1ª cearense a assinar com UFC sofreu preconceito por ser mulher
DESTAQUE MUNDIAL

1ª cearense a assinar com UFC sofreu preconceito por ser mulher

Com 11 vitórias e nenhuma derrota, Viviane Sucuri se tornou a primeira lutadora a assinar com o maior evento de MMA do mundo

Por Matheus Ribeiro em Lutas

16 de setembro de 2016 às 06:10

Há 5 meses
viviane-sucuri

Viviane Sucuri possi um cartel de 11 vitórias e nenhuma derrota (FOTO: Reprodução)

O sonho de todo atleta de Mixed Martial Arts, o popular MMA, é sempre lutar com os melhores competidores do mundo. Mas apenas poucos competidores podem ter esse privilégio. Entre eles, está a cearense Viviane Sucuri, de apenas 23 anos.

Após anos de dedicação ao esporte, a lutadora se tornou na terça-feira (13) a primeira mulher cearense a assinar contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC), maior evento de lutas do mundo.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, Viviane contou que a sensação de estar entre as melhores lutadoras do mundo da categoria palha (até 52 quilos) é indescritível. “Estou muito feliz em assinar com UFC, ainda não caiu a ficha. Isso representa todo um trabalho que foi feito, um sacrifício e todos os ‘não’ que recebi ao longo da minha carreira”, destacou.

Mesmo com 11 vitórias no esporte e nenhuma derrota, a atleta explica que somente o talento não foi necessário para se destacar profissionalmente. Segundo ela, foi preciso quebrar muitas barreiras e desbancar quem não acreditava em seu potencial. “Sofri muito preconceito por ser mulher. O fato de eu ser um pouco mais baixa, muitos não acreditavam que eu era capaz. Tanto pessoas comuns, como patrocinadores. Isso foi muito complicado, mas consegui vencer”, disse.

O Início

Viviane Sucuri XFC4

Lutadora conquistou o título mundial do XFCi (FOTO: Reprodução)

Quem vê o currículo de Viviane, não sabe que a luta para chegar ao UFC começou na infância. “Vim de Tauá (a 342 quilômetros da capital cearense) para Fortaleza aos  8 anos de idade. Quando cheguei tinha um projeto social de lutas perto onde morava e perguntei se podia ficar lá para praticar, o treinador disse que sim. Então foi aí que começou a minha paixão pelo esporte”, disse.

Determinada a ser uma lutadora profissional já na adolescência, Sucuri teve que enfrentar a própria família para vencer na vida. “No começo minha família não recebeu a notícia muito bem. Sofri um pouco de preconceito por ser mulher. Eles queriam que eu fizesse faculdade e seguisse os estudos. Consegui concluir meus estudos, mas como o MMA precisa de muita dedicação, tive que optar em seguir um dos dois”, explica. 

Considerada uma das melhores atletas do Ceará, Sucuri possui títulos por quatro organizações: Xtreme Fighting Championships (XFC), Limo Fight, Bitetti Combat e Aspera FC.

Além de Sucuri, o UFC conta com outros cinco representantes cearenses. São eles: Caio ‘Monstro’ Magalhães, Rony Jason, Godofredo Pepey e Thiago ‘Pitbull’ Alves.

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1ª cearense a assinar com UFC sofreu preconceito por ser mulher

Com 11 vitórias e nenhuma derrota, Viviane Sucuri se tornou a primeira lutadora a assinar com o maior evento de MMA do mundo

Por Matheus Ribeiro em Lutas

16 de setembro de 2016 às 06:10

Há 5 meses
viviane-sucuri

Viviane Sucuri possi um cartel de 11 vitórias e nenhuma derrota (FOTO: Reprodução)

O sonho de todo atleta de Mixed Martial Arts, o popular MMA, é sempre lutar com os melhores competidores do mundo. Mas apenas poucos competidores podem ter esse privilégio. Entre eles, está a cearense Viviane Sucuri, de apenas 23 anos.

Após anos de dedicação ao esporte, a lutadora se tornou na terça-feira (13) a primeira mulher cearense a assinar contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC), maior evento de lutas do mundo.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, Viviane contou que a sensação de estar entre as melhores lutadoras do mundo da categoria palha (até 52 quilos) é indescritível. “Estou muito feliz em assinar com UFC, ainda não caiu a ficha. Isso representa todo um trabalho que foi feito, um sacrifício e todos os ‘não’ que recebi ao longo da minha carreira”, destacou.

Mesmo com 11 vitórias no esporte e nenhuma derrota, a atleta explica que somente o talento não foi necessário para se destacar profissionalmente. Segundo ela, foi preciso quebrar muitas barreiras e desbancar quem não acreditava em seu potencial. “Sofri muito preconceito por ser mulher. O fato de eu ser um pouco mais baixa, muitos não acreditavam que eu era capaz. Tanto pessoas comuns, como patrocinadores. Isso foi muito complicado, mas consegui vencer”, disse.

O Início

Viviane Sucuri XFC4

Lutadora conquistou o título mundial do XFCi (FOTO: Reprodução)

Quem vê o currículo de Viviane, não sabe que a luta para chegar ao UFC começou na infância. “Vim de Tauá (a 342 quilômetros da capital cearense) para Fortaleza aos  8 anos de idade. Quando cheguei tinha um projeto social de lutas perto onde morava e perguntei se podia ficar lá para praticar, o treinador disse que sim. Então foi aí que começou a minha paixão pelo esporte”, disse.

Determinada a ser uma lutadora profissional já na adolescência, Sucuri teve que enfrentar a própria família para vencer na vida. “No começo minha família não recebeu a notícia muito bem. Sofri um pouco de preconceito por ser mulher. Eles queriam que eu fizesse faculdade e seguisse os estudos. Consegui concluir meus estudos, mas como o MMA precisa de muita dedicação, tive que optar em seguir um dos dois”, explica. 

Considerada uma das melhores atletas do Ceará, Sucuri possui títulos por quatro organizações: Xtreme Fighting Championships (XFC), Limo Fight, Bitetti Combat e Aspera FC.

Além de Sucuri, o UFC conta com outros cinco representantes cearenses. São eles: Caio ‘Monstro’ Magalhães, Rony Jason, Godofredo Pepey e Thiago ‘Pitbull’ Alves.