Dia da Caatinga: livro discute por que políticas hídricas não alteram situação do semiárido

MEIO AMBIENTE

Dia da Caatinga: livro discute por que políticas hídricas não alteram situação do semiárido

A caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro é também um dos mais ameaçados do País, principalmente em função da intensa degradação

Por Tribuna do Ceará em Ceará

28 de Abril de 2018 às 12:54

Há 6 meses
Dia Nacional da Caatinga é comemorado em 28 de abril. (Foto: Arquivo MMA. Serra da Capivara / Eraldo Peres)

Dia Nacional da Caatinga é comemorado em 28 de abril. (Foto: Arquivo MMA. Serra da Capivara / Eraldo Peres)

O Dia Nacional da Caatinga é celebrado anualmente em 28 de abril. A data foi criada com o intuito de não apenas homenagear esse bioma único, mas também sensibilizar agricultores, empresários, instituições, formuladores de políticas e legisladores para a urgência de ações em benefício da sua conservação.

A obra “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?” é um relato crítico e analítico da história de mais de 100 anos de políticas hídricas implementadas na região semiárida brasileira.

No trabalho, os autores buscam na história explicações para os fatores predominantes à tradicional inefetividade das ações de mitigação dos impactos do fenômeno. Também são apontados caminhos e traçam estratégias político-institucionais para promover a gestão sustentável da seca, no contexto de possíveis mudanças climáticas.

O livro foi escrito pelo meteorologista Humberto Alves Barbosa, doutor em Solo, Água e Ciências Ambientais, pela Universidade do Arizona, juntamente com a historiadora e jornalista Catarina de Oliveira Buriti, doutora em Recursos Naturais.

A partir de um amplo levantamento documental, associado a dados climáticos, meteorológicos e séries históricas temporais, os autores descrevem os vários eventos de seca ocorridos no período, relacionando-os com as ações políticas lançadas como capacidade de resposta governamental para atenuar as consequências do fenômeno climático sobre a população mais vulnerável.

A Caatinga abrange 13% do território nacional, correspondendo a cerca de 735.000 km², com população em torno de 27 milhões de habitantes. O bioma exclusivamente brasileiro é também um dos mais ameaçados do País, principalmente em função da intensa degradação provocada pelo desmatamento e pela expansão agropecuária, além da extração insustentável da lenha e da urbanização.

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Dia da Caatinga: livro discute por que políticas hídricas não alteram situação do semiárido

A caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro é também um dos mais ameaçados do País, principalmente em função da intensa degradação

Por Tribuna do Ceará em Ceará

28 de Abril de 2018 às 12:54

Há 6 meses
Dia Nacional da Caatinga é comemorado em 28 de abril. (Foto: Arquivo MMA. Serra da Capivara / Eraldo Peres)

Dia Nacional da Caatinga é comemorado em 28 de abril. (Foto: Arquivo MMA. Serra da Capivara / Eraldo Peres)

O Dia Nacional da Caatinga é celebrado anualmente em 28 de abril. A data foi criada com o intuito de não apenas homenagear esse bioma único, mas também sensibilizar agricultores, empresários, instituições, formuladores de políticas e legisladores para a urgência de ações em benefício da sua conservação.

A obra “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?” é um relato crítico e analítico da história de mais de 100 anos de políticas hídricas implementadas na região semiárida brasileira.

No trabalho, os autores buscam na história explicações para os fatores predominantes à tradicional inefetividade das ações de mitigação dos impactos do fenômeno. Também são apontados caminhos e traçam estratégias político-institucionais para promover a gestão sustentável da seca, no contexto de possíveis mudanças climáticas.

O livro foi escrito pelo meteorologista Humberto Alves Barbosa, doutor em Solo, Água e Ciências Ambientais, pela Universidade do Arizona, juntamente com a historiadora e jornalista Catarina de Oliveira Buriti, doutora em Recursos Naturais.

A partir de um amplo levantamento documental, associado a dados climáticos, meteorológicos e séries históricas temporais, os autores descrevem os vários eventos de seca ocorridos no período, relacionando-os com as ações políticas lançadas como capacidade de resposta governamental para atenuar as consequências do fenômeno climático sobre a população mais vulnerável.

A Caatinga abrange 13% do território nacional, correspondendo a cerca de 735.000 km², com população em torno de 27 milhões de habitantes. O bioma exclusivamente brasileiro é também um dos mais ameaçados do País, principalmente em função da intensa degradação provocada pelo desmatamento e pela expansão agropecuária, além da extração insustentável da lenha e da urbanização.