Cenário muda de forma impressionante no açude do Cedro em apenas 5 dias
ESPERANÇA

Cenário muda de forma impressionante no açude do Cedro em apenas 5 dias

O açude mais antigo do Brasil estava totalmente seco desde dezembro. Mas a profundidade não alcança meio metro

Por Ana Clara Jovino em Ceará

10 de março de 2017 às 07:00

Há 3 meses
Açude do Cedro no início do ano e depois da chuva do último domingo (5) (FOTOS: Paulla Pinheiro e Sérgio Cordeiro)

Açude do Cedro no início do ano e depois da chuva do último domingo (5) (FOTOS: Paulla Pinheiro e Sérgio Cordeiro)

Após a chuva do último domingo (5), maior do ano em Quixadá, o açude do Cedro, que antes estava totalmente seco, encheu um pouco. A situação atual do açude deu esperança e alegria aos moradores da região. Porém, a barragem continua com volume zero.

O açude está assim desde o início de dezembro de 2016, mas bem antes de ficar totalmente seco, ele já não abastece mais a população de Quixadá. No fim do ano passado, outra má notícia: mais de 400 tartarugas foram encontradas mortas.

O açude do Cedro é um dos menores do Ceará e é administrado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Foi construído entre 1890 e 1906, por determinação de Dom Pedro II, e é o primeiro açude público a ser construído no Brasil.

Segundo Paulo Ferreira, gerente da bacia que o açude faz parte, a Bacia do Banabuiú, a chuva não encheu o açude o suficiente, e a profundidade não chega nem a meio metro. “Essa chuva só serviu para a água cobrir a terra, praticamente”.

A situação está assim desde 2009, quando parou de abastecer a população de Quixadá. Atualmente, o açude que abastece Quixadá é o Pedras Brancas, que fica localizado na localidade de Tapuiará.

Ainda de acordo com Paulo Ferreira, a última vez que o Cedro sangrou foi em 1975. “Sangrou pela primeira vez em 1924, depois em 1925, 1974 e a última vez foi em 1975”, esclarece.

Mas não é só o Cedro que está nessa situação, apesar das chuvas, a maioria dos açudes do Ceará não atingem ainda nem 10% da sua capacidade. O Castanhão, o maior, opera com 5,23% da capacidade; o Orós tem 10,12% da capacidade; e o Banabuiú – terceiro maior do Ceará, tem apenas 0,59%.

Veja o vídeo de quando o Cedro começou a acumular água:

 

 

 

Publicidade

Dê sua opinião

ESPERANÇA

Cenário muda de forma impressionante no açude do Cedro em apenas 5 dias

O açude mais antigo do Brasil estava totalmente seco desde dezembro. Mas a profundidade não alcança meio metro

Por Ana Clara Jovino em Ceará

10 de março de 2017 às 07:00

Há 3 meses
Açude do Cedro no início do ano e depois da chuva do último domingo (5) (FOTOS: Paulla Pinheiro e Sérgio Cordeiro)

Açude do Cedro no início do ano e depois da chuva do último domingo (5) (FOTOS: Paulla Pinheiro e Sérgio Cordeiro)

Após a chuva do último domingo (5), maior do ano em Quixadá, o açude do Cedro, que antes estava totalmente seco, encheu um pouco. A situação atual do açude deu esperança e alegria aos moradores da região. Porém, a barragem continua com volume zero.

O açude está assim desde o início de dezembro de 2016, mas bem antes de ficar totalmente seco, ele já não abastece mais a população de Quixadá. No fim do ano passado, outra má notícia: mais de 400 tartarugas foram encontradas mortas.

O açude do Cedro é um dos menores do Ceará e é administrado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Foi construído entre 1890 e 1906, por determinação de Dom Pedro II, e é o primeiro açude público a ser construído no Brasil.

Segundo Paulo Ferreira, gerente da bacia que o açude faz parte, a Bacia do Banabuiú, a chuva não encheu o açude o suficiente, e a profundidade não chega nem a meio metro. “Essa chuva só serviu para a água cobrir a terra, praticamente”.

A situação está assim desde 2009, quando parou de abastecer a população de Quixadá. Atualmente, o açude que abastece Quixadá é o Pedras Brancas, que fica localizado na localidade de Tapuiará.

Ainda de acordo com Paulo Ferreira, a última vez que o Cedro sangrou foi em 1975. “Sangrou pela primeira vez em 1924, depois em 1925, 1974 e a última vez foi em 1975”, esclarece.

Mas não é só o Cedro que está nessa situação, apesar das chuvas, a maioria dos açudes do Ceará não atingem ainda nem 10% da sua capacidade. O Castanhão, o maior, opera com 5,23% da capacidade; o Orós tem 10,12% da capacidade; e o Banabuiú – terceiro maior do Ceará, tem apenas 0,59%.

Veja o vídeo de quando o Cedro começou a acumular água: