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Apaixonado por futebol coleciona álbuns de figurinhas desde a Copa de 94

Matheus Siebra coleciona álbuns desde 94 (FOTO: Arquivo pessoal)
Matheus Siebra coleciona álbuns desde 94 (FOTO: Arquivo pessoal)

Com 6 anos, o primeiro álbum foi de dinossauros. Com incentivo e ajuda do pai, o servidor público Matheus Siebra também começou a cultivar a paixão por colecionar álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Todo esse amor nasceu em 1994, no tetracampeonato da Seleção Brasileira, e segue até hoje, em busca do hexa da equipe verde e amarela.

O Mundial conquistado pelo Brasil também foi a primeira conquista do garoto que tinha apenas a missão de colar as figurinhas, pois quem ficava com a responsabilidade das trocas era o seu pai. “A primeira (de 1994) meu pai colecionou praticamente sozinho, pois eu ainda era muito novo. A única coisa que eu fazia era colar no álbum as figurinhas que ele comprava ou trocava”, afirma.

Apesar da dedicação e paixão pelo hobby, nem sempre foi fácil completar os álbuns. “Antigamente era mais difícil colecionar, pois não era algo tão popular quanto é hoje. Agora, onde eu vou eu vejo gente trocando figurinhas. Até no shopping! Lembro de já ter rodado a cidade todinha com meu pai, na Copa de 2002, atrás de duas figurinhas que estavam faltando. E só as achamos no Centro, depois de muita luta”, comenta.

Mas nem isso impediu que eles deixassem de colecionar e preencher todos os seis álbuns das Copas passadas. “O único que tive problemas pra colecionar foi o álbum de 2006. Só consegui achar as últimas figurinhas algum tempo depois da Copa. Os demais foram todos colecionados antes mesmo da Copa começar”, diz.

Apesar da coleção ser apenas de quatro em quatro anos, o amor pelo futebol é diário. “Acompanho futebol diariamente. Copa do Mundo então, nem se fala. Aquele momento que você reúne familiares e amigos pra assistir aos jogos. É muito bom! Estou contando os dias”, confessa.

Investimento financeiro

Para conseguir completar um álbum de figurinhas em 2018 o valor pode chegar até R$1 mil. O valor alto contrasta com o que acontecia nos anos anteriores. “Antigamente era mais barato. Lembro-me de quando comprávamos pacote de figurinhas com moedas. Com R$ 20 você levava quase a banquinha toda. Hoje, com o mesmo valor, você só compra 10 pacotes. Esse é um hobby que tá ficando caro”, brinca.

Neste ano, Matheus já investiu R$ 300 e ainda falta 150 figurinhas para completar o álbum. “As trocas ajudam muito a economizar. Quanto mais figurinhas adquiridas por meio de trocas, menos se precisa gastar comprando novos pacotes”, ressalta.

Antes seu pai, atualmente ele também recebe ajuda de outra pessoa da família para terminar a coleção. “Minha irmã me ajuda agora. Ela me auxiliar sobretudo nas trocas. No trabalho dela, praticamente todo mundo coleciona o álbum. Isso é uma ajuda e tanto pra quem coleciona”, afirma.

Os álbuns são bem conservados (FOTO: Arquivo pessoal)
Os álbuns são bem conservados (FOTO: Arquivo pessoal)

Valor sentimental

Assim como seu pai lhe passou o amor por colecionar, ele também espera passar isso para os filhos. O ato de colecionar já ultrapassou o hobby e virou algo mais sentimental que traz uma nostalgia e supera qualquer tipo de valor financeiro. “Não coleciono por colecionar. Quero mostrar pros meus futuros filhos, netos. Tem gente que diz que um álbum colecionado vale uns mil reais. Eu não venderia nem por R$ 10 mil. E espero que meus filhos mantenham esse hábito também.

Todo o zelo também ao guardar os álbuns que traz figurinhas, mas também recordações de infância e adolescência. “Guardo em uma gaveta no armário do meu quarto. Às vezes algumas pessoas pedem pra ver e ficam impressionadas com a boa conservação deles”, confessa.

O espanto das pessoas tem motivo: os álbuns não tem capas especiais, nem capas duras, são capas normais, mas estão em excelente estado pelo grande cuidado de Matheus. “Sempre que posso, tiro eles de lá, dou uma folheada, limpo e depois guardo de novo”, finaliza.

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