Três gigantes da moda praia do Brasil são cearenses


Três gigantes da moda praia do Brasil são cearenses

Maresia, Pena e Smolder fazem parte de um ramo que movimenta cerca de R$ 4,6 bilhões, por ano

Por Lucas Matos em Outros Esportes

24 de Janeiro de 2015 às 09:00

Há 3 anos

No auge da febre do surf na década de 80,  empresários cearenses viram a oportunidade de investir em um mercado de roupas própria para o esporte. Além de belas praias praias, o Ceará também é reconhecido como um polo em moda surf, com três marcas âncoras, a Maresia, Smolder e a Pena.

As empresas genuinamente cearenses se destacam no mercado brasileiro, que em 2013 movimentou cerca de R$ 4,6 bilhões, segundo o Sebrae SP.

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Smolder também patrocina atletas (Foto: divulgação)

Adriano Costa Lima e Luiz Henrique Feijó, mais conhecido como Maninho, fundaram a marca Maresia, há 28 anos. A empresa começou vendendo “board” (bermudas para água) em uma fábrica de garagem, em Fortaleza. Segundo a gerente de marketing da empresa, Simoni Guedes, a ideia original era fazer um produto somente para o surf. “Quando as operações começaram, o segmento era só para as pessoas que surfavam, porém, os dias foram passando e ampliamos para outros esportes aquáticos, além do skate, sempre mantendo uma pegada radical”.

Mas o foco não fica somente no esporte da prancha. “O surfista é uma fatia pequena do mercado, então queremos que as roupas que são produzidas por nós sejam vestidas no dia a dia”, afirmou Simoni.

Modelos trabalhados pela Maresia, não focando somente o surfe (Foto: Divulgação)

Modelos trabalhados pela Maresia, não focando somente o surfe (Foto: Divulgação)

Hoje, devido a grande expansão que a marca conseguiu, as cidades de Caxias do Sul, e Dourados, interior do Mato Grosso do Sul, se tornaram centros de distribuição dos produtos da Maresia para as regiões Sul e Centro-Oeste, respectivamente.

Em Fortaleza sua sede própria de 12 mil m² fica no bairro da Parangaba, desde 1997, e conta 550 empregos diretos.

Escritório na praia

A Smolder também é uma grande empresa que atua no mercado cearense e nacional. Segundo Ubiratan Junior, 45, surfista e proprietário, o sonho sempre foi viver do surfe. Quando mais novo, Junior sentia falta de equipamentos para poder praticar o esporte que mais gosta e, em 1985, decidiu entrar no ramo de roupas.

“Eu ia à praia, sendo que ficava faltando algo, então eu comecei a fazer minhas próprias roupas. Anteriormente eu usava material de fibra de algodão mas, como não resistia ao mar, eu comecei a fazer bermudas de diferentes estilos. Quando os amigos viram, gostaram, aí eu comecei a fabricar com a ajuda da minha mãe, que era costureira. Eu comprava e fazia, minha mãe ficava na parte de modelagem”, afirmou.

Devido os inúmeros pedidos de amigos, que queriam comprar seus modelos, Ubiratan decidiu começar a vender direto do seu escritório, na praia mesmo. “Eu pegava minha mochila e vendia para os colegas e conhecidos que surfavam comigo”.

Após a demanda crescer, o empresário apostou na propaganda boca a boca, tendo oportunidade de negociar com os famosos sacoleiros, que compram em grande quantidade para vender no comércio varejista informal dos pequenos centros. Somente em 1989, e com a ajuda de seu pai, decidiram registrar a fábrica e compraram máquinas.

Passo dado para o crescimento da empresa, que fisicamente surgiu no bairro Jardim América, onde ele também morava. Devido ao crescimento das vendas a fábrica mudou para o bairro da Maraponga, em 1994. Ficaram 15 anos no local, mas devido ao aumento de funcionários e produtos, há cinco anos está localizada em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza.

Com uma área de 4 mil m², gerando 200 empregos diretos e patrocinando três atletas de surf, um de MMA e outro de kitesurf, atualmente a Smolder se destaca como uma das grandes marcas de surf no Brasil. O faturamento do estabelecimento não foi divulgado.

Começo nas pranchas

Outra empresa bastante conhecida no ‘mundo’ dos esportes radicais é a Pena. Com surgimento no início da década de 80, é a mais velha do mercado. Raimundo Bernardo Neto, o Pena, aproveitou seu apelido para dar vida ao empreendimento.

Diferente das outras, Pena surgiu como marca de prancha, até então. Raimundo construía em sua própria casa, pois não tinha acesso ao equipamento, conseguindo fazer inúmeras variações, sempre desenvolvendo material com as próprias mãos. Porém, seus amigos também se interessaram por roupas, até que a demanda cresceu.

Entre os anos de 1988 – 1990, o empresário passou a apostar no ramo de confecção que, de acordo com Rafael Forti, diretor de marketing da empresa, “era maior que as próprias pranchas fabricadas por ele”.

Junto com seus irmãos Petrônio e Rubens, houve uma subdivisão dentro do negócio. Os dois passaram a se dedicar a Greenish, uma firma para construção de pranchas. Lígia Tavares, também irmã de Raimundo ficou com o fundador para seguir no ramo de venda de roupas.

Hoje, a empresa atua comercialmente em todo o Brasil e, também, no exterior, em alguns países da Europa: Espanha, Portugal, Itália, Finlândia, Alemanha. Ainda segundo Forti, o faturamento ultrapassa os R$ 70 milhões, tendo na região Nordeste e Norte uma maior porcentagem. São gerados entre 500 e 600 empregos diretos, além de outro cem mil empregos indiretos.

Nova fábrica
Parque Industrial
Setor de criação
Modelagem
Modelagem
Modelagem
Tricampeã de bodyboard Isabela Sousa
Campeão Panamericano
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Três gigantes da moda praia do Brasil são cearenses

Maresia, Pena e Smolder fazem parte de um ramo que movimenta cerca de R$ 4,6 bilhões, por ano

Por Lucas Matos em Outros Esportes

24 de Janeiro de 2015 às 09:00

Há 3 anos

No auge da febre do surf na década de 80,  empresários cearenses viram a oportunidade de investir em um mercado de roupas própria para o esporte. Além de belas praias praias, o Ceará também é reconhecido como um polo em moda surf, com três marcas âncoras, a Maresia, Smolder e a Pena.

As empresas genuinamente cearenses se destacam no mercado brasileiro, que em 2013 movimentou cerca de R$ 4,6 bilhões, segundo o Sebrae SP.

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Smolder também patrocina atletas (Foto: divulgação)

Adriano Costa Lima e Luiz Henrique Feijó, mais conhecido como Maninho, fundaram a marca Maresia, há 28 anos. A empresa começou vendendo “board” (bermudas para água) em uma fábrica de garagem, em Fortaleza. Segundo a gerente de marketing da empresa, Simoni Guedes, a ideia original era fazer um produto somente para o surf. “Quando as operações começaram, o segmento era só para as pessoas que surfavam, porém, os dias foram passando e ampliamos para outros esportes aquáticos, além do skate, sempre mantendo uma pegada radical”.

Mas o foco não fica somente no esporte da prancha. “O surfista é uma fatia pequena do mercado, então queremos que as roupas que são produzidas por nós sejam vestidas no dia a dia”, afirmou Simoni.

Modelos trabalhados pela Maresia, não focando somente o surfe (Foto: Divulgação)

Modelos trabalhados pela Maresia, não focando somente o surfe (Foto: Divulgação)

Hoje, devido a grande expansão que a marca conseguiu, as cidades de Caxias do Sul, e Dourados, interior do Mato Grosso do Sul, se tornaram centros de distribuição dos produtos da Maresia para as regiões Sul e Centro-Oeste, respectivamente.

Em Fortaleza sua sede própria de 12 mil m² fica no bairro da Parangaba, desde 1997, e conta 550 empregos diretos.

Escritório na praia

A Smolder também é uma grande empresa que atua no mercado cearense e nacional. Segundo Ubiratan Junior, 45, surfista e proprietário, o sonho sempre foi viver do surfe. Quando mais novo, Junior sentia falta de equipamentos para poder praticar o esporte que mais gosta e, em 1985, decidiu entrar no ramo de roupas.

“Eu ia à praia, sendo que ficava faltando algo, então eu comecei a fazer minhas próprias roupas. Anteriormente eu usava material de fibra de algodão mas, como não resistia ao mar, eu comecei a fazer bermudas de diferentes estilos. Quando os amigos viram, gostaram, aí eu comecei a fabricar com a ajuda da minha mãe, que era costureira. Eu comprava e fazia, minha mãe ficava na parte de modelagem”, afirmou.

Devido os inúmeros pedidos de amigos, que queriam comprar seus modelos, Ubiratan decidiu começar a vender direto do seu escritório, na praia mesmo. “Eu pegava minha mochila e vendia para os colegas e conhecidos que surfavam comigo”.

Após a demanda crescer, o empresário apostou na propaganda boca a boca, tendo oportunidade de negociar com os famosos sacoleiros, que compram em grande quantidade para vender no comércio varejista informal dos pequenos centros. Somente em 1989, e com a ajuda de seu pai, decidiram registrar a fábrica e compraram máquinas.

Passo dado para o crescimento da empresa, que fisicamente surgiu no bairro Jardim América, onde ele também morava. Devido ao crescimento das vendas a fábrica mudou para o bairro da Maraponga, em 1994. Ficaram 15 anos no local, mas devido ao aumento de funcionários e produtos, há cinco anos está localizada em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza.

Com uma área de 4 mil m², gerando 200 empregos diretos e patrocinando três atletas de surf, um de MMA e outro de kitesurf, atualmente a Smolder se destaca como uma das grandes marcas de surf no Brasil. O faturamento do estabelecimento não foi divulgado.

Começo nas pranchas

Outra empresa bastante conhecida no ‘mundo’ dos esportes radicais é a Pena. Com surgimento no início da década de 80, é a mais velha do mercado. Raimundo Bernardo Neto, o Pena, aproveitou seu apelido para dar vida ao empreendimento.

Diferente das outras, Pena surgiu como marca de prancha, até então. Raimundo construía em sua própria casa, pois não tinha acesso ao equipamento, conseguindo fazer inúmeras variações, sempre desenvolvendo material com as próprias mãos. Porém, seus amigos também se interessaram por roupas, até que a demanda cresceu.

Entre os anos de 1988 – 1990, o empresário passou a apostar no ramo de confecção que, de acordo com Rafael Forti, diretor de marketing da empresa, “era maior que as próprias pranchas fabricadas por ele”.

Junto com seus irmãos Petrônio e Rubens, houve uma subdivisão dentro do negócio. Os dois passaram a se dedicar a Greenish, uma firma para construção de pranchas. Lígia Tavares, também irmã de Raimundo ficou com o fundador para seguir no ramo de venda de roupas.

Hoje, a empresa atua comercialmente em todo o Brasil e, também, no exterior, em alguns países da Europa: Espanha, Portugal, Itália, Finlândia, Alemanha. Ainda segundo Forti, o faturamento ultrapassa os R$ 70 milhões, tendo na região Nordeste e Norte uma maior porcentagem. São gerados entre 500 e 600 empregos diretos, além de outro cem mil empregos indiretos.

Nova fábrica
Parque Industrial
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Modelagem
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Modelagem
Tricampeã de bodyboard Isabela Sousa
Campeão Panamericano