Alex Santana/Iguatu.net)

Alguns peixes da espécie curimatã foram encontrados por pescadores cearenses e, ao serem abertos, todos estavam com as larvas. O fato causou grande preocupação nas pessoas que recolheram os peixes nas águas do Rio Jaguaribe.

Rede Jangadeiro FM conversou com o orientador de célula no apoio ao desenvolvimento da apicultura continental e Marinha da Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), Ricardo Albuquerque, que esclareceu o fato. A causa pode estar relacionada ao baixo nível do reservatório.

“Como o açude está muito próximo da terra, é normal acontecer, porque os peixes já tem os parasitas, quando aparece algum parasita, bactérias, eles são monitorados durante a quarentena, revela.

Ainda não se sabe a origem destes parasitas que foram encontrados nos músculos dos peixes. A Seapa, juntamente com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos em Iguatu, está levando animais para análises laboratoriais para desvendar o mistério das larvas.

O secretário do Meio Ambiente de Iguatu, Fábio Bandeira, fala que a poluição no rio também pode ter relação com o acontecido. “O que se pode analisar friamente é a quantidade de lixo no rio, esgoto, e esse peixe pode ser contaminado”, afirma.

A engenheira de pesca da Universidade Federal do Ceará (UFC) Caroline Feitosa diz que o consumo dos peixes não faz mal ao ser humano, e que estes parasitas se hospedam nas espécies por um processo natural.

O Ceará vive atualmente a Piracema, período de defeso das espécies de peixes que vivem em água doce, por conta da reprodução, que ocorre todo ano no período de chuvas. Esse tempo de restrição de pesca serve para garantir ciclo de vida dos peixes e assegurar a renovação dos estoques pesqueiros para os anos seguintes.

Durante a Piracema, os pescadores e comerciantes são obrigados a declarar a Secretaria do Meio Ambiente os estoques de pescado. No período está proibida a captura dos animais com uso de redes e tarrafas, além de materiais perfurantes, como arpão, arbalete, fisga, bicheiro e lança.

Ouça a reportagem de Everton Lucas, da Rede Jangadeiro: