Em 3 décadas, Ceará registrou chuvas acima da média somente em 9 anos

POUCAS CHUVAS

Em 3 décadas, Ceará registrou chuvas acima da média somente em 9 anos

Os anos mais críticos de seca no Estado no mesmo período foram 1993 e 1998. Ainda assim, estiagem de 2012 a 2017 é a maior

Por Jéssica Welma em Ceará

5 de junho de 2017 às 06:30

Há 6 meses
Açude Castanhão tem menos de 6% de água ao final de maio de 2017. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Açude Castanhão tem menos de 6% de água ao final da época das chuvas de 2017. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Desde 1986, o Ceará só registrou chuvas acima da média histórica em nove anos, o último deles em 2009, quando atingiu 15,13 bilhões de metros cúbicos (m³) de água, o segundo maior aporte da história. Neste ano, o Ceará chega ao sexto ano consecutivo de estiagem. Em relação aos últimos cinco anos de poucas chuvas, 2017 teve o melhor aporte, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado (SRH).

Apesar das expectativas de que o inverno fosse bom, as chuvas não foram suficientes para reabastecer os maiores açudes: Castanhão, Orós e Banabuiú, todos com menos de 10% de água. Com o final da quadra chuvosa de 2017, em que o Estado atinge apenas 1,39 bilhões de m³ de água, a população se preocupa com o abastecimento no segundo semestre, quando as chuvas reduzem drasticamente.

Aporte das chuvas desde 1986, segundo dados da SRH.

Ainda assim, o Ceará tem tradição de anos com chuvas abaixo da média histórica, 4,08 bilhões de m³, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos. Nos últimos 30 anos, desde quando a SRH registra os índices da quadra invernosa, houve período chuvoso acima da média apenas nos anos de 1986, 1988, 1989, 1996, 2003, 2004, 2008, 2009 e 2011.

A sequência de estiagem que começou em 2012, porém, é a mais longa da história, desde 1986. Os anos mais críticos nas três décadas foram 1993 e 1998, com 0,1% e 0,3% de aporte, respectivamente.

> Confira o especial Mares Secos

Para driblar os últimos anos de seca, o Governo do Estado tem investido na construção de adutoras, nas escavação de poços profundos e no abastecimento através de carros pipas, dentre outras ações. As obras de transposição das águas do Rio São Francisco, principal saída para garantir as águas no Ceará, não devem chegar ao Estado antes da próxima quadra chuvosa, em 2018. Antes, a previsão era de que as águas do rio chegassem até o final de 2017, após inúmeras mudanças de prazo.

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Em 3 décadas, Ceará registrou chuvas acima da média somente em 9 anos

Os anos mais críticos de seca no Estado no mesmo período foram 1993 e 1998. Ainda assim, estiagem de 2012 a 2017 é a maior

Por Jéssica Welma em Ceará

5 de junho de 2017 às 06:30

Há 6 meses
Açude Castanhão tem menos de 6% de água ao final de maio de 2017. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Açude Castanhão tem menos de 6% de água ao final da época das chuvas de 2017. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Desde 1986, o Ceará só registrou chuvas acima da média histórica em nove anos, o último deles em 2009, quando atingiu 15,13 bilhões de metros cúbicos (m³) de água, o segundo maior aporte da história. Neste ano, o Ceará chega ao sexto ano consecutivo de estiagem. Em relação aos últimos cinco anos de poucas chuvas, 2017 teve o melhor aporte, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado (SRH).

Apesar das expectativas de que o inverno fosse bom, as chuvas não foram suficientes para reabastecer os maiores açudes: Castanhão, Orós e Banabuiú, todos com menos de 10% de água. Com o final da quadra chuvosa de 2017, em que o Estado atinge apenas 1,39 bilhões de m³ de água, a população se preocupa com o abastecimento no segundo semestre, quando as chuvas reduzem drasticamente.

Aporte das chuvas desde 1986, segundo dados da SRH.

Ainda assim, o Ceará tem tradição de anos com chuvas abaixo da média histórica, 4,08 bilhões de m³, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos. Nos últimos 30 anos, desde quando a SRH registra os índices da quadra invernosa, houve período chuvoso acima da média apenas nos anos de 1986, 1988, 1989, 1996, 2003, 2004, 2008, 2009 e 2011.

A sequência de estiagem que começou em 2012, porém, é a mais longa da história, desde 1986. Os anos mais críticos nas três décadas foram 1993 e 1998, com 0,1% e 0,3% de aporte, respectivamente.

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Para driblar os últimos anos de seca, o Governo do Estado tem investido na construção de adutoras, nas escavação de poços profundos e no abastecimento através de carros pipas, dentre outras ações. As obras de transposição das águas do Rio São Francisco, principal saída para garantir as águas no Ceará, não devem chegar ao Estado antes da próxima quadra chuvosa, em 2018. Antes, a previsão era de que as águas do rio chegassem até o final de 2017, após inúmeras mudanças de prazo.