78% dos fortalezenses culpam torcidas organizadas por violência nos estádios


78% dos fortalezenses culpam torcidas organizadas por violência nos estádios

Pequisa revela que a Capital é a 2ª no número de pessoas que não frequentam o palco do futebol pela falta de segurança, no Nordeste

Por Lyvia Rocha em Futebol cearense

8 de junho de 2015 às 07:00

Há 4 anos
A confusão entre as torciA recente final do Clássico-Rei teve cenas de bárbarie (Foto:Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)'

A confusão entre as torcidas na recente final do Clássico-Rei teve cenas de bárbarie (Foto:Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)’

Infelizmente a violência está presente no futebol brasileiro. Em Fortaleza, o tema voltou a ser discutido com mais veemência após as cenas de barbárie protagonizadas pelas torcidas na final do Campeonato Cearense 2015. A Stochos Enternainment, empresa de assessoria esportiva, resolveu consultar o torcedor, no último mês de abril, e saber dele, quem ele acha responsável pelo esvaziamento no campo de futebol.

Os dois questionamentos principais da pesquisas foram a quem elas atribuem a violência que acontece dentro dos estádios e porque elas não vão mais aos palcos brasileiros. No primeiro questionamento o grande responsável foi a torcida uniformizada.

Para 78,6% dos fortalezenses os grandes causadores pela violência nos estádios são as torcidas organizadas. Apenas 15,5% atribuem a segurança pública a falta de segurança dentro das arenas. Com essa dado tão alarmante, os presidentes das duas maiores torcidas uniformizadas para comentar sobre o número tão relevante de pessoas que os culpam pela violência.

Segundo o presidente interino da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), Reinaldo Bruno, essa visão é um pouco deturpada, pois eles tentam combater e fazer projetos sociais para combater essa imagem. “Nós tentamos combater a violência dentro da torcida organizada. É a minoria de pessoas que se infiltra e faz a violência. Acho que os verdadeiros culpados devem pagar e não todos. O certo seria que o poder público afastasse os que se envolvem em confusão”, afirmou Reinaldo.

Contudo, o presidente da torcida organizada da Cearamor, Régis Alves, acredita que a falta de conhecimento sobre os projetos das torcidas revelam esse número tão exorbitante. “Apenas 5% desconstrói tudo, nós vivemos uma sociedade totalmente violenta e o maior culpado disso não é o futebol. É um aspecto mais amplo. Não podemos generalizar, mas nossa missão é reeducar o torcedor”, revelou.

Torcedor cada vez mais se afasta do estádio

Na segunda abordagem da pesquisa foi o motivo dele não ir mais ao estádio. Ainda de acordo com a pesquisa, Fortaleza é a segunda capital do Nordeste que o torcedor não vai para o estádio por receio de acontecer algum ato de violência. São 49,4% das pessoas que não vão aos palcos do esporte pela falta de segurança. No Nordeste, a capital cearense só fica atrás de Recife com 55,4%.

A distância do estádio ficou em segundo lugar com apenas 22,5%, e a falta de conforto no local com apenas 6,1%. O preço do ingresso que é muito questionado por alguns torcedores ficou com 4,9% pela não ida ao estádio.

No Campeonato Cearense deste ano por exemplo, a média de público foi de 3.407 pagantes. Esse número que aumenta apenas durante os jogos finais. Nas últimas partidas do certame entre os principais clubes da cidade esse total saltou para 50.002. Porém, nas outras disputas, o vazio é grande nas arquibancadas.

As outras cidades do Nordeste ficaram com o percentual abaixo de 40% no quesito da falta de segurança. Salvador com 39,7%, Macéio 33,9%, João Pessoa 20,6%, São Luís 20%, Natal 19,7%, Aracaju 19,4% e Teresina 14,1% completam a lista dos municípios nordestinos pesquisados.

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78% dos fortalezenses culpam torcidas organizadas por violência nos estádios

Pequisa revela que a Capital é a 2ª no número de pessoas que não frequentam o palco do futebol pela falta de segurança, no Nordeste

Por Lyvia Rocha em Futebol cearense

8 de junho de 2015 às 07:00

Há 4 anos
A confusão entre as torciA recente final do Clássico-Rei teve cenas de bárbarie (Foto:Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)'

A confusão entre as torcidas na recente final do Clássico-Rei teve cenas de bárbarie (Foto:Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)’

Infelizmente a violência está presente no futebol brasileiro. Em Fortaleza, o tema voltou a ser discutido com mais veemência após as cenas de barbárie protagonizadas pelas torcidas na final do Campeonato Cearense 2015. A Stochos Enternainment, empresa de assessoria esportiva, resolveu consultar o torcedor, no último mês de abril, e saber dele, quem ele acha responsável pelo esvaziamento no campo de futebol.

Os dois questionamentos principais da pesquisas foram a quem elas atribuem a violência que acontece dentro dos estádios e porque elas não vão mais aos palcos brasileiros. No primeiro questionamento o grande responsável foi a torcida uniformizada.

Para 78,6% dos fortalezenses os grandes causadores pela violência nos estádios são as torcidas organizadas. Apenas 15,5% atribuem a segurança pública a falta de segurança dentro das arenas. Com essa dado tão alarmante, os presidentes das duas maiores torcidas uniformizadas para comentar sobre o número tão relevante de pessoas que os culpam pela violência.

Segundo o presidente interino da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), Reinaldo Bruno, essa visão é um pouco deturpada, pois eles tentam combater e fazer projetos sociais para combater essa imagem. “Nós tentamos combater a violência dentro da torcida organizada. É a minoria de pessoas que se infiltra e faz a violência. Acho que os verdadeiros culpados devem pagar e não todos. O certo seria que o poder público afastasse os que se envolvem em confusão”, afirmou Reinaldo.

Contudo, o presidente da torcida organizada da Cearamor, Régis Alves, acredita que a falta de conhecimento sobre os projetos das torcidas revelam esse número tão exorbitante. “Apenas 5% desconstrói tudo, nós vivemos uma sociedade totalmente violenta e o maior culpado disso não é o futebol. É um aspecto mais amplo. Não podemos generalizar, mas nossa missão é reeducar o torcedor”, revelou.

Torcedor cada vez mais se afasta do estádio

Na segunda abordagem da pesquisa foi o motivo dele não ir mais ao estádio. Ainda de acordo com a pesquisa, Fortaleza é a segunda capital do Nordeste que o torcedor não vai para o estádio por receio de acontecer algum ato de violência. São 49,4% das pessoas que não vão aos palcos do esporte pela falta de segurança. No Nordeste, a capital cearense só fica atrás de Recife com 55,4%.

A distância do estádio ficou em segundo lugar com apenas 22,5%, e a falta de conforto no local com apenas 6,1%. O preço do ingresso que é muito questionado por alguns torcedores ficou com 4,9% pela não ida ao estádio.

No Campeonato Cearense deste ano por exemplo, a média de público foi de 3.407 pagantes. Esse número que aumenta apenas durante os jogos finais. Nas últimas partidas do certame entre os principais clubes da cidade esse total saltou para 50.002. Porém, nas outras disputas, o vazio é grande nas arquibancadas.

As outras cidades do Nordeste ficaram com o percentual abaixo de 40% no quesito da falta de segurança. Salvador com 39,7%, Macéio 33,9%, João Pessoa 20,6%, São Luís 20%, Natal 19,7%, Aracaju 19,4% e Teresina 14,1% completam a lista dos municípios nordestinos pesquisados.