Torcedor supersticioso que esteve nos "jogos do acesso" troca de lugar no estádio para Fortaleza subir


Torcedor supersticioso que esteve nos “jogos do acesso” troca de lugar no estádio para Fortaleza subir

Samuel Bruno sempre assistiu os jogos do setor premium, agora ele irá acompanhar do mesmo lugar que viu o Fortaleza ser Campeão Cearense

Por Lyvia Rocha em Fortaleza

9 de outubro de 2015 às 05:00

Há 3 anos
Foto: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará

Samuel esteve em todos os jogos decisivos da Série C (Foto: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Com apenas quatros anos ele já assistia aos jogos do Fortaleza. Foram momentos de muitas alegrias e também de algumas tristezas. Agora aos 20, Samuel Bruno aguarda por mais uma partida decisiva do seu time de coração. Presente em todos os confrontos da Série C, o estudante acredita que 2015 é o ano do acesso. “Dessa vez o time está mais confiante e também os jogadores estão mais focados. O Chamusca também está menos teimoso e ouvindo mais a torcida”, opina o tricolor.

Acostumado a sempre assistir os duelos decisivos no setor premium, para o jogo contra o Brasil de Pelotas, no próximo dia 17, o local será diferente. Samuel vai para o anel superior. Com a boa recordação recente do Campeonato Cearense, Samuel acredita que o local irá mais uma vez trazer sorte ao Tricolor. “Eu sou um pouco supersticioso e da arquibancada superior eu vi o Fortaleza ser campeão esse ano, em um jogo emocionante como foi. Com isso, acredito que vai dar sorte contra o Brasil de Pelotas também. E, vou assistir o acesso da superior”, acredita.

2010

Desde 2010 na ansiedade pelo dia que a equipe conseguirá voltar a Série B, o garoto relembra alguns dos momentos mais complicados do Tricolor durante essa trajetória. No primeiro ano que o Leão esteve na competição, o que marcou para Samuel foi a eliminação para o Águia de Marabá com o time invicto. “Eu vi esse jogo de longe e foi triste porque não conseguimos nem chegar na segunda fase da competição. A esperança ficou para o outro ano”, conta o jovem.

2011

Contudo, em 2011 foi ainda pior. A equipe tricolor que era uma das cotadas para o acesso, acabou lutando para não ser rebaixada para a Série D. O sofrimento só foi aliviado no último jogo contra o CRB, no Presidente Vargas (PV). Para o torcedor, o grande símbolo daquele jogo foi Carlinhos Bala. “Eu estava atrás do gol e aquele cena do Carlinhos Bala em cima da trave agradecendo e comemorando pela permanência do time foi demais. O Fortaleza precisava de um resultado amplo e conseguiu no campo”, emociona-se.

2012

Mas foi em 2012 que veio a grande frustração para Samuel. Foi o primeiro ano que o Leão conseguiu a classificação para a fase do mata-mata e precisava apenas vencer o Oeste em casa para voltar à segundona. Porém, a história foi diferente. “De todos os anos do Fortaleza na terceirona, 2012 foi o pior, pelo menos para mim. Foi a nossa primeira vez no mata-mata e a festa estava grande no PV, mas infelizmente perdemos por 3 a 1 e terminamos mais um ano na Série C“, relembra com lágrimas nos olhos. Depois de ser o melhor time na 1ª fase, o jogo do século virou um pesadelo.

Arena Castelão 

Em 2013 e 2014 os jogos aconteceram na Arena Castelão. O palco principal do futebol cearense foi testemunha de duas eliminações traumáticas para o torcedor tricolor. Na primeira, o Leão chegou a ficar na liderança do grupo, mas nos acréscimos da partida contra o Sampaio Corrêa o time maranhense empatou e deixou o Fortaleza em 5º lugar na classificação do grupo. O resultado foram mais de 50 mil torcedores em clima de velório. “Estava sentado aqui (Samuel estava sentando em uma cadeira no setor premium da Arena) e infelizmente testemunhei tudo aquilo. Não saberia que no próximo ano o gosto amargo seria ainda pior”, relatou.

2014

E, realmente foi. Ao final da temporada passada, no desafio contra o Macaé parecia que a festa já estava pronta. Eram mais de 63 mil pagantes e um lindo mosaico antes do jogo, mas ao final um silêncio ensurdecedor. “Aquele não era para ser o nosso ano. O Macaé achou um gol e se fechou. Só deu Fortaleza, mas infelizmente não era nosso dia. Bolas na trave, goleiro agarrando tudo e mais uma vez nós saindo calados do Castelão. Mas esse ano a história será diferente”, projeta.

2015

Samuel já faz parte do grupo de mais de 50 mil que já garantiram o ingresso para o jogo de volta na Arena Castelão, no próximo dia 17, contra o Brasil de Pelotas. Para a caminhada do Fortaleza terminar com um final feliz, o torcedor acredita que a postura fora de casa deve ser diferente dos jogos anteriores. “O time tem que fazer o resultado fora de casa. Temos que conseguir uma vitória diante do Brasil para chegar aqui com menos pressão. Empatar fora nesse caso não será um bom resultado”, finaliza o estudante.

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Torcedor supersticioso que esteve nos “jogos do acesso” troca de lugar no estádio para Fortaleza subir

Samuel Bruno sempre assistiu os jogos do setor premium, agora ele irá acompanhar do mesmo lugar que viu o Fortaleza ser Campeão Cearense

Por Lyvia Rocha em Fortaleza

9 de outubro de 2015 às 05:00

Há 3 anos
Foto: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará

Samuel esteve em todos os jogos decisivos da Série C (Foto: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Com apenas quatros anos ele já assistia aos jogos do Fortaleza. Foram momentos de muitas alegrias e também de algumas tristezas. Agora aos 20, Samuel Bruno aguarda por mais uma partida decisiva do seu time de coração. Presente em todos os confrontos da Série C, o estudante acredita que 2015 é o ano do acesso. “Dessa vez o time está mais confiante e também os jogadores estão mais focados. O Chamusca também está menos teimoso e ouvindo mais a torcida”, opina o tricolor.

Acostumado a sempre assistir os duelos decisivos no setor premium, para o jogo contra o Brasil de Pelotas, no próximo dia 17, o local será diferente. Samuel vai para o anel superior. Com a boa recordação recente do Campeonato Cearense, Samuel acredita que o local irá mais uma vez trazer sorte ao Tricolor. “Eu sou um pouco supersticioso e da arquibancada superior eu vi o Fortaleza ser campeão esse ano, em um jogo emocionante como foi. Com isso, acredito que vai dar sorte contra o Brasil de Pelotas também. E, vou assistir o acesso da superior”, acredita.

2010

Desde 2010 na ansiedade pelo dia que a equipe conseguirá voltar a Série B, o garoto relembra alguns dos momentos mais complicados do Tricolor durante essa trajetória. No primeiro ano que o Leão esteve na competição, o que marcou para Samuel foi a eliminação para o Águia de Marabá com o time invicto. “Eu vi esse jogo de longe e foi triste porque não conseguimos nem chegar na segunda fase da competição. A esperança ficou para o outro ano”, conta o jovem.

2011

Contudo, em 2011 foi ainda pior. A equipe tricolor que era uma das cotadas para o acesso, acabou lutando para não ser rebaixada para a Série D. O sofrimento só foi aliviado no último jogo contra o CRB, no Presidente Vargas (PV). Para o torcedor, o grande símbolo daquele jogo foi Carlinhos Bala. “Eu estava atrás do gol e aquele cena do Carlinhos Bala em cima da trave agradecendo e comemorando pela permanência do time foi demais. O Fortaleza precisava de um resultado amplo e conseguiu no campo”, emociona-se.

2012

Mas foi em 2012 que veio a grande frustração para Samuel. Foi o primeiro ano que o Leão conseguiu a classificação para a fase do mata-mata e precisava apenas vencer o Oeste em casa para voltar à segundona. Porém, a história foi diferente. “De todos os anos do Fortaleza na terceirona, 2012 foi o pior, pelo menos para mim. Foi a nossa primeira vez no mata-mata e a festa estava grande no PV, mas infelizmente perdemos por 3 a 1 e terminamos mais um ano na Série C“, relembra com lágrimas nos olhos. Depois de ser o melhor time na 1ª fase, o jogo do século virou um pesadelo.

Arena Castelão 

Em 2013 e 2014 os jogos aconteceram na Arena Castelão. O palco principal do futebol cearense foi testemunha de duas eliminações traumáticas para o torcedor tricolor. Na primeira, o Leão chegou a ficar na liderança do grupo, mas nos acréscimos da partida contra o Sampaio Corrêa o time maranhense empatou e deixou o Fortaleza em 5º lugar na classificação do grupo. O resultado foram mais de 50 mil torcedores em clima de velório. “Estava sentado aqui (Samuel estava sentando em uma cadeira no setor premium da Arena) e infelizmente testemunhei tudo aquilo. Não saberia que no próximo ano o gosto amargo seria ainda pior”, relatou.

2014

E, realmente foi. Ao final da temporada passada, no desafio contra o Macaé parecia que a festa já estava pronta. Eram mais de 63 mil pagantes e um lindo mosaico antes do jogo, mas ao final um silêncio ensurdecedor. “Aquele não era para ser o nosso ano. O Macaé achou um gol e se fechou. Só deu Fortaleza, mas infelizmente não era nosso dia. Bolas na trave, goleiro agarrando tudo e mais uma vez nós saindo calados do Castelão. Mas esse ano a história será diferente”, projeta.

2015

Samuel já faz parte do grupo de mais de 50 mil que já garantiram o ingresso para o jogo de volta na Arena Castelão, no próximo dia 17, contra o Brasil de Pelotas. Para a caminhada do Fortaleza terminar com um final feliz, o torcedor acredita que a postura fora de casa deve ser diferente dos jogos anteriores. “O time tem que fazer o resultado fora de casa. Temos que conseguir uma vitória diante do Brasil para chegar aqui com menos pressão. Empatar fora nesse caso não será um bom resultado”, finaliza o estudante.

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