Primeiro time de futebol feminino do Sertão Central pode acabar por falta de recursos
SEM APOIO

Primeiro time de futebol feminino do Sertão Central pode acabar por falta de recursos

Mesmo estando invicto no Campeonato Cearense, a Aseq corre risco de abandonar a disputa antes do fim

Por Tribuna do Ceará em Futebol cearense

22 de outubro de 2016 às 07:00

Há 5 meses
Time é o primeiro da região a disputar o Campeonato Cearense (FOTO:Thiago Conrado)

Time é o primeiro da região a disputar o Campeonato Cearense (FOTO: Thiago Conrado)

Por Thiago Conrado

Uma semente que começa a dar frutos. Em abril deste ano, foi formado o time feminino da Associação Esportiva e Cultural de Quixeramobim (Aceq), para a disputa do Campeonato Cearense de Futebol Feminino. A primeira equipe da Região Sertão Central a disputar o Estadual. O início não poderia ter sido melhor. A Aceq chegou à semifinal do 1º turno, e só caiu nos pênaltis para o Fortaleza. A campanha na 1ª fase contou com duas vitórias e dois empates.

Mas o sonho de continuar na competição enfrenta dificuldades fora de campo. A falta de recursos financeiros impossibilita, por exemplo, a equipe se deslocar até à capital neste domingo (23), para jogar contra o Menina Olímpica, na abertura do 2º turno.

O treinador da equipe, Rivando Conrado, e um grupo de atletas visitam empresas de Quixeramobim diariamente em busca de conseguir um aporte financeiro para manter o time no Cearense. “Estamos indo todo dia atrás de ajuda. Precisamos de dinheiro para as viagens, alimentação, para pagar o motorista e combustível para o ônibus”, afirma. 

A Aceq contou até o fim de setembro com ajuda da iniciativa privada e pública, mas os recursos agora diminuíram consideravelmente. Hoje a principal ajuda financeira é no valor de R$ 500, dado a cada jogo por uma empresa do ramo de eletrificação.

Uma das jogadoras, a zagueira Kathiana Almeida, de 30 anos, é uma das que ajudam a comissão técnica a tentar conseguir ajuda para manter o time no Cearense. “Não podemos deixar de correr atrás. Estamos tentando superar todas as adversidades que estão aparecendo para manter o nosso objetivo de representar da melhor maneira possível o nosso município e a região”, destacou.

A atacante Geyva Sousa, de 25 anos, destaca que a falta de apoio não é motivo para o grupo desanimar. “Muita gente não acreditava no nosso potencial, porém, conseguimos mostrar que somos capazes. Nós queremos ir longe no campeonato. O nosso grupo é uma oportunidade ímpar para muitas meninas que sonham conseguir realizar esse objetivo de jogar futebol”, ressalta Geyva.

O elenco da Aceq é composto de 30 jogadoras, e a maioria é de Quixeramobim. Outras atletas que moram nas cidades próximas precisam gastar do próprio bolso para treinar e participar dos jogos.

Atletas mostram confiança para seguir no campeonato
1/3

Atletas mostram confiança para seguir no campeonato

(FOTO: Thiago Conrado)

Equipe conta a coloboração de alguns profissionais, como educadores físicos
2/3

Equipe conta a coloboração de alguns profissionais, como educadores físicos

(FOTO: Thiago Conrado)

Técnico Rivando Conrado acumula outras funções na equipe. Foto
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Técnico Rivando Conrado acumula outras funções na equipe. Foto

(FOTO: Thiago Conrado)

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Mesmo estando invicto no Campeonato Cearense, a Aseq corre risco de abandonar a disputa antes do fim

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Time é o primeiro da região a disputar o Campeonato Cearense (FOTO:Thiago Conrado)

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Por Thiago Conrado

Uma semente que começa a dar frutos. Em abril deste ano, foi formado o time feminino da Associação Esportiva e Cultural de Quixeramobim (Aceq), para a disputa do Campeonato Cearense de Futebol Feminino. A primeira equipe da Região Sertão Central a disputar o Estadual. O início não poderia ter sido melhor. A Aceq chegou à semifinal do 1º turno, e só caiu nos pênaltis para o Fortaleza. A campanha na 1ª fase contou com duas vitórias e dois empates.

Mas o sonho de continuar na competição enfrenta dificuldades fora de campo. A falta de recursos financeiros impossibilita, por exemplo, a equipe se deslocar até à capital neste domingo (23), para jogar contra o Menina Olímpica, na abertura do 2º turno.

O treinador da equipe, Rivando Conrado, e um grupo de atletas visitam empresas de Quixeramobim diariamente em busca de conseguir um aporte financeiro para manter o time no Cearense. “Estamos indo todo dia atrás de ajuda. Precisamos de dinheiro para as viagens, alimentação, para pagar o motorista e combustível para o ônibus”, afirma. 

A Aceq contou até o fim de setembro com ajuda da iniciativa privada e pública, mas os recursos agora diminuíram consideravelmente. Hoje a principal ajuda financeira é no valor de R$ 500, dado a cada jogo por uma empresa do ramo de eletrificação.

Uma das jogadoras, a zagueira Kathiana Almeida, de 30 anos, é uma das que ajudam a comissão técnica a tentar conseguir ajuda para manter o time no Cearense. “Não podemos deixar de correr atrás. Estamos tentando superar todas as adversidades que estão aparecendo para manter o nosso objetivo de representar da melhor maneira possível o nosso município e a região”, destacou.

A atacante Geyva Sousa, de 25 anos, destaca que a falta de apoio não é motivo para o grupo desanimar. “Muita gente não acreditava no nosso potencial, porém, conseguimos mostrar que somos capazes. Nós queremos ir longe no campeonato. O nosso grupo é uma oportunidade ímpar para muitas meninas que sonham conseguir realizar esse objetivo de jogar futebol”, ressalta Geyva.

O elenco da Aceq é composto de 30 jogadoras, e a maioria é de Quixeramobim. Outras atletas que moram nas cidades próximas precisam gastar do próprio bolso para treinar e participar dos jogos.

Atletas mostram confiança para seguir no campeonato
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(FOTO: Thiago Conrado)

Equipe conta a coloboração de alguns profissionais, como educadores físicos
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Equipe conta a coloboração de alguns profissionais, como educadores físicos

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Técnico Rivando Conrado acumula outras funções na equipe. Foto
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Técnico Rivando Conrado acumula outras funções na equipe. Foto

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