Açude Orós atinge volume abaixo de 10% e deve suspender envio de água para Castanhão
CRISE HÍDRICA

Açude Orós atinge volume abaixo de 10% e deve suspender envio de água para Castanhão

A crise hídrica no Ceará ganha novo contorno, já que o Castanhão é responsável pelo abastecimento de Fortaleza

Por Lyvia Rocha em Ceará

8 de março de 2017 às 09:30

Há 2 meses
O Orós está com o volume abaixo de 10% (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

O Orós está com o volume abaixo de 10% (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

O Orós, segundo maior açude o Ceará, está com volume de apenas 9,87% nesse início de quadra chuvosa, uma situação crítica. Com isso pode suspender o abastecimento  ao açude Castanhão, o maior do Estado, responsável pelo abastecimento de Fortaleza, Região Metropolitana e Vale do Jaguaribe.

A decisão acontecerá na próxima quinta-feira (9), em Limoeiro do Norte, na reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas do Ceará. Lá, irão se reunir para saber qual será o destino do Orós e consequentemente do Açude Castanhão e o abastecimento para a Capital e a RMF.

O Castanhão está com o volume de 5,28% e o Banabuiú, terceiro maior do Ceará, com apenas 0,59%, situações consideradas críticas pela companhia.

O volume do Orós está abaixo de 10% (FOTO: Reprodução)

O volume do Orós está abaixo de 10% (FOTO: Reprodução)

De acordo com o Portal Hidrológico, mesmo com as chuvas do início do ano, os reservatórios estão apenas com o nível médio de capacidade. Com essa suspensão, o Orós agora deve acumular mais recargas de águas ao longo da quadra chuvosa deste ano.

Há dois meses, o açude Cedro estava totalmente seco e com mais de 400 tartarugas mortas. Mas neste fim de semana o açude passou a ter água após as primeiras chuvas na região em 2017.

Os açudes Maranguapinho, no município de Maranguape, e o açude Caldeirões, em Saboeiro, já sangraram e estão operando com volume total de armazenamento hídrico.

Veja o histórico dos últimos anos do Orós:

2011:
Cota: 198.34 mm
Ganho: 1.166.8 mm
Sangria: 1.06 m

2012:
Cota: 198.33 mm
Perca: 490,4 mm no ano

2013:
Cota: 193.39 mm
Perca: 675,1 mm no ano

2014:
Cota: 193.01
Perca: 543,34 mm no ano

2015:
Cota: 189.79
Perca: 592,7 mm no ano

2016:
Cota: 185.97 mm
Perca: 168,6 mm no ano

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CRISE HÍDRICA

Açude Orós atinge volume abaixo de 10% e deve suspender envio de água para Castanhão

A crise hídrica no Ceará ganha novo contorno, já que o Castanhão é responsável pelo abastecimento de Fortaleza

Por Lyvia Rocha em Ceará

8 de março de 2017 às 09:30

Há 2 meses
O Orós está com o volume abaixo de 10% (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

O Orós está com o volume abaixo de 10% (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

O Orós, segundo maior açude o Ceará, está com volume de apenas 9,87% nesse início de quadra chuvosa, uma situação crítica. Com isso pode suspender o abastecimento  ao açude Castanhão, o maior do Estado, responsável pelo abastecimento de Fortaleza, Região Metropolitana e Vale do Jaguaribe.

A decisão acontecerá na próxima quinta-feira (9), em Limoeiro do Norte, na reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas do Ceará. Lá, irão se reunir para saber qual será o destino do Orós e consequentemente do Açude Castanhão e o abastecimento para a Capital e a RMF.

O Castanhão está com o volume de 5,28% e o Banabuiú, terceiro maior do Ceará, com apenas 0,59%, situações consideradas críticas pela companhia.

O volume do Orós está abaixo de 10% (FOTO: Reprodução)

O volume do Orós está abaixo de 10% (FOTO: Reprodução)

De acordo com o Portal Hidrológico, mesmo com as chuvas do início do ano, os reservatórios estão apenas com o nível médio de capacidade. Com essa suspensão, o Orós agora deve acumular mais recargas de águas ao longo da quadra chuvosa deste ano.

Há dois meses, o açude Cedro estava totalmente seco e com mais de 400 tartarugas mortas. Mas neste fim de semana o açude passou a ter água após as primeiras chuvas na região em 2017.

Os açudes Maranguapinho, no município de Maranguape, e o açude Caldeirões, em Saboeiro, já sangraram e estão operando com volume total de armazenamento hídrico.

Veja o histórico dos últimos anos do Orós:

2011:
Cota: 198.34 mm
Ganho: 1.166.8 mm
Sangria: 1.06 m

2012:
Cota: 198.33 mm
Perca: 490,4 mm no ano

2013:
Cota: 193.39 mm
Perca: 675,1 mm no ano

2014:
Cota: 193.01
Perca: 543,34 mm no ano

2015:
Cota: 189.79
Perca: 592,7 mm no ano

2016:
Cota: 185.97 mm
Perca: 168,6 mm no ano