Cearense cria canudo de mamoeiro, após a possível proibição do plástico

BIODEGRADÁVEL

Empresa cearense cria canudo de mamoeiro, em meio à possível proibição do canudo de plástico

Um projeto de lei em tramitação quer proibir o fornecimento de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais

Por Tribuna do Ceará em Ceará

27 de junho de 2018 às 07:00

Há 5 meses
Canudos de plástico em referência a Em meio a polêmica, empresa cearense cria canudo feito de mamoeiro

O canudo biodegradável não deve absorver sabor de outros líquidos (FOTO: Freepick)

Em meio à tramitação do Projeto de Lei Ordinária nº366/18, que proíbe o fornecimento de canudos de plástico em estabelecimentos comerciais de Fortaleza, uma empresa cearense começa a produzir canudo biodegradável no Ceará.

A ideia da produção do canudo de mamoeiro vem em um momento que o uso do canudo de plástico é cada vez mais condenado aos danos ao meio ambiente.

Segundo a fundadora da empresa Muda Meu Mundo, responsável pela iniciativa, Priscila Veras, o biocanudo não é novidade. “Nossos agricultores já usavam para roubar mel. Eles colocavam o caule de mamoeiro de longe para chupar o mel e não encostar na abelha”.

Ainda segundo ela, o canudo não absorve sabor de outros líquidos e pode ser utilizado até cinco vezes. “Como a gente trabalha com um comércio justo, a gente tem que garantir que essa larga escala não afete a produção do agricultor e que continue recebendo o preço justo por esse produto”.

Projeto de Lei

O projeto de lei é de autoria do vereador cearense, Iraguassu Filho (PDT). Como alternativa, os estabelecimentos poderão fornecer canudos biodegradáveis, fabricados de material comestível ou reutilizável.

O descumprimento da lei acarretará em aplicação de multa entre R$ 1.965 a R$ 5.895, tomando como base a Unidade Fiscal de Referência do Estado do Ceará, instituído pela Secretaria da Fazenda.

A fiscalização ficará a cargo da Agência de Fiscalização Municipal (AGEFIS), com auxilio de Secretarias Municipais e demais órgãos públicos. Os valores arrecadados em multas, em casos de infrações, serão destinados ao Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente.

Estabelecimentos como hotéis, restaurantes, bares, padarias, clubes noturnos, salões de danças, eventos musicais de qualquer espécie, estádios de futebol, barracas de praia e comércio ambulante ficam proibidos de fornecer canudo de plástico aos clientes.

Na justificativa do projeto de lei, Iraguassu Filho destaca que no mundo inteiro cresce a preocupação das pessoas com o uso e descarte de materiais feitos de plástico, grande causador de impactos ambientais.

A reportagem é de Juliana Marques, da Tribuna BandNews FM:

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Empresa cearense cria canudo de mamoeiro, em meio à possível proibição do canudo de plástico

Um projeto de lei em tramitação quer proibir o fornecimento de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais

Por Tribuna do Ceará em Ceará

27 de junho de 2018 às 07:00

Há 5 meses
Canudos de plástico em referência a Em meio a polêmica, empresa cearense cria canudo feito de mamoeiro

O canudo biodegradável não deve absorver sabor de outros líquidos (FOTO: Freepick)

Em meio à tramitação do Projeto de Lei Ordinária nº366/18, que proíbe o fornecimento de canudos de plástico em estabelecimentos comerciais de Fortaleza, uma empresa cearense começa a produzir canudo biodegradável no Ceará.

A ideia da produção do canudo de mamoeiro vem em um momento que o uso do canudo de plástico é cada vez mais condenado aos danos ao meio ambiente.

Segundo a fundadora da empresa Muda Meu Mundo, responsável pela iniciativa, Priscila Veras, o biocanudo não é novidade. “Nossos agricultores já usavam para roubar mel. Eles colocavam o caule de mamoeiro de longe para chupar o mel e não encostar na abelha”.

Ainda segundo ela, o canudo não absorve sabor de outros líquidos e pode ser utilizado até cinco vezes. “Como a gente trabalha com um comércio justo, a gente tem que garantir que essa larga escala não afete a produção do agricultor e que continue recebendo o preço justo por esse produto”.

Projeto de Lei

O projeto de lei é de autoria do vereador cearense, Iraguassu Filho (PDT). Como alternativa, os estabelecimentos poderão fornecer canudos biodegradáveis, fabricados de material comestível ou reutilizável.

O descumprimento da lei acarretará em aplicação de multa entre R$ 1.965 a R$ 5.895, tomando como base a Unidade Fiscal de Referência do Estado do Ceará, instituído pela Secretaria da Fazenda.

A fiscalização ficará a cargo da Agência de Fiscalização Municipal (AGEFIS), com auxilio de Secretarias Municipais e demais órgãos públicos. Os valores arrecadados em multas, em casos de infrações, serão destinados ao Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente.

Estabelecimentos como hotéis, restaurantes, bares, padarias, clubes noturnos, salões de danças, eventos musicais de qualquer espécie, estádios de futebol, barracas de praia e comércio ambulante ficam proibidos de fornecer canudo de plástico aos clientes.

Na justificativa do projeto de lei, Iraguassu Filho destaca que no mundo inteiro cresce a preocupação das pessoas com o uso e descarte de materiais feitos de plástico, grande causador de impactos ambientais.

A reportagem é de Juliana Marques, da Tribuna BandNews FM: