Cedro é a 1ª cidade a receber projeto que combate focos de Aedes Aegypti

AEDES EM FOCO

Cedro é a 1ª cidade a receber projeto que combate focos de Aedes Aegypti

A cidade foi a primeira escolhida para receber o piloto do projeto, que tem como objetivo se espalhar por todas as cidades do estado

Por Tribuna do Ceará em Ceará

1 de dezembro de 2018 às 06:45

Há 2 semanas
A cidade foi escolhida para receber o piloto do projeto Aedes em Foco (FOTO: Alysson Lopes/ Prefeitura de Cedro)

A cidade foi escolhida para receber o piloto do projeto Aedes em Foco (FOTO: Alysson Lopes/ Prefeitura de Cedro)

O aplicativo Aedes em Foco, feito através do Laboratório de Mídias Educacionais (LME) em parceria com o núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Ceará (UFC), busca envolver toda a sociedade no combate ao mosquito transmissor de diversas doenças como Chikungunya e Dengue. Diante da epidemia que o Ceará passou no ano de 2017 com vários casos espalhados pelo estado, houve a necessidade de ampliar o aplicativo.

Foi aí que surgiu o Projeto Aedes em Foco. De acordo com o coordenador do projeto, Henrique Pequeno, a ideia foi apresentada e aceita pelo governo após eles visualizarem a necessidade de unir esforços para ampliar a interação da sociedade diante do combate.

“Esse projeto é muito mais do que essa questão especifica do aplicativo, são estratégias de articulação de toda sociedade, de tornar o cidadão comum protagonista desse processo”.

A cidade de Cedro foi escolhida para possui o piloto do projeto que visa o combate aos mosquito da dengue. “A intenção é levar a proposta para todo o estado do Ceará”.

Na cidade, o grupo desenvolveu uma plataforma para os agentes de endemias locais. “Eles tem um aplicativo específico para trabalhar, para que nas visitas as casas eles utilizem e a prefeitura tenha mais agilidade diante dos focos”.

Segundo Henrique, a prefeitura ganha mais domínio na posse de dados em menos tempo. “Há uma série de ações que estão sendo postas em campo com a Prefeitura de Cedro e a sociedade para que possamos realmente ter um novo modelo, uma nova forma de atuação”.

Os agentes de endemias estão sendo acompanhados através de treinamentos iniciais. “Temos feito um acompanhamento remoto e presencial com visitas programadas na cidade”.

Cerca de 9 mil imóveis da cidade de Cedro já estão mapeados. “Temos dados e essas visitas estão sendo consolidadas em um banco”. Com as visitas, é possível elaborar relatórios que auxiliem o poder público na gestão da problemática dos mosquitos.

Os agentes recebem formações sobre o Aedes em Foco (FOTO: Divulgação)

“A prefeitura adquiriu os equipamentos que são utilizados pelos agentes. Esse processo oferece um encurtamento do tempo para disponibilização do dado do gestor abreviando o tempo em até 15 dias”, afirma.

De acordo com o prefeito de Cedro, Nilson Diniz, o objetivo é criar um mecanismo de eficiência que tenha mais agilidade. “Objetivo de dá mais eficiência ao nosso trabalho”.

Para ele, é um trabalho em conjunto. “A população ajuda mandando, através do aplicativo, onde os focos do mosquito estão presentes para dá mais agilidade ao nosso trabalho”. O prefeito ainda comenta que no último Levantamento de Índice Amostral das Casas (LIA), realizado a cada sete semanas, o índice de infestação na cidade  estava com 0,32%.

Para o projeto, todos os agentes de endemias receberam dispositivos da prefeitura para utilizar o aplicativo durante as visitas. “As visitas acontecem de 30 dias, então isso já seria quase 5 ciclos do mosquito, com a indicação no aplicativo é mais fácil combatê-lo”. A escolha de Cedro para sediar o projeto foi por sua semelhança com outros municípios cearenses. “Ele é semelhante a maioria deles. Você pode replicar em mais de 100 municípios no Ceará”.

O projeto piloto está acontecendo na cidade em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Além de toda organização de dados, o aplicativo também proporciona momentos lúdicos, através do aplicativo “Aedes em Foco – O Jogo”. 

o aplicativo oferece também mapas e uma lista de hospitais, UPAs e demais locais de
atendimento médico para a população em caso de doenças, como dengue, zika, chikungunya e
febre amarela

 

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AEDES EM FOCO

Cedro é a 1ª cidade a receber projeto que combate focos de Aedes Aegypti

A cidade foi a primeira escolhida para receber o piloto do projeto, que tem como objetivo se espalhar por todas as cidades do estado

Por Tribuna do Ceará em Ceará

1 de dezembro de 2018 às 06:45

Há 2 semanas
A cidade foi escolhida para receber o piloto do projeto Aedes em Foco (FOTO: Alysson Lopes/ Prefeitura de Cedro)

A cidade foi escolhida para receber o piloto do projeto Aedes em Foco (FOTO: Alysson Lopes/ Prefeitura de Cedro)

O aplicativo Aedes em Foco, feito através do Laboratório de Mídias Educacionais (LME) em parceria com o núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Ceará (UFC), busca envolver toda a sociedade no combate ao mosquito transmissor de diversas doenças como Chikungunya e Dengue. Diante da epidemia que o Ceará passou no ano de 2017 com vários casos espalhados pelo estado, houve a necessidade de ampliar o aplicativo.

Foi aí que surgiu o Projeto Aedes em Foco. De acordo com o coordenador do projeto, Henrique Pequeno, a ideia foi apresentada e aceita pelo governo após eles visualizarem a necessidade de unir esforços para ampliar a interação da sociedade diante do combate.

“Esse projeto é muito mais do que essa questão especifica do aplicativo, são estratégias de articulação de toda sociedade, de tornar o cidadão comum protagonista desse processo”.

A cidade de Cedro foi escolhida para possui o piloto do projeto que visa o combate aos mosquito da dengue. “A intenção é levar a proposta para todo o estado do Ceará”.

Na cidade, o grupo desenvolveu uma plataforma para os agentes de endemias locais. “Eles tem um aplicativo específico para trabalhar, para que nas visitas as casas eles utilizem e a prefeitura tenha mais agilidade diante dos focos”.

Segundo Henrique, a prefeitura ganha mais domínio na posse de dados em menos tempo. “Há uma série de ações que estão sendo postas em campo com a Prefeitura de Cedro e a sociedade para que possamos realmente ter um novo modelo, uma nova forma de atuação”.

Os agentes de endemias estão sendo acompanhados através de treinamentos iniciais. “Temos feito um acompanhamento remoto e presencial com visitas programadas na cidade”.

Cerca de 9 mil imóveis da cidade de Cedro já estão mapeados. “Temos dados e essas visitas estão sendo consolidadas em um banco”. Com as visitas, é possível elaborar relatórios que auxiliem o poder público na gestão da problemática dos mosquitos.

Os agentes recebem formações sobre o Aedes em Foco (FOTO: Divulgação)

“A prefeitura adquiriu os equipamentos que são utilizados pelos agentes. Esse processo oferece um encurtamento do tempo para disponibilização do dado do gestor abreviando o tempo em até 15 dias”, afirma.

De acordo com o prefeito de Cedro, Nilson Diniz, o objetivo é criar um mecanismo de eficiência que tenha mais agilidade. “Objetivo de dá mais eficiência ao nosso trabalho”.

Para ele, é um trabalho em conjunto. “A população ajuda mandando, através do aplicativo, onde os focos do mosquito estão presentes para dá mais agilidade ao nosso trabalho”. O prefeito ainda comenta que no último Levantamento de Índice Amostral das Casas (LIA), realizado a cada sete semanas, o índice de infestação na cidade  estava com 0,32%.

Para o projeto, todos os agentes de endemias receberam dispositivos da prefeitura para utilizar o aplicativo durante as visitas. “As visitas acontecem de 30 dias, então isso já seria quase 5 ciclos do mosquito, com a indicação no aplicativo é mais fácil combatê-lo”. A escolha de Cedro para sediar o projeto foi por sua semelhança com outros municípios cearenses. “Ele é semelhante a maioria deles. Você pode replicar em mais de 100 municípios no Ceará”.

O projeto piloto está acontecendo na cidade em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Além de toda organização de dados, o aplicativo também proporciona momentos lúdicos, através do aplicativo “Aedes em Foco – O Jogo”. 

o aplicativo oferece também mapas e uma lista de hospitais, UPAs e demais locais de
atendimento médico para a população em caso de doenças, como dengue, zika, chikungunya e
febre amarela